AVISO

A nova política de uso do Google me fodeu legal, agradeçam a ele quando virem o que aconteceu com os posts antigos.

Leo Tsubaki em Gensokyo - Cap 6

Algumas empregadas ficaram assustadas com o meu feito, e correram para avisar Sakuya e Remilia, que não conseguiu dormir naquele dia. Como eu estava com medo de ferir mais ainda a Sylph resolvi guardar a espada. Mesmo que ela não demonstrasse eu sabia que esse tipo de magia poderia causar-lhe dor. Quando estávamos perto da porta da Mansão, duas facas passam zunindo pela minha cabeça.
-Mas o que?! Sakuya-san, cuidado com essas facas! – mais duas quase me acertam agora.
-Use sua espada e defenda-se! – Sakuya fala de dentro da Mansão. – Seu treinamento vai começar agora!
Perfeito, mal consigo uma arma e já me empurram prum treino?
-Calma ai, Einrawer não é feita para combates intensos! – eu falo enquanto me afasto da porta.
Sakuya sai da Mansão com várias facas em cada mão, olhando fixamente para mim. Acho que estava com o tal do “instinto assassino” ligado.
-Pare de choramingar e se defenda!
Várias facas são arremessadas em minha direção. Sem sabe o que fazer, achei melhor voar. Quem sabe não melhoro minhas chances? Porém, Sakuya aparece há alguns metros acima de mim e joga mais facas. Se as esferas fossem atingidas, elas quebrariam e eu seria perfurado por uma das facas, sem falar que alguns dos poderes da Einrawer precisam dessas esferas para funcionar.
-Vai papai, você consegue! – Sylph grita pra mim lá de baixo, junto com outras empregadas que estavam torcendo por mim.
Já que não tem outro jeito, decidi cortar as facas. Existe uma boa chance de algumas me acertarem, mas é só um treino. Sakuya não vai me matar aqui, certo?
-Seja homem e tente me acertar! – Sakuya lançou um monte de facas por cima e agora estava voando na minha direção.
Começo a balançar a espada de um lado para o outro, defletindo grande parte das facas e recebendo alguns cortes leves de outras. Sakuya chega perto e me ataca com uma faca, permitindo uma defesa milagrosa de minha parte. Assim que defendi, me afastei rapidamente, analisando a próxima investida que poderia vir de qualquer lado. Quando olhei lá pra baixo, vi que Youmu estava chegando na Mansão, e tive um ideia brilhante. Me virei e comecei a realizar várias perfurações no ar, que resultaram em projeções da lâmina sendo lançadas para onde eu atacava. Sakuya não teve o menor problema em desviar desses golpes, lógico.
-Agora isso está ficando interessante. – disse Youmu, que já estava próxima à torcida.
Estava em dúvida se deveria continuar o treino ou se era melhor saber o que a Youmu queria. Mas também tinha a necessidade de saber se Einrawer tinha o mesmo poder de cura dos jogos. Sakuya se aproximava, rápido, pretendendo me acertar fisicamente com uma das facas. Queria ter mais tempo para pensar, mas acabou que me defendi de forma ridícula, e a faca atravessou meu rim esquerdo. Parece que essa não é mesmo a Gensokyo que conhecia!
-Ei, porque você não se defendeu? – Sakuya me olhava assustada – Esse golpe não deveria ter te ferido!
Pousei, me sentei no chão e retirei uma das esferas da lâmina. Eu a pressionei contra o ferimento e logo não havia mais sangramento ou órgão perfurado! A esfera se assimilou com meu corpo, reformando todos os tecidos e pedaços de órgão perdidos no golpe. A torcida, que correu para perto de mim, festejava com o poder milagroso que eu possuía, mas que não era totalmente meu. Agora, para recuperar essa esfera, eu precisava banhar a Einrawer no sangue de um inimigo, se bem me lembro; e isso não vai acontecer.
-Esse é um poder incrível. – disse Sakuya, que me olhava séria. – Agora nós devemos entrar. Remilia-sama e Youmu-san tem alguns pedidos para lhe fazer.
-Mas é claaAAAIII!! – quando tentei me levantar, a dor do ferimento continuava, mesmo tendo sido curado.
Sylph me ajudou a andar até uma cadeira dentro da Mansão, e logo Remilia e Youmu estavam me olhando sérias. Acho que vou ser expulso. De novo. Falando na Sylph, ela parecia ter voltado há aparência de quando a conheci. Talvez seja por causa do descanso, quem sabe.
-Tsubaki-san, Reimu-san precisa te encontrar com urgência. – Youmu fala séria. – Parece que um dos participantes está hospedado no Templo Hakurei e quer uma trégua.
-Não vai ser problema pra ela? – eu falo.
-Acho que não. Estamos falando da Reimu-san, que já passou por muita coisa.
-Entendo. Será que dá tempo de me recompor antes de ir pra lá?
-Sem problema. Yuyuko-sama e Yukari-san estão fazendo companhia ao forasteiro.
-Ah sim, como é a fadinha que o acompanha? Digo, a cor dela?
-Fada? Eu não o vi pessoalmente, então não sei lhe informar isso. Se me dão licença, preciso voltar para minha mestra.
-Obrigado pela visita. – Remilia fala.
Espera um momento, como que a Remilia está sendo cordial com a Youmu?
-Err, Remilia-sama, vocês são amigas?
-Só estava sendo gentil com ela. Estou de bom humor hoje, então tratar as pessoas com gentileza não vai doer, certo?
Ou ela está doida ou está quase caindo de sono, que é um estado alterado parecido com o de quem está bêbado.
-Mas eu tenho um pedido. – Remilia continua com o tom cordial – Quero que resolva esse seu “problema” enquanto está fora. Não gosto de visitantes inesperados a todo o momento, faz parecer que estou amolecendo.
-Mas e Koakuma? O que devo dizer a ela?
-Faça como quiser. Só não quero mais intrusos por aqui, entendeu? – ela começou a ficar assustadora.
-Sim senhora!
-E mais uma coisa: se acontecer o mesmo que da outra vez, não desfaça, entendeu?
-Eu acho que sim...
Do que ela está falando? Melhor deixar pra lá. Vou até a Biblioteca procurar pela Koakuma e não a encontro. Será que está no quarto dela? Vou lá e bato na porta.
-Koakuma, você está ai?
-Pode entrar.
Era a voz da Patchouli. Quando abro a porta vejo as duas sentadas, esperando por mim, talvez?
-Tsubaki-san, – Patchouli começa a falar – eu pedi um favor para Marisa e ela conseguiu umas fotos de quem está no Templo Hakurei. – ela me entrega um monte do fotos.
-Leo, quem é esse? – Koakuma está confusa.
-Eu também quero saber! – eu falo.
A pessoa das fotos é idêntica a mim, com exceção das roupas e da fada, que parece uma super modelo qualquer.
-Patchouli-san, você disse que Marisa conseguiu essas fotos, não foi? Quer dizer que ela falou com Aya?
-É o que deve ter acontecido. Se bem que dizem que pode-se encontrar de tudo no Kourindou.
-Obrigado pela ajuda, Patchouli-san. Koakuma, preciso de sua ajuda.
-Não tão rápido, Tsubaki-san. – Patchouli fala, com um sorriso malicioso nos lábios. – Preciso de um favor seu.
-O que seria? – um desejo, talvez?
-Em uma das fotos, percebi que haviam uma boa quantidade de livros com esse forasteiro. Preciso que faça ele se mudar para cá, com os livros.
-Nada mais justo. Mas quem—
-Já falei com Remilia, e ela permitiu a estadia do rapaz, desde que você tome total responsabilidade por seus atos!
-EU?! – só podia ser.
Eu, Koakuma e Sylph partimos para o Templo Hakurei horas mais tarde, quando a dor diminuiu um pouco. Tomara que esse cara não seja problema, ou que isso tudo não passe de uma armadilha.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Post urls = spam.