AVISO

A nova política de uso do Google me fodeu legal, agradeçam a ele quando virem o que aconteceu com os posts antigos.

Pérolas


Então pessoal.

Estava eu pensando no blog, que tinha esfriado de ideias uma semana após o lançamento, e resolvi contar algumas perolas que aconteceram comigo.
Lógico que vou aumentar algumas coisas, já que tem umas poucas que não tem muita graça.

Vou começar com uma do tempo que estava aprendendo a jogar D&D.
Como não fui bem aceito no grupo, acabei ficando sozinho na maior parte do tempo. Isso durante a criação das fichas.

O pessoal tinha feito uma aulinha agressiva sobre o que era D&D e me ensinado o básico do básico. Naquela tarde, várias pessoas se reuniram na casa do mestre, inclusive eu, para começar a fazer as fichas.

Lá estava eu, com o livro do jogador (que me mandaram ler depois da "aulinha". ler ele TODO pra ter ideia do que era RPG), a ficha, alguns dados e jogado num canto da sala, já que o mestre estava ficando sobrecarregado de perguntas dos outros jogadores mais "experientes" e eu não criava coragem pra falar com ele.

Foi ai que me veio um pensamento doido: porque não jogar os valores eu mesmo? Tinha um cara, que tbm jogava, encostado na grade, olhando o monte de gorgóns (era como eles chamavam os noobs) e que estava perto de mim. Quando comecei a jogar os dados ele começou a me observar, mas não falava nada. Achei que estava tudo certo. E eu continuei jogando os valores lá.

Só que ao inves de jogar 3d6, como é o certo, eu jogava 1d20. Naquela hora achei que estava certo. Outra coisa que não haviam me explicado eram os pontos de vida. A única coisa que consegui achar naquele livro grande e chato era que a classe dava os pvs, e mais nada.

Acho que esse jogo ficou na minha memoria por causa de ter sido no nível 12. E como eu não sabia que se colocava o modificador de constituição nos pvs, acabei ficando com 22 pvs. E estava usando um guerreiro. Sim, um guerreiro de nível 12 com 22 pvs. Preciso dizer o que acontecia nos combates?

Ah, isso me lembra que tempos depois (acho que 2 meses) descobri o porque que os "jogadores experientes" NÃO colocavam o bônus mágico de constituição nos pvs. Achavam que era muito trabalho escrever os pvs reais e os magicos na ficha. Depois que vi a magia vigor do urso e me liguei que itens magicos reproduzem os efeitos das magias fui correndo avisar pro mestre, que me deixou gritando o que tinha descoberto do lado de fora da casa enquanto que ele estava sentado no sofa jogando Yoshi Island no snes que ele pegou emprestado. Mais tarde esse safado disse pro grupo "veterano" que ELE descobriu o que eu tinha dito.

Ainda bem que não ando mais com esse pessoal.


Enfim, fica a dica do dia: mestre, nunca esqueça de seus jogadores novatos. Eles tem a tendencia de fazer merda exponencialmente.

2 comentários:

  1. Putz cara, que grupo de mer** em que vc foi se meter! em meu grupo vc não seria tratado assim não - quer dizer, em meu antigo grupo... ele se desfacelou :(

    Mas a primeira vez q eu joguei foi quase assim: o mestre me deu uma ficha (mal)feita à mão de GURPS e me explicou como criar meu personagem em... digamos... 3 segundos! foi tosco... Fiquei uns meses sem querer saber de RPG, até que fui conhecer por mim mesmo e comecei a mestrar, e até hoje joguei muito menos do que mestrei.

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  2. Só narrar enjoa. Hj em dia to doido pra voltar a jogar, e com certeza não vou ser tão descuidado a ponto de repetir os mesmos erros que sofri.
    E não foi só esse grupo que me ferrou não. Em breve eu vou falar mais sobre isso.

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