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A nova política de uso do Google me fodeu legal, agradeçam a ele quando virem o que aconteceu com os posts antigos.

O Gosto do Sangue (3.)


As ondas batiam suavemente nas rochas. A brisa marinha era tranqüilizante e refrescante. Um homem, vestindo roupas exageradas e coloridas, estava sentado numa rocha próximo ao mar e observava tudo com uma expressão cansada.
-Essa ilha é bem interessante, Elifel.
Uma mulher usando roupas igualmente exageradas e coloridas se aproxima do homem.
-Eu disse. – o homem diz, abrindo um sorriso – Só espero que ela goste também.
-Sério? Não achei que se importasse tanto com aquela garota. Você só a viu uma vez...
-Mesmo assim, eu a segui por 10 anos, observei como vivia, se comportava, como lidava com o mundo ao seu redor... Ela precisa de ajuda séria.
-Existem outros com aqueles olhos. – a mulher parecia irritada – Não tem necessidade de criar uma ilha inteira só pra uma pessoa.
-Não sou considerado o mais poderoso Gnome-User á toa! – o homem se levantou – Preciso mostrar a todos do que sou capaz de tempos em tempos!
A mulher levou a mão direita ao rosto, como se tentasse esconder a raiva de tamanha imaturidade que o homem irradiava.
-Devia existir um feitiço pra te deixar mais consciente das suas ações...
-Por que diz isso? – o homem tira uma barra de chocolate de dentro das vestes e começa a comer.
-A vida marinha vai ser prejudicada numa proporção inacreditável, só por causa dessa ilha.
-Carina, minha pequena Carina, – o homem faz gestos exagerados enquanto explica – a Última Noite está bem perto! Não vai sobrar mais nada depois dela, nem mesmo uma estrela do mar! Pra que você acha que os enrugados fizeram um acordo com o pessoal de ARC XIII?
-Mais respeito com os Sábios, Elifel. – a mulher toma uma atitude repreensora – Tem espiões demais nos observando pelos céus neste exato momento, gravando tudo o que falamos e fazemos.
-Já coloquei uma Barreira de Ouro na ilha, não tem como nenhum satélite nos encontrar!
A mulher aponta para as dezenas de pássaros variados rondando o espaço aéreo da ilha.
-Estou falando deles.
-Eita, nem vi.
Mais uma vez, a mulher leva a mão ao rosto tentando ao máximo não explodir de raiva. Ela vira para os pássaros e grita.
-Da próxima vez me mandem para uma missão de verdade! Não sou paga para ser babá dessa coisa!


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