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A nova política de uso do Google me fodeu legal, agradeçam a ele quando virem o que aconteceu com os posts antigos.

Paraíso de Oito Lados - Cap 3

-NÃO POR FAVOR! NOIRE, ME SALVA! ALGUÉM! NÃAAAO!

Os gritos da pequena elfa ecoavam pelas paredes da grande caverna enquanto que os mercenários, que deveriam ajudar ela e seu amigo Noire a chegar numa ruína subterrânea, a violentavam de todas as formas possíveis.

-Cala a boca, sua puta! - um dos mercenários dá um tapa na garota, forte o suficiente para deixá-la inconsciente.

Momentos atrás...

-Sério mesmo que esse é o caminho? E essa história de separar a gente não tá me descendo pela garganta... - Noire se senta numa pedra próxima.

-Não, é verdade! Quer dizer, pelo menos foi o que me disseram... - o novato diz.

O grupo de 8 pessoas, 6 mercenários e os dois elfos, havia entrado na caverna poucas horas atrás. Ao chegar numa bifurcação, o grupo se separou: Noire e o casal de novatos foi para um lado e Blanc e o resto dos mercenários foi pelo outro.

Por algum motivo estranho, a novata ficou quieta assim que o grupo se separou.

-Vamos voltar. - diz a novata, com os braços cruzados de forma solitária e cabeça baixa.

-Ué, por que? - pergunta o novato. - Esqueceu alguma coisa?

A novata andou rapidamente até Noire e o segurou pelos ombros. Rios de lágrimas corriam pelo seu rosto jovem. Noire, como se tivesse tido um estalo, saltou da pedra e correu na direção de onde os outros deveriam estar.

-Que foi que houve? - o novato estava assustado.

-Nos primeiros dias, - começou a garota - eles não pareciam ser perigosos. Mas, depois que entrávamos em ruínas, eles... eles...

-Eles o que? Diz logo que tô curioso!

Quando a garota levantou o rosto, percebeu que o novato já sabia do que havia acontecido, nem 1 mês ele tinha naquele grupo. Numa explosão de fúria, a garota se jogou contra o novato com sua adaga em punho. O novato tentou esquivar, mas tropeçou numa pedra e acabou apunhalado. Uma, duas, três, várias vezes. A velocidade incrível das estocadas quase não podia ser percebida por olhos destreinados. Quando deu-se por satisfeita, ela sentou perto do que mal parecia um corpo e abraçou suas pernas, como uma posição fetal.

-Por que?

A garota olhou para a direção que o som veio. Noire estava carregando algo. Ela se levantou e andou até o pequeno elfo. Ele carregava algo grande, enrolado num cobertor improvisado. Noire andou mais alguns passos e ajoelhou-se no chão. Ela se abaixou e removeu uma parte do cobertor, revelando o rosto sem vida de Blanc, sujo por um tipo de líquido branco leitoso. Noire começa a chorar de raiva e a garota percebe que o elfo está com os braços banhados em sangue.

Alguma horas depois...

-Vamos sair daqui. - Noire se levanta.

-Vocês poderiam me aceitar? - a garota diz.

-Eu... eu não sei. Só quero terminar logo com isso. Pela Blanc.

-Como assim?

-Ouvi boatos de que a simples presença dos filhos de Arturius liberta a parte mais negra das pessoas. Pode ter sido isso...

-Se for verdade, é outra boa razão para que vocês me aceitem!

-Você não é uma escolhida.

-Não importa. Eu, Elizabeth Ferrera, tenho o dever de vingar a morte de meus companheiros Elfos! - ela prende o cabelo para trás, mostrando suas orelhas mutiladas.

-Se é isso o que quer, não temos tempo a perder. Ah sim, mais uma coisa: não diga nada sobre a nossa conversa para os outros. Eles acham que sou uma criança que não vai crescer nunca, e eu gosto de manter essa fama.

-Entendido.

A dupla saiu da caverna carregando o corpo de Blanc, para garantir-lhe um enterro descente. Ao mesmo tempo, um vulto os observava das sombras.

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