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Paraíso de Oito Lados - Cap 2


Cap 2
Alberta nunca esteve tão cheia de gente quanto no dia seguinte ao aparecimento de Arturius. Muitas pessoas vieram tentar ver os escolhidos, seja por fé ou curiosidade. Blanc e Noire adoravam se meter em multidões, mas aquela situação os frustrava completamente; seu principal passatempo era cutucar as pessoas enquanto corriam e se escondiam num canto seguro.
-Nunca achei que fosse ficar famoso do dia para a noite. – Peqenin sentou-se ao lado de Terra e já começava a tagarelar.
-Isso pode ser tanto uma benção quanto uma maldição. – diz Terra.
-Halflings não são uma boa opção quando se trata em combate, mas eu farei de tudo para protegê-la!
-Querido amigo, eu sei que você tem quase a mesma idade que eu, mas sua aparência juvenil não me atrai.
-Argh, a rejeição! – Peqenin começa a fazer gestos teatrais e exagerados – Não posso viver com esse sentimento terrível! A única solução é o suicido! – ele se joga no chão e faz uma falsa cara de morto, colocando a língua para fora e fechando os olhos.
-Se quiser ajuda com isso, é só me pedir! – Judhas se aproximara furtivamente de Peqenin, que levanta quase que no mesmo instante.
- Ei ei ei! Eu só estava brincando!
-Eu não disse que ia te matar, só que não iria te rejeitar, bobinho! – Judhas lança um beijo na direção de Peqenin.
-Hahaha, vocês são tão engraçados! – Terra começa a rir, quase caindo da cadeira.
O grupo havia se instalado na casa do Duque de Alberta, enquanto uma casa melhor era preparada para eles. Todos estavam se enturmando e divertindo durante a espera, numa tentativa de afastar a tensão da guerra vindoura.
-Espero que seja um lugar bonito. – diz Vaisravna enquanto penteia a cauda – Já estou farta de dormir no chão ou em tavernas de quinta categoria.
-Se tiver sake de boa qualidade, não to nem ai! – Buddha diz depois de um longo gole.
-Eu prefiro cerveja e carne de vaca! – Norden dizia enquanto batia freneticamente o pé no chão.
Noire sobe numa mesa, ajudado por sua irmã Blanc, e fala em voz alta.
-Que tal se a gente falar quais as nossas especialidades? Precisamos saber o que cada um de nós faz para facilitar na hora de criar táticas antes dos combates!
-Eu bato e uso magia. – diz Buddha, entre um gole e outro.
-Meus poderes místicos nunca me abandonaram, mas também posso me virar em combate corporal. – diz Terra.
-O machado que eu mesmo fiz consegue ser mais útil que minha magia. – diz Norden.
-Minhas ilusões são perfeitas! Elas podem fazer todo o trabalho por mim. – diz Vaisravna.
-Peraí, - Peqenin salta para a mesa em que Noire se encontrava – quer dizer que todos nós temos, aproximadamente, o mesmo nível de poder físico e mágico?
O silêncio tomou conta da sala. Até aquele momento, era óbvio que a maior diferença entre as raças era a sua aparência física. Nenhum deles tinha algo que realmente pudesse se destacar, exceto Vaisravna com suas ilusões, pelo menos numa guerra contra seres quase divinos.
-Só quero saber *hic* o que essas duas formigas vão fazer na hora do quebra pau. – Buddha apontava para Blanc e Noire, que pareciam mais crianças por volta dos 10 anos.
-A gente se esconde e vocês se viram. – Blanc inocentemente diz, recebendo uma pancada na cabeça de Noire. Lágrimas enchem os olhos da pequena elfa, que se abaixa segurando o local do golpe.
-Para de falar bobagem, é claro que a gente vai ajudar! – Noire fala, convencido, fazendo uma pose de super-herói.
-Vocês vão dar ótimas iscas. – Vaisravna se levanta e bate na cabeça de Noire – E pare de bater na coitada, ou ela vai ficar tão estúpida quanto você.
Todos começam a rir da situação. Estava claro que aquele grupo se entendia e se respeitava.

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