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Leo Tsubaki em Gensokyo - Cap 4

Uma semana depois.
Undine estava vivendo comigo na Mansão Escarlate. Depois que Sebastian desapareceu, ela ficou para trás. Mas o pior estava por vir. Enquanto eu a ensinava a limpar os vidros da Mansão, percebi uma luz vermelha se aproximando pela entrada principal. Corremos até lá e Salamander revelou sua forma. Estava sozinha e chorando. Manoel perdeu um duelo contra outro participante, que não tinha uma fada, mas era incrivelmente hábil com Danmaku. Como ele desapareceu? Outro participante esmagou a cabeça do perdedor com uma pedra.
-Isso é terrível. – disse Sakuya, após tomar um gole de chá – Não sei se Remilia-sama vai aceitar mais uma empregada aqui, mas posso falar com ela.
-Sakuya-san, eu preciso encontrar Shikieki. – eu disse.
-Na sua atual situação é impossível. Você não sabe lutar nem usar magia, mas está melhorando com o voo. O problema é que ninguém vence um duelo apenas voando por ai.
-Mas posso dese—
-Eu o proíbo. Essa maldição não pode ser subestimada, você viu o que aconteceu com Sebastian.
-...
Salamander não parava de chorar. Eu tinha que fazer algo, mas elas não me deixavam mais sair da Mansão depois do que aconteceu com o Sebastian. Elas queriam me proteger...
Eu fui me encontrar com Koakuma no quarto dela. Bati na porta e ela respondeu lá de dentro.
-Se for Leo, pode entrar.
Assim que entrei e a vi, ela correu em minha direção e me abraçou forte.
-Eu preciso de sua ajuda. Irei encontrar outros participantes e tentarei alertá-los ou convencê-los a nos unir. Será melhor do que tentar me encontrar com Shikieki.
-Por que eu?
-Você é a pessoa em que mais confio. Eu preciso de você, Koakuma.
-Olha só os pombinhos!! – Meiling apareceu na janela, com um sorriso malicioso estampado na cara.
-AAAHH! – Koakuma me empurra, eu caio de cabeça e desmaio por um tempo. Koakuma, me vendo desmaiado, tenta me socorrer.
-Hehehe, não era pra se assustar tanto assim. – Meiling pula pela janela e entra no quarto, que fica no térreo, e anda até Koakuma – Eu poderia ajudar vocês dois a sair de noite, mas não tenho certeza se devo. Remilia-sama vai ficar muito irritada com vocês, mais ainda comigo.
-Então não tente nos ajudar. – Koakuma está surpresa com o jeito de Meiling. Eu também estaria se estivesse acordado.
-Heh, é uma pena mesmo. Se eu fosse ajudar vocês diria que o muro oeste tem uma passagem escondida, ótima para que está com vontade de sair escondido, mas não vou ajudar vocês mesmo! – Meiling volta para a janela e pula para fora.
Koakuma, sem entender o que aconteceu, me coloca na cama dela e deita ao meu lado.
Eu acordo. As estrelas estão brilhando como nunca no céu lá fora. Koakuma está deitada por cima de meu peito, com um leve sorriso de felicidade.
-Está na hora de irmos. – falo baixinho em seu ouvido.
Ela levanta, olha pra mim e sorri. Nossa, como eu queria que esse momento continuasse...
-China-san disse que podemos fugir pela parede oeste. Tem uma passagem por lá, acho.
-Então vamos. Podemos comer alguma coisa no caminho. Assim, se perguntarem, dizemos que estamos num encontro.
-Mas não é um encontro de verdade... – ela fica um pouco triste.
-Se nós não encontrarmos outro participante, ai sim seria um tipo de encontro.
-Sério? – ela fica feliz na hora. – Então vamos logo!
Eu sempre ando com um pouco de dinheiro no bolso, e desde que passei a viver em Gensokyo achei melhor continuar com esse hábito. Acho que ninguém nos viu saindo. Quando chegamos a uma distância considerável da Mansão começamos a voar e nos dirigimos para o Templo Hakurei, que poderia estar realizando um Hanami naquela hora. Para a minha surpresa, não estava acontecendo nada por lá.
-Reimu-san! Você está em casa? – comecei a chamar do lado de fora do Templo.
Haviam luzes acessas lá dentro, mas ninguém respondeu. Era algo estranho, já que as cerejeiras estavam cobertas de flores. Foi ai que me veio uma ideia: ilusões. Provavelmente, outras pessoas estavam por aqui, mas, para evitar a minha desagradável presença, criaram uma ilusão para me afastar daqui. Koakuma também não viu mais ninguém, mas percebeu a luz acessa.
-Acho que ela deve estar dormindo ou fazendo safadezas com a Marisa, melhor irmos daqui. – eu disse.
Koakuma solta um risinho e começamos a voar. Foi ai que me veio mais outra ideia: será que ela não estava mesmo lá dentro com a Marisa? Eu provei que não era uma ameaça, até mesmo a Aya veio me visitar alguns dias antes e fez uma matéria falando bem de mim no Bunbunmaru. Gensokyo também é conhecida como a Terra das Ilusões, então acho melhor não desejar alguma coisa que me permita ver além das ilusões ou vou ter surpresas desagradáveis...
-Para a Vila Humana, então?
-Que tal o Templo Moriya? Podemos ter alguma sorte por lá.
Acertei em cheio. O Templo Moriya estava repleto de gente, parecia mesmo um festival. Reimu e Marisa não estavam, mas Reisen e Kaguya sim, então é mais provável a segunda opção de antes... Não que eu tenha algum problema com isso, mas seria bom não ter ido lá incomodá-las há essa hora... Sei lá.
Torramos todo o nosso dinheiro nas barraquinhas de diversão e comida, e nos divertimos muito. Tive a chance de conhecer Kanako e até falei com ela sobre o “evento do tamanho desproporcional”. Ela disse que nem ela nem Sawako ou Sanae foram afetadas, mas eu não estava por aqui naquela hora...
-Se quiser vir outro dia, não tenha medo! – disse Kanako, animada e começando a ficar bêbada.
-Claro que sim! Não se preocupe!
Falando em Sawako e Sanae, elas estavam cuidando de uma barraquinha bem comum pra mim: lance os anéis no alvo e ganhe um prêmio. A diferença é que o prêmio era um beijo da Sanae, o que deixou a barraquinha cheia a noite toda. Koakuma adorou a piadinha que fiz sobre a Sanae ficar com a “boca cansada de tanto trabalhar” quando estávamos saindo.
A noite teria sido mais divertida se não tivesse encontrado outro participante.

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