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Leo Tsubaki em Gensokyo - Cap 5

Quando eu e Koakuma estávamos saindo do Templo Moriya, chegando perto do portal de entrada, vimos uma figura de cabelo afro marrom e sujo de terra subindo as escadas. Duas luzes, uma marrom e uma verde, o acompanhavam. Quando a figura me viu, ele me encarou e começou a gargalhar. Algumas pessoas próximas se assustaram, incluindo eu e Koakuma, porém o sujeito se aproximou e estendeu a mão.
-Prazer, me chamo Olavo. Estas são Gnome e sua filha Sylph.
No mesmo momento Sylph se revelou e me abraçou.
-Finalmente te encontrei papai! Agora vamos ficar juntos para sempre!
Koakuma ficou vermelha, não sei se de vergonha ou de raiva, me largou ali e foi voando para algum lugar, talvez a Mansão Escarlate.
-Ei garota, não precisa ser tão rude! – Olavo gritou e logo se virou pra mim. – Acho que ela está com ciúme da Sylph. Falando nisso, preciso te explicar umas coisas, mas é melhor nos encontrarmos mais tarde. Até.
Olavo fez um tchau com a mão direita e foi para a barraquinha da Sanae, pobre coitada. Eu comecei a voar atrás da Koakuma e Sylph foi me acompanhando. Pra falar a verdade, acho que sei o porque da raiva da Koakuma: Sylph tinha a aparência de uma garota de 17 anos incrivelmente bonita. Mas nós estávamos juntos há uma semana, por que essa comoção toda?
-Koakuma, espera! Você ta indo muito rápido.
Ela para de vez. Eu a alcanço e me aproximo, Sylph está bem atrás de mim.
-O que foi? A Sylph está aqui para me ajudar, não é Sylph?
-Sim! O papai está sempre certo! – ela diz, animada. – Mas o que foi com a namorada do papai? Está com ciúme?
Koakuma me olha com uma expressão triste. Meu coração aperta, como se estivesse esperando para ser quebrado.
-A tá, Sylph entendeu o recado. – Sylph sai de perto, provavelmente pousando em alguma árvore por perto.
-Ela... vai te levar embora...
-Não vai, eu te prometo.
-Promete mesmo?
-Claro que sim! Estarei aqui pra você, sempre. Quero envelhecer com você, ter filhos com você, passar maus bocados com você... Esperei muito por sua companhia.
Koakuma se joga em meus braços, chorando alto. Eu a abraço e faço um cafuné em sua cabeça. O calor de nossos corpos afasta o vento frio que chega de surpresa.
-Ah, tio Olavo! – Sylph grita da árvore em que está, comprometendo nossa localização – Estamos aqui!
Nós olhamos para aonde Sylph está e vemos Olavo e Gnome lá no chão. Nós três pousamos e ele explica sua proposta.
-Bem, você sabe que dois já morreram, e tem uns três, até onde sei, que não vão medir esforços para matar os outros participantes. Quero que façamos um time contra eles, assim nossas chances vão aumentar bastante.
-E se lutarmos contra Shikieki?
-Contra Shikieki? Nem sabemos se era mesmo ela! Esse tipo de poder vai além do que ela provavelmente possui. Se bem que seria uma boa consultar a verdadeira... Que barulho é esse?
Fizemos silêncio e conseguimos ouvir uns sons estranhos, porém familiares. Pedi que Sylph e Gnome ficassem para trás, já que seu poder de luta era nulo, e eu, Koakuma e Olavo nos dirigimos para a fonte do som. Usando de furtividade conseguimos chegar próximos á fonte sem qualquer problema, para nós. Eu queria ter uma câmera ou algo do tipo naquela hora. Havia uma garota com orelhas de coelho prostrada contra uma árvore, com sua calcinha abaixada e fluidos escorrendo pelas pernas, e um homem, talvez um humano comum, a “pegando” por trás. Os sons que ouvimos eram as respirações aceleradas do casal, que estava se divertindo com o ato. Olhando atentamente percebi ser a Reisen, que deveria estar no festival de Moriya. Como que ela faz isso? Será que disfarçou a Eirin para escoltar Kaguya? Tewi que não poderia estar em nenhum desses dois lugares por motivos óbvios. Olhei para o lado e Koakuma estava vermelha.
-Vamos embora daqui. – falei baixo para os dois.
Chegamos até o ponto combinado e nos despedimos de Olavo. Ele já estava morando de favor na Vila Humana, então não havia necessidade de se mudar para a Mansão. Durante a viagem de volta, Sylph nos contou como Olavo era boa pessoa, sempre ajudando as pessoas quando podia, entre outras coisas.
Eu estava exausto. Aquela cena da Reisen com o desconhecido ficou na minha cabeça por um tempo, até que finalmente adormeci. No meio da noite, sinto alguma coisa deitando ao meu lado na cama. Abro os olhos e lá estava Koakuma, de camisola.
-Leo... eu... err...
-O que foi? Está com medo de dormir sozinha?
-Claro que não, seu bobo! É que eu... queria...
Já sei onde isso vai chegar. Sorte minha ter perdido a virgindade quando era vivo, assim não vou fazer feio com a Koakuma!
-Eu queria... que você... se livrasse da Sylph...
-HEIN?! Por que?
-Ela me deixa inquieta. Sempre que olho para ela, sinto como se fosse ficar sozinha de novo...
-Não vou deixar isso acontecer. – Eu me sentei na cama, e ela também. – Quero te mostrar o quanto te amo. Feche os olhos.
Quando ela fechou os olhos, eu me aproximei e a beijei. Sylph estava em outro quarto, então não me preocupei em fazer Koakuma feliz naquela noite.
No dia seguinte.
Enquanto ajudava Koakuma em perseguir a Marisa pela biblioteca, Sylph disse que queria me falar uma coisa. Não demorou muito até Marisa conseguir escapar com mais livros do que da última vez. Como que ela consegue guardar tanta coisa naquele chapéu?
-Papai, Sylph precisa te falar umas coisas.
-Ah, sim, vamos lá Sylph. Vamos pro jardim da frente.
Se estivéssemos em um lugar aberto e que todos poderiam ver, Koakuma não iria ficar irritada comigo ou com a Sylph.
-Sylph ouviu do tio Olavo que Sebastian fez um desejo que fortaleceu as fadas. Eu não entendi direito, mas ele me pediu para te entregar isso. – ela tira um papel enrolado do bolso, quase parecia um pergaminho.
Quando eu abro e leio o que está escrito, várias memórias de quando estava vivo inundam minha mente. Basicamente, o desejo de Sebastian fez com que as fadas que seguem os participantes do Torneio sejam usadas como fonte de energia para magia. Esse tipo de coisa estava muito além do que eu poderia esperar de um tarado como Sebastian, mesmo não o conhecendo direito. Lembrei de uma coisa que costumava fazer com o meu personagem de RPG, o Leo Tsubaki, e resolvi tentar.
-Fica aqui do meu lado, Sylph. Quero tentar uma coisa.
Sylph se posicionou do meu lado esquerdo, observando o que eu iria fazer. Notei que algumas empregadas também estavam me espionando de longe, e lembrei da Aya, que também poderia estar por perto naquela hora. Estendi o braço direito para frente com os dedos espaçados e recitei baixinho um verso que sempre usava em jogo.
-Para retornar tudo ao nada, uso meu nome para invocar a Espada Incansável, “Einrawer”!
Quando fazia isso na frente de meus colegas era muito divertido, mas aqui eu quase surtei. Um círculo de magia apareceu a alguns centímetros de minha mão direita, e um punho de espada azul saiu de dentro dele para a minha direção, como um portal. Eu agarrei o punho e puxei. Era mesmo a Einrawer de meus jogos, desenhos e sonhos. Três grandes esferas verdes alinhadas verticalmente próximas ao final da lâmina, dois gumes e uma beleza indescritível. Sylph ficou maravilhada com a espada, seus olhos até brilhavam.
-Papai é um grande mago!
-Que nada, foi só instinto mesmo.
Quando parei de olhar a espada, notei que tinha algo diferente com a Sylph; era como se estivesse mais nova.
-Ei Sylph, você está sentindo algo diferente?
-Agora que papai falou, eu me sinto mais animada!
Que tipo de desejo é esse? Se eu usar mais magia dessa forma, é muito provável que a Sylph desapareça de vez! Será que Sebastian pensou direito no que queria? E como Olavo sabia disso?

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