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A nova política de uso do Google me fodeu legal, agradeçam a ele quando virem o que aconteceu com os posts antigos.

Sobre PEs e Moedas

Nota do Atmo: Eu vou modificar esse post pra deixar a minha ideia de como seria na minha mesa. Claro, SE eu tivesse uma mesa.

Sobre PEs e Moedas: "


Uma coisa que já deu muita discussão na versão mais recente do Defensores de Tóquio é a relação que existe entre Pontos de Experiência e dinheiro. Na verdade a regra em si não chega a ser nova, ela já existia na versão Turbo (não tenho mais os livros para verificar se já existia antes disso). A regra é bem simples: você pode trocar seus PEs por Moedas (o dinheiro padrão de 3D&T, que equivale às peças de cobre ou ao Real [R$]). A regra atual é de que cada PE vale 100 Moedas.

Bom, isso não é problema. O que complicou um pouco a cabeça dos jogadores é que na versão Alpha muitas coisas passaram a ser adquiridas com PEs – como os itens mágicos, descritos a partir da página 177 do Manual 3D&T Alpha. E aí o pessoal começou a se perguntar por que deveria investir PEs em coisas assim ao invés de investir na evolução do personagem?

Particularmente eu acho que usar PEs para medir o custo de itens mágicos e outros materiais (como as armadilhas, segundo regras que postei anteriormente) é uma boa medida. Mas vejam bem o que eu escrevi: “usar PEs para medir o custo”. Isso não significa que o item “deve” ser adquirido com PEs. É apenas uma medida de comparação. Então um item mágico que custe 2 PEs pode ser comprado por 200 Moedas. Não há nada de errado nisso.

Para tentar elucidar um pouco essa questão vou trazer algumas opções sobre como lidar com PEs e Moedas. O Mestre pode usar qualquer uma delas, ou até mesmo pegar partes e idéias de cada uma e fazer o que acha melhor.

PEs são tudo!

Uma forma de resolver a questão é dizer que tudo é medido pelos PEs. E quanto eu digo tudo, quer dizer experiência, itens mágicos, dinheiro, etc. Dessa maneira os itens mágicos poderão ser adquiridos apenas através de PEs. Afinal, vale lembrar que PEs são “coisinhas que peguei por aí” (Manual 3D&T Alpha pg. 142) – podem ser Moedas, diamantes, varinhas mágicas que me permitem conjurar uma nova magia, uma parte de uma pistola de raios paralisantes… enfim, pode ser qualquer coisa. A diferença é que o Mestre não especifica que itens são esses pra deixar o jogador mais livre sobre o que quer fazer com seu personagem.

Por exemplo, os jogadores derrotam um dragão e saqueiam seu covil. No final da aventura o Mestre pode presentear um jogador com 10 PEs. Esses PEs são coisas que ele encontrou no caminho, mas cabe a ele decidir que “coisas” são essas. Uma outra opção é dizer que o jogador encontrou uma varinha que permitirá a ele conjurar uma nova magia se ele souber usá-la (ou seja, se ele tiver os requisitos pra lançar a magia) (1 PE), um pergaminho com a magia Arma de Allihanna (5 PEs), 200 Moedas (2 PEs) e adquiriu experiência em combate para, no futuro, aumentar uma de suas Características (2 PEs). No fim é a mesma coisa. O problema de o Mestre especificar os itens é que isso acaba totalmente com a liberdade do jogador, pois ele não escolhe o que vai fazer com os PEs que recebeu; isso já foi determinado pelo Mestre.

Mas aí ainda fica a questão: porque gastar PEs para comprar itens ao invés de gastar os mesmos PEs para evoluir o personagem, aumentar as Características e adquirir novas vantagens? Simples, porque itens mágicos oferecem benefícios que você jamais terá através de vantagens ou aumento de Características. Além disso, às vezes adquirir itens mágicos sai mais barato do que adquirir vantagens ou aumentar uma Característica. Se você tem F5 e quer aumentar para F6 precisará gastar 20 PEs. Ou pode gastar 10 PEs para comprar uma espada +1, que aumentará sua Força para F6 e ainda lhe dará o benefício de ferir criaturas vulneráveis apenas a magias e armas mágicas. Claro que ainda tem a questão de que uma arma mágica pode ser roubada, perdida, etc., mas às vezes pode valer o risco. Sem falar que o tal item mágico pode ter benefícios que você jamais terá de outras formas – Anti-Inimigo, Assassina, Espiritual, Sagrada…

PEs por “Vitórias” e “Fracassos”

Quero aproveitar para falar de algo que não esta relacionado com Moedas e PEs, mas é um grande problema do 3D&T. Desde o surgimento do sistema a aquisição de PEs se resume aos combates. Isso está errado! Vitórias e fracassos não se restringem a vencer ou perder uma luta. Ser bem-sucedido em vencer um desafio, mesmo que não envolva nenhum combate, deve ser recompensado com PEs.

Há um net-book que eu escrevi uma vez com uma série de aventuras para Megaman 3D&T chamado de Megaman vs Stardroids. No final de cada conjunto de aventuras há uma sugestão de premiação que levam em consideração não somente os combates, mas as missões que os jogadores tem durante cada aventura. Por exemplo, na primeira aventura há um conjunto de bombas prestes a explodir, e os jogadores precisam evitar; eles recebem +1 PE se conseguirem evitar que as bombas detonem. Na segunda aventura, há uma passagem secreta que, se encontrada, facilita a invasão dos jogadores; encontrar essa passagem secreta também rende +1 PE no final da aventura. Enfim, isso são apenas algumas idéias.

Quando esta escrevendo sua aventura, o Mestre deve ter em mente quais os objetivos dos aventureiros, e o quão bem eles se saem. É como se a aventura fosse composta por várias mini-missões (pequenos desafios) que, se vencidos adequadamente, deveriam render PEs no final do jogo. Por isso a minha sugestão é que para cada aventura que vier a desenvolver, o Mestre deve criar sua própria versão daquela tabelinha que aparece na pg. 140 do Manual 3D&T. Não que aqueles parâmetros não devam ser usados, mas o Mestre deve inserir outras variáveis que estejam mais ligadas com a aventura (evitar que inocentes morram, desarmar uma armadilha mortal, convencer um NPC a lhe ajudar, vencer uma disputa de perícia…). Se quiserem algumas idéias, dêem uma olhada no net-book Megaman vs Stardroids.
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