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Leo Tsubaki em Gensokyo - Cap 8

Havia uma sombra escura sobre a Mansão Escarlate. Nós não sabíamos o que esperar, então apertamos o passo. O portão de entrada externa estava fechado e Meiling o guardava. Acho que preciso explicar umas coisas sobre essa Hong Meiling: ela é extremamente sacana. Por mais sensual que seu vestido, saltos e atitudes pudessem ser, ninguém que eu conheço aqui se aproximaria dela com primeiras ou segundas intenções. Era como se ela emitisse uma aura maligna. Talvez fosse exagero meu, mas, com um pouco mais de um mês de vivência nesta Mansão eu aprendi que Meiling NUNCA está para brincadeira.
-Vocês não podem entrar. – Meiling diz, com aquele sorriso malicioso característico.
-Qual o problema agora? – eu perguntei, já esperando o pior.
-Flandre-sama foi atacada por um inimigo de vocês. – todos nós ficamos paralisados – Remilia-sama e Sakuya-sama a levaram para Eientei na esperança de encontrar alguma cura, mas a situação dela provavelmente é irreversível.
Naquele momento eu fiquei assustado e enojado. Assustado com a possibilidade de alguém conseguir ferir tão terrivelmente aquela garota, que me assustava sempre que tinha a chance. Enojado pela Meiling, que mesmo falando esse tipo de coisa continuava a mostrar aquele sorriso malicioso. O que houve com aquela Meiling agradável dos jogos e doujins?
-Não precisa de tanto drama, Meiling-san.
Patchouli pousou a alguns metros de nós. Estava com seu vestido rosa característico e com um livro grosso de magias.
-Patchouli-sama, isso é verdade? – Koakuma correu para perto de sua mestra.
-Não é tão grave assim como a Drama-san falou, – Patchouli dá uma olhada de reprovação para Meiling, que retribui mostrando a língua – mas, ainda assim precisamos ter calma. Explico no caminho para Eientei.
A viagem foi silenciosa. A atmosfera estava tensa demais pro meu lado; até mesmo Koakuma me deixou para ficar perto de Patchouli. Sylph se aproxima de mim.
-Papai, o que vamos fazer? Onde vamos morar se nos expulsarem de lá?
-Eu não sei mesmo Sylph... O que houve com Luni, vocês não estavam ficando amigas?
-Tio Olavo mandou a gente ficar perto de nossos papais. Parece que tem alguém nos seguindo.
-ATCHOOO!!! – dei um belo de um espirro falso, aproveitando para checar se alguém nos seguia mesmo.
-Você tá bem papai? – Sylph se assustou de verdade – Eu te carrego se não estiver se sentido bem!
-Não, acho que é só um resfriado passageiro. Mas vamos ficar juntos, o tempo pode mudar a qualquer hora.
Seguindo minha instrução ao pé da letra, Sylph me abraçou e continuamos a viagem assim. Ela estava tão feliz com isso que fiquei quieto, acho que ela gosta mesmo de mim.
-Papai, – ela diz – Luni disse que o papai dela costuma fazer “aquelas coisas” com ela. Você faria comigo também?
-“Aquelas coisas”? Do que você está falando?
-Sabe, aquelas que você fez com a Koakuma-san...
Quase engasguei nesse momento.
-Hein?! Ele fez aquilo com a Luni? E ela gostou? Ele não a ameaçou nem nada?
-Não sei direito, mas ele pediu e ela concordou. Mas Luni também disse que o papai dela fez “aquelas coisas” com outras garotas também.
-Espera um momento, acho que o Olavo vai gostar de ouvir isso. OLAVO! – dei um belo grito, assustando todo mundo – VEM AQUI, RÁPIDO! PODE CONTINUAR NA FRENTE, PATCHOULI-SAMA!!
Estávamos bem longe um do outro, então eu precisei gritar. Sem falar que quem quer que estivesse nos seguindo também teria se assustado com essa reação minha.
-Que foi cara, qual o problema?
-Conta agora Sylph, com quem mais o Tsubasa dormiu, além da Luni?
-Ele deu uns pega na Luni? – Olavo e suas gírias...
-Ah, teve um dia que ele passou no Templo Hakurei, pela noite, e “dormiu” com a Oni-san. Era um festival ou algo assim, nem lembro direito o que Luni disse...
Eu e Olavo nos olhamos.
-Aquele maldito, – diz Olavo – pegou a Suika ANTES DE MIM! Ele me paga!
-Que tipo de valores são esses? – eu tinha uma bela interrogação na cabeça agora.
-E teve outra também, acho que morava em Eientei... humm... uma coelha pequena, Luni disse.
-Isso é coisa de Pedobear! – eu estava ficando receoso em deixar a Sylph andar perto do Tsubasa de novo, já que ele fez sexo com uma lolita e uma pirralha. Se bem que elas são bem velhas, mas eu ainda tenho os meus princípios!
-Eu vou me vingar dele, vocês vão ver! – Olavo tinha o fogo de determinação nos olhos.
-Vai me dizer que você também queria pegar elas?
-Mas é lógico! Estamos em Gensokyo, meu véio, tudo pode acontecer!
-Então você está me dizendo que desde que chegou esteve no zero a zero?
-Nem vem, peguei uma sim! – Olavo parecia orgulhoso. – Foi a Suwako!
-Inacreditável... vocês conseguiram perverter grande parte das garotas de Gensokyo... Se bem que cada um tem seu gosto.
-Mas você ainda não disse se vai me pegar também, papai. – Sylph diz do nada.
-NÃO! Eu te amo como um pai, Sylph, mesmo te conhecendo há pouco tempo eu percebi que você é uma boa garota. Eu não faria isso com minha própria filha!
-Tá bem... – ela parece desapontada, mas continua me abraçando.
 Eu olhei para a Gnome, que até agora não tinha mostrado sua forma de fada.
-Ah, nem vem Tsubaki, – Olavo se apressa – ela não vai se mostrar tão fácil assim.
Para nossa surpresa, Gnome se afasta de Olavo e começa a brilhar forte. No momento seguinte, lá estava uma garota por volta dos 15 anos, de cabelo castanho escuro e roupas casuais: uma calça jeans marrom e uma camiseta branca por baixo de uma jaqueta de couro. Esse visual não condizia com a cara de Hikkikomori que ela fazia, mas foi o que vi.
-Eu já disse pra você parar de me chamar assim, Olavo. Eu odeio esse nome. – Gnome parecia uma adolescente rebelde. – E não, Tsubaki-san, ele não fez sexo comigo e nem vai fazer!
Acho que aquele cabelo curto, os seios pouco volumosos e os pés descalços pioravam a imagem de rebelde que ela tinha. Luni se aproximou de nós nesse momento.
-Nossa, como você é bonita, Gnome! – Luni diz de forma honesta.
-Err, obrigado... Você também não é de se jogar fora... – Gnome ficou envergonhada.
-Sinto cheiro de casal Yuri... – falo baixinho. – Gnome! – ela olha pra mim – Qual nome você gostaria de ter agora?
-Eu gosto de Kassia. – ela fala com entusiasmo, que acaba contagiando Sylph e Luni.
-Nossa, é muito bonito! Eu gostei também! – as três começam a conversar animadas um pouco distante de Olavo e eu.
-Mas, e agora? Se eu for expulso da Mansão Escarlate, o que vão fazer com Salamander e Undine? – imagens das duas sendo usadas como experimentos da Patchouli e trabalhando como escravas para Sakuya me vêm na hora.
-Acho que elas podem decidir sozinhas, não é? – Olavo é um pouco otimista. – Mas não pense muito nisso, porque estamos indo para Eientei! Lembra que lá tem umas fontes termais pra homens? Podemos nos vingar do Tsubasa lá mesmo!
-Nós quem, cara pálida? A vingança é só sua, não me meta em seus planos furados!
A viagem prossegue sem problemas. O mais estranho é que eu realmente senti que tinha alguém nos seguindo, mas era uma presença tão fraca que decidi ignorar. Tomara que não tenha sido nada demais.

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