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Leo Tsubaki em Gensokyo - Cap 7

-Todas as antigas moradoras de Gensokyo já completaram sua cota de pecados, no passado.
-Dizem que Gensokyo é um lugar perigoso de se viver, mas só o é se você for gado.
-Atualmente, todos que vivem aqui só querem viver seus dias em paz. Irônico, não é? Por que assassinos gostariam de viver presos e em paz aqui? Nem mesmo humanos puros daqui são completamente ausentes de culpa.
-Essa não é a Gensokyo que você conhece.
-Do que você se arrepende?
-Do que me arrependo? Isso é complicado de colocar em palavras, mas, acho que posso tentar.
-Estou esperando.
-Me arrependo de ter esse poder e esse corpo. Posso destruir tudo e nunca vou envelhecer. Serei um monstro pela eternidade. Eu e minha irmã.
-Estou aqui para levar suas maldições e pecados embora. Posso permitir que comece uma nova vida, mortal e humana.
-Mas e o seu torneio? O que vai ser daqueles que estão sendo enganados? Como vai sair daqui? Para falar a verdade, como conseguiu entrar?
-Para uma garota insana, me parece que é muito bem articulada. Não se preocupe com suas perguntas, deixarei que viva para vê-las respondidas. Afinal, esse lugar se diz tão perigoso, mas eu consegui entrar e modificá-lo à minha maneira.
-Essa não é—
-Realmente, agora está parecendo um disco arranhado.
-Me desculpe. Perderei minhas asas no final desse processo?
-Infelizmente, sim. Apenas sua forma física restará. Você poderá envelhecer, ter filhos e morrer como uma pessoa normal. Desculpe-me, uma humana normal.
-Então comece logo. Se eu passar mais tempo presa nesta sala com estes bonecos de pelúcia imundos, com certeza acharei um jeito de fugir e destruir tudo.
-Espero que sua irmã a perdoe.
-Eu também...
O velho de terno branco se levanta do chão, anda até a porta e, antes de quebrar todos os cadeados e feitiços que a mantêm fechada, se vira e joga uma carta para a garota sentada no chão.
-Por favor, leia o que está escrito nesta carta. Quando o fizer, tudo acabará e tudo começará.
-Heh, “para retornar tudo ao nada”? Vocês são iguaizinhos mesmo...
A garota sentada no chão pega a carta, a vira e lê o seu nome.
-Perversão Máxima “Arrependimento”.
Uma explosão balança a Mansão Escarlate. Sakuya corre por todos os cômodos procurando pela causa. Um calafrio passa por sua espinha quando percebe que essa explosão poderia ter vindo de lá. Daquela sala escondida, onde residia uma das armas mais mortais de Gensokyo. Ela corre o máximo que pode, temendo por sua própria vida e de sua mestra.
-Hehehehe... HAHAHAHAHAHA!!!
A porta está escancarada e coberta por um líquido vermelho. Mais alguns passos e é possível enxergar uma decoração sinistra nas paredes, chão, teto e bonecos de pelúcia: está tudo coberto de sangue. Apenas uma garota loira, sentada no centro do quarto, nua, chorando e rindo, estava completamente limpa. Seus olhos não tinham mais o brilho vampírico de antes, apenas um misto de alegria e tristeza os preenchiam, tomando a forma de lágrimas e escorrendo pelo seu rosto infantil.
-O... quê...
Remilia chega logo depois. Ela não entende o porque de Flandre estar no chão, daquele jeito, e Sakuya segurar sua boca com ambas as mãos, numa clara expressão de horror.
-Onee-san... – Flandre começa a se levantar - estou bem... agora não tenho mais medo... – ela escorrega no sangue e cai sentada – hehe... você poderia me ajudar?

-Quem poderia imaginar isso? – estou surpreso com a incrível semelhança dele comigo. – Sério que você não está me copiando de alguma forma?
-Claro que não! Eu é quem deveria te perguntar isso! – ele aponta o dedo na minha cara. – Você é algum tipo de espião? Responda!
-Calma pessoal, somos todos amigos aqui. – Olavo tinha chegado antes e tentava apartar a situação.
Koakuma estava realmente confusa. Bem, espero que fosse isso mesmo, já que esse cara é loiro e tem olhos verdes. Do meu ponto de vista pessoas bonitas e populares costumam ter esse tipo de aparência em comum. Do outro lado do quintal, Sylph e Luni conversavam sobre nós. As duas também eram idênticas, com a diferença de que Luni tinha cabelo e roupas negras.
-O seu papai é cabeça dura? O meu até que é bonzinho! – dizia Sylph.
-O meu papai me deixa dormir na mesma cama que ele!
-É? E o que mais? Ele fez “aquelas” coisas com você também?
-“Aquelas”? Você ta falando de rála-e-róla?
-Que nome engraçado, hihihi!
-Vai dizer que nunca fez isso com seu papai?
-Eu?! Com papai? – Sylph olha pra Koakuma, que ainda está perdida em seus pensamentos. – Não, ele só fez com a insossa ali. – aponta pra Koakuma.
-Sério? – Luni está decepcionada – Meu papai não pegaria alguém tão abaixo da média assim, com certeza!
As duas começam a rir juntas. Reimu coloca o copo de chá de lado e fala alto.
-E quando que vocês vão embora? Já tá ficando tarde, tenho mais o que fazer!
Todo mundo olha com uma cara de incredulidade para Reimu, que se assusta.
-Hein, que foi que eu disse?
-Nem EU acredito que você tenha algo pra fazer hoje, Reimu. – Yukari sai de dentro do templo, comendo um dango.
-Até você Yuk-- Por que você está atacando o meu almoço?!
-Tava dando sopa ali, eu fui e peguei. – ela engole o último bolinho de uma vez.
Koakuma vai até Reimu.
-Obrigado por segurar ele aqui. – ela se curva, em sinal de agradecimento. – Espero que não tenha dado trabalho.
-Que nada, ele só passou uma noite aqui. Só acho estranho o modo como trata a filha dele...
-Pelo o que eu sei, não é bem isso...
Olavo está separando eu do outro com a ajuda de Sylph e Luni. Nós mal nos conhecemos e já estávamos quase trocando uns sopapos.
-Que tal irmos agora? Reimu-san está ficando brava conosco! – Olavo tenta argumentar.
-E eu com isso? Quero saber quem é que vai ser amigo desse otaku maluco que repete tudo o que vê na televisão! – eu estava bem nervoso aqui, se bem que não era mentira...
-Maluco? Tu me chamou de maluco? Agora que o pau vai comer! Te desafio para uma luta de Danmaku!
-Eu aceito!
Todo mundo se acalmou nessa hora. Yukari se sentou na varanda para observar o “duelo”. Para minimizar os danos, resolvemos que seria melhor lutar no céu. Da minha parte, vou tentar não atirar muito pro lado do templo; a Reimu pode querer arrancar meu coro se algo ruim acontecer. Quando menos espero, percebo alguém tirando fotos à uma certa distância, no céu. Pode ser a Aya ou a Hatate, mas, enfim, quem que vai ler sobre uma luta de Danmaku que não tenha a Reimu ou alguém mais famoso no meio?
-Pra início de conversa, me chamo Leo Tsubaki. Qual o teu nome?
-Leo... Tsubaki...? Sério mesmo? – uma grande interrogação aparece na cabeça dele.
-Como assim “sério mesmo”? Vai tirar onda com o meu nome agora? – já estava ficando irritado de novo.
-Meu nome é Leo... Tsubasa... – ele coça a nuca, com um sorriso amarelo na cara.
Silêncio. Por alguns momentos, nem o flash da paparazzi desconhecida incomodava mais.
-Tsu... basa...Credo...
-Agora é você que vai tirar onda com o meu nome? – Tsubasa ficou furioso.
-Cacete, deixa pra lá. Eu perdi a vontade de lutar agora. – pouso perto da Koakuma.
-...
-Vamos logo, por favor...
-Tsu... basa? – Koakuma está realmente confusa agora, disso tenho certeza.
Nos despedimos de Reimu e Yukari, desapontadas com a virada dos eventos, e começamos a voltar voando para a Mansão. Koakuma me chamou pra perto e ficamos mais pra trás do grupo. Sylph e Luni estavam na nossa frente, mas conversavam tão animadas que nem nos ouviam.
-Eu preciso te dizer uma coisa. É sobre nós dois...
Eu sabia! Todas são iguais! Mal aparece um cara mais bonito que elas te chutam e correm pros braços do maldito! Tsubasa maldito!
-É que... eu sempre achei estranho os gostos das outras garotas lá da Mansão.
Depois de respirar aliviado, pergunto: -Como assim?
-Err... é meio que complicado falar mal de minha mestra. Fui criada para servir e atender a todos os desejos de meus mestres, mas nada se compara ao que todas fazem de vez em quando... Não eu! Definitivamente não! – ela ficou vermelha - Foi por isso que escolhi te aceitar em minha vida.
-Vai logo pro ponto que estou ficando com medo.
-Não é nada assustador! Ou é, não sei você, mas não é o tipo de coisa que eu faria... Estudar tanto tempo pra conjurar aquelas... coisas...
Acho que sei do que ela está falando, e talvez você também. Mas é melhor que ELA diga, não é?
-Remilia-sama e Sakuya-sama têm um relacionamento estranho. Numa hora, elas não querem se ver, noutra, estão se beijando nos corredores da Mansão. Já houveram algumas noites que ouvi alguns gemidos vindos do quarto de Remilia-sama...
-E o que você ia fazer por ali? – pergunto, com a maior cara de troll.
-Nada! Não ia fazer nada! – ela está vermelha, agitando os braços e quase gritando. Ainda bem que os outros ignoraram.
-Tá certo, e a Patchouli? O que ela faz?
-É tão nojento...
-Eu sou homem, posso agüentar muita coisa!
-Tá bem, depois não diga que não avisei. Patchouli-sama espera até que eu vá para o meu quarto, tarde da noite, e conjura algumas criaturas grotescas. No começo, achei que ela treinava seus feitiços, já que muito antes dela entrar na Mansão (e não sair mais nunca de lá) ela era chamada de Bruxa por humanos de sua vila natal. Naquele tempo, ela era uma verdadeira Youkai, sempre matava ou comia aqueles que a ameaçavam. Foi só depois que conheceu Remilia-sama que seu estilo de vida mudou para o que você conhece hoje.
-Tá, mais e daí? – a curiosidade me mata!
-Uma noite, eu ia para a cozinha beber um copo de água, quando vi que... ela... e as coisas... – Koakuma tenta fazer uns gestos com as mãos, como um italiano. – estavam... ack, que nojento... – ela faz uma cara de nojo quando lembra da cena.
-Era tão bizarro assim? Não precisa se conter, mas também não precisa se apressar.
-Urgh, - ela colocou a língua pra fora, ainda perdida nas lembranças – ela fingia que não gostava, mas logo que as coisas não agüentavam mais ela as explodia. E não era só isso! Ela fazia todo o tipo de...
-Foi como nós fizemos naquela noite?
-Quase, mas alguns monstros tinham tentáculos, outros eram grandes, gordos e verdes, e tinham aqueles insetos nojentos, blergh, fico enojada só de lembrar.
-Quer dizer que nunca vou poder comprar um bixinho desses de aniversário pra você?
-O QUÊ? – ela fica batendo no meu ombro, e eu fico rindo da cara vermelha dela. –Brincadeira! Não faço isso, te juro!
-Ainda bem! Se não, eu ia convencer os bichos a fazer aquelas coisas COM VOCÊ!
-Nem vem! Eu gosto de mulher!
Começamos a rir. Ela é mesmo uma boa garota, porém, acabou de frustrar grande parte de meus planos... Ou não.
-Ah, mas e as outras? Quer dizer que as empregadas fazem isso também?
-Bem... – Koakuma ficou vermelha de novo – algumas são namoradas mesmo, outras escondem, e várias têm namorados Youkais por ai.
-Nenhuma gosta de humanos?
-Acho que não. Youkais têm algumas “partes diferentes” dos humanos, ouvi falar. Olha, estamos quase chegando!
Realmente, a Mansão Escarlate estava perto agora. Vou poder descansar e, quando tiver chance, irei perguntar algumas coisas para Patchouli. Espero não encontrar problemas por lá.

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