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Leo Tsubaki em Gensokyo - Cap 10

Depois de um tempo discutindo, consegui vir com duas cartas.
-Quando eu penso em danmaku, eu imagino as coisas que mais amo no mundo, ze! – dizia Marisa.
Na verdade, acho que ela só me deixou ficar “hospedado” na casa dela por causa da Sylph. Elas conversam bastante quando não estou por perto, e é sempre um assunto animado. Tomara que Marisa não ensine coisas erradas para a Sylph...
-Deixa eu ver as cartas, papai! Deixa!
-Pera, cadê a Marisa? Eu vou mostrar assim que começarmos o duelo.
-EI, LEOOOOO!
Marisa estava chegando com Alice e duas bonecas. Quando se aproximaram mais, vi que as bonecas eram a Shanghai e a Hourai.
-Olá, Tsubaki-san. Meu nome é Alice Margatroid, e essas são Shanghai e Hourai.
-Shanghai! Shanghai! – ela estava com um vestido azul e muito alegre.
-É, oi. – Hourai falou, em seu vestido vermelho e preto.
Uma grande interrogação era a minha face.
-Que foi, papai?
-A... Hourai... falou?
-EU FALO SIM, E DAÍ?? VAI ENCARAR?? – Hourai ficou puta do nada e já puxou uma lança e um escudo.
-Hourai, pare com isso. Eu ouvi que ele nos conhece de livros, não é, Tsubaki-san? – Alice fala, acalmando a Hourai e salvando a minha pele.
-É verdade sim. Não foram só livros, mas posso dizer que vocês se parecem bastante com a imagem mental que eu tinha.
-Vamos começar o duelo, então! – Marisa já se adianta – Alice está aqui pra dar uma de juíza, por causa de seu pequeno ferimento ai. – ela aponta para a faixa na minha coxa direita.
Pensando bem, só vi essa faixa quando acordei e vi Sylph e Marisa conversando; todo o caminho eu nem me preocupei com buraco. Provavelmente, Sakuya mirou numa parte menos irrigada de vasos sanguíneos. E talvez tenha sido a Sylph que limpou o sangue do chão da casa enquanto eu dormia. Que pai adotivo sou eu...
-Ferimento? Vou cuidar disso primeiro. Pronta, Sylph?
-Sim!
Quando eu ia começar a invocação da Einrawer, Sylph faz um movimento com a mão e lá está a espada!
-Papai disse que eu faço parte do poder dele, então fica fácil fazer o que ele faz!
Marisa e Alice estão observando ansiosamente.
-Agora, como eu faço, papai? – Sylph me entrega a Einrawer.
Eu pego uma das esferas verdes, pressiono contra o ferimento e fico novo em folha. Devolvo a Einrawer e, em outro movimento, ela some.
-Interessante, parece mais manipulação espiritual do que magia... – Alice se perde em pensamentos.
-Ei, otaku de bonecas, vai começar o duelo! – Marisa chama a atenção de Alice, que sai de seu mundinho.
Como eu só tinha duas cartas, Marisa só podia usar duas também. Ela já sabia quais seriam as minhas, então me mostrou as dela, talvez pelo jogo justo. Eram Light Sign “Morning Ray” e Magic Sign “Marisa Doll”, que eu nunca ouvi falar. As bonecas se sentaram no telhado da casa, enquanto que Sylph ficou próxima da Alice.
-Só uma pergunta, Marisa. – eu falo – Qual o nível de poder dessas cartas?
-Não se preocupe, são só uns experimentos! E você é quase como o boneco de testes perfeito!
-Quase o caramba, eu posso morrer, esqueceu?!
-Deixa de conversa e comece a esquivar! Light Sign “Morning Ray”!
Vários raios de luz são projetados de esferas amarelas que surgem quase que imediatamente ao redor da Marisa. Sabendo que seria atingido uma hora ou outra, resolvi contraatacar.
-Não vou dar sorte pro azar! Love Sign “Green Fairy”!
Quatro pequenas fadinhas verdes, que pareciam bastante com a Sylph, surgem e ficam dançando ao meu redor, na tentativa de desviar os tiros de mim. Até que funcionou de iníco, mas após 8 acertos eu já estava desprotegido de novo.
-Hora do ataque! Love Sign “Little Devil”!
Duas pequenas fadinhas ruivas de vestido preto, muito parecidas com a Koakuma, surgem e ficam cada uma de um lado atirando danmaku na direção da Marisa. Obviamente, nenhum tiro acerta.
-Boa, Leo! Vamos terminar isso agora! Magic Sign “Marisa Doll”!
Uma garrafa preta com um chapéu de bruxa aparece na frente da Marisa, que pega e arremessa na minha direção. Uma das Little Devil acerta a garrafa, que explode bem na minha cara. Eu caio no chão com o impacto de um dos fragmentos, mas continuo consciente.
-PAPAI! – Sylph vem rapidamente para perto de mim.
-Foi só um arranhão, ainda bem. – Marisa parecia aliviada e desapontada.
-É o que se espera dessa otaku por explosões. – diz Alice – Estou com fome, vamos para minha casa almoçar?
-SIM! – todo mundo confirma, até as bonecas e algumas fadas que se escondiam nas árvores.

-Obrigado pela comida, Alice-san, estava tudo ótimo.
A casa da Alice estava impecavelmente arrumada, como se já estivesse esperando por visitantes a qualquer momento. Tinham várias estantes com bonecas de vários tipos e roupas diferentes, como se fossem figuras de ação. Eu estava agradecendo e ajudando Alice com os pratos, enquanto que Sylph e Marisa conversavam alegremente com Shanghai e Hourai na sala. Foi ai que o tempo fechou.
-Eu sei que nada disso é culpa sua, mas deveria ter mais cuidado. – Alice disse – Vocês não conseguiram perceber as armadilhas que eu tinha colocado na casa da Marisa ontem, e por isso acabaram caindo no sono mais facilmente.
-Uma armadilha? Achei que o estresse que passei em Eientei tinha me desgastado mais do que eu achava. De toda forma, não vamos demorar aqui. Marisa insistiu com as Spell Cards, então não consegui me conter.
-Ela falou que precisava ser algo que você amava, não é? Essas garotas devem ter muita sorte mesmo. Poder se declarar assim em público é algo que nunca me passou pela cabeça.
-Quando você está com alguém que ama realmente, o resto do mundo não importa. Koakuma até fica envergonhada quando faço isso.
-Espero poder sentir isso um dia.
A conversa parou por um momento, até que finalmente entendi a mensagem.
-Tá certo, nós vamos sair da Floresta da Magia essa tarde ainda.
-Na verdade, eu quero que você vá até o Templo Hakurei. Se esperar por lá, o seu problema vai ser resolvido bem mais rápido. Porém, ouvi falar que ele está sozinho agora.
-Sozinho? Ele...
-Exatamente. Agora são vocês três contra um só. De acordo com os rumores, seu problema é impaciente, e não vai medir esforços para acabar com tudo rápido, sem se importar com quem está próximo.
-Obrigado pelas informações.
-Só mais uma coisa, Tsubaki-san.
-O que foi?
-Lembre de dizer para sua filha que a ama. Ela precisa ouvir isso de você.
Nos despidimos e começamos a andar para a Vila Humana. De lá, iríamos para o Templo Hakurei.

Por que as coisas não acabam do jeito que queremos? A vida é tão cruel assim?

Estávamos saindo da Floresta da Magia. Quer dizer, eu nem sei direito onde tínhamos ido parar, só sei que a Vila Humana estava ao alcance de nossos olhos.
Num momento, senti um frio passar pelo meu coração. Tentei falar, mas um líquido quente enchia minha boca.
-PAPAI!
Sylph se virou para mim chocada, e num rápido movimento sacou a Einrawer e saiu de meu campo de visão. Eu não podia fazer nada. Senti meus joelhos tocarem o chão, o sangue escorrendo pelo meu peito. Não consegui olhar para trás, que era de onde tinha vindo o golpe e para onde Sylph sumiu.
Uma forte explosão me arremessou para frente. Cai de lado. Vi Sylph tomada pela fúria cortando um homem armado de uma foice bizarra. O homem cai no chão, banhado no próprio sangue. Ela se aproxima, chorando. Ela se ajoelha e coloca minha cabeça em seu colo.
-Heh, minha filha tem mais segredos que eu...
-Não fale nada, papai, eu posso te curar. – seu olhar sereno misturado às lágrimas me deixaram triste.
-É mais normal que pensa um filho enterrar um pai.
-Eu não vou te enterrar! – seus dentes trincavam.
-Quero passar mais tempo com você.
Ela me abraçou forte, manchando seu belo vestido verde com meu sangue vermelho.
-Eu sempre... sempre... te amei, Sylph...
A escuridão me cegou completamente.
Não ouvia nada.
Não sentia nada.
Então... estava de volta... aquela maldita sala escura... Shikieiki me olhava, admirada.

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