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My Little Sweet Witch - Capítulo 1: Forgotten Books

Gensokyo, a terra mágica onde vivem diversas criaturas fantásticas, convivendo em harmonia com a natureza vasta ao redor. Demônios, humanos, magos, feiticeiras, sacerdotisas, entre outros tipos mágicos são encontrados aos montes. Num lugar tão aparentemente pacífico, existem assim mesmo lutas, porém, algumas são apenas para a diversão, o Danmaku. Esse jogo, que reúne poderes incríveis que são capazes de hipnotizar a quem olhar, defesas e desvios inusitados. Um verdadeiro espetáculo para os olhos. Seus participantes possuem técnicas próprias, enquadradas no seu próprio estilo de magia. O Danmaku é um show ao ar livre, apreciado pelos moradores de Gensokyo.



Como é de costume, muitos procuram aperfeiçoar suas estratégias e técnicas, como a famosa manipuladora de bonecas, Alice Margatroid, que estava em sua casa na Floresta da Magia. Sua acunha de “estrategista” não é para menos. Suas habilidades eram imprevisíveis e cheias de surpresas, sem perder o lado frio de saber quando usá-las e como usá-las. Consigo carrega um vasto numero de “vitórias”, muitas delas pela desistência de seus adversários.

Ela estava aperfeiçoando novos acessórios para suas bonecas Shanghai e Hourai na sala de sua casa sentada em uma cadeira de aparência nobre e aconchegante.

– POV: Alice.

Estratégias. Sim, estratégias. O foco para aperfeiçoar as minhas bonecas é a estratégia. Bonecas são o meu mais divertido hobby, e mais ainda poder usá-las no Danmaku. Eu gosto de ver que coisas que os outros pensam que são “sem vida” podem tornar as mesmas em “sem vida”. Shanghai e Hourai são as minhas favoritas, estão sempre comigo em qualquer combate. Eu as amo. São as mais perfeitas bonecas. Apesar de serem bonecas de combate, eu as cuido como qualquer outra boneca, afinal, são minhas maiores lembranças do passado.

–Muito Bem... Espero que essa lâmina escondida possa ser um trunfo. Conto com você. –Falava enquanto sorria para minha querida Shanghai.

Logo após terminar com a Shanghai eu a sentei sobre a mesa e peguei a Hourai. Seu cabelo estava meio bagunçado, notando isso, rapidamente apanhei a escova e comecei a escovar seu cabelo.

–Nada de ficar bagunçada Hourai. Olha o seu cabelo... – Gentilmente eu o escovava, sorrindo.

Eu continuei a cuidar delas, sempre as deixando impecáveis. Aqui na Floresta da Magia é bem calmo. Posso trabalhar sem ser incomodada, exceto por...

–Olá! Alice! Eu vim pegar uns livros emprestados!–... Isso.

Marisa Kirisame. Uma bruxa que tenho como “vizinha”. Além de nada educada, é um tanto quanto impulsiva. No Danmaku é estranhamente forte, porém, sem nenhuma estratégia! Ela apenas usa a força bruta de suas habilidades! Eu não entendo como alguém com tais atitudes pode ser forte!

–Veio roubar mais livros? –Falei com raiva, já estava cansada dessa cleptomaníaca.

–Ei, eu disse que vim pegar emprestados. Eu irei devolver. –Como se eu fosse acreditar.

–Você falou isso das últimas vezes que veio “pegar emprestado” alguns dos meus livros.

–Eu prometo que devolvo! –Não tem jeito, ela vai me irritar muito se eu não dizer sim.

–Tudo bem, pode pegar. Mas devolva, por favor! –Falei enquanto botava a mão no rosto.

Mais que ódio! Ela estava lá, na minha estante de livros, pegando livros que eu com certeza não verei nunca mais! Quem diabos ela pensa que é? Apesar de ser um habito dela e eu já ter me acostumado, as vezes não suporto isso. O que será que diabos ela faz com esses livros? Garanto que não é igual a Patchouli e lê todos eles.

Após algum tempo, ela saiu com livros nos braços e alguns aparentemente escondidos no chapéu.

–Obrigado pela hospitalidade! –Ela sorriu exageradamente para mim, sinto que ela está debochando...

–Até outro dia! – Fechei a porta logo após a despedida.

Ouvi os passos dela andando pelo gramado e decidi olhá-la da janela. Ela repousou os livros de seus braços no chão e começou a catar alguns cogumelos que estavam perto de uma arvore. Por algum motivo, ela gostava dessas coisas, mesmo sendo algumas delas... venenosas. A cada “nova descoberta” ela sempre mantinha um sorriso largo e satisfeito no rosto, mas não é hora para pensar nisso.

Caminhei de volta ao meu sofá e apanhei novamente a escova

–Agora posso continuar... Desculpe os modos dela, Hourai. –Continuei escovando o cabelo da Hourai.

Algum tempo se passou e eu já tinha feito as melhorias nas duas. Agora já estava perto de anoitecer, então decidi ler um dos meus livros.

Na minha casa havia um quarto apenas para meus livros. Eu amo ler esses livros. Eram bem mais, porém, aquela bruxa cleptomaníaca havia levado a maior parte deles. No quarto, os livros que ficavam no chão eram os menos importantes, ou os que eu iria ler alguma outra hora. Os que ficavam nas estantes, eram os que eu mais amava. Vários grimórios de magia, livros de antigos autores do mundo dos humanos e outros que achei interessantes. Andei até a estante e peguei um livro do mundo dos humanos chamado “O Caçador de Apóstolos”. Fui sentar na mesinha da sala para terminar de lê-lo.

Por volta das 23:48, eu fechei o livro e o guardei na estante novamente. Logo em seguida fui para a cama, sem antes dizer “boa noite” para a Shanghai e a Hourai. A minha cama estava pronta para meu descanso. Logo troquei de roupa e botei minha camisola azul clara e fui me deitar. Pensei em certas coisas e também nos meus livros que estão com a maldita cleptomaníaca da Marisa. Eu iria cobrar a devolução e com juros! Parei de pensar nisso e fechei os olhos para dormir. O sono veio logo, deixando-me inconsciente.


– POV: Marisa.

O vento batia sobre meu rosto. Claro, eu estava voando por Gensokyo na minha vassoura. O vento era gelado, era quase inverno e os dias ficavam mais frios e secos ultimamente. Eu estava de partida para a floresta da magia, que por sinal é onde eu moro. As arvores são lindas, fora as flores e os frutos suculentos que também são em abundancia. Mas o que eu fico mais impressionada é com a variedade de cogumelos presentes aqui! São tantos tipos, cores, cheiros e efeitos mágicos. São bons para estudar e aprimorar minhas magias.

Deixando todo esse lado divertido de lado, vem a parte mais legal! Ter uma vizinha. E ainda melhor saber que ela tem tantos livros sobre magia! Pensei um pouco nisso durante o caminho para lá, e decidi fazer uma visitinha, sem deixar de pegar alguns livros emprestados!

Pousei em frente ao jardim da casa, e andei até a porta, notei que ela estava meio aberta e decidi entrar.

–Olá! Alice! Eu vim pegar uns livros emprestados!- como ela não estava no meu campo de visão, gritei da porta.

Um pouco de tempo até começar a ouvir os passos dela, estava pisando firme no chão, acho que não estava muito feliz.

–Veio roubar mais livros? –Ela perguntou com uma cara assustadora.

A pergunta me surpreendeu. Roubar?

–Ei, eu disse que vim pegar emprestados. Eu irei devolver. –Falei

–Você falou isso das últimas vezes que veio “pegar emprestados” alguns dos meus livros.

–Eu prometo que devolvo! –Eu fiz um olhar de súplica.

–Tudo bem, pode pegar. Mas devolva, por favor! –Ela levou a mão ao rosto, com expressão de derrota, eu consegui de novo!

Corri imediatamente para o canto da casa que ela guardava seus livros. Era um lugar bem grande em que havia muitos livros no chão. Passei um breve olhar sobre eles, vendo se algum dos títulos me interessava. Vi um livro escrito “cogumelos” na frase de titulo. Apanhei e comecei a empilhar vários outros livros. Na estante também notei outros livros bem interessantes. De repente, passando o olho pela estante, achei um livro que tinha uma capa azulada e uma fechadura. Como sou muito curiosa, resolvi pega-lo também. Rapidamente já havia juntando tantos livros que quase não conseguia carregar, tendo que colocar alguns dentro do meu chapéu.

Com passos calmos e equilibrando os livros, andei até a porta da frente.

–Obrigado pela hospitalidade!- Falei enquanto passava pela porta.
Alice me olhou novamente, então eu me virei e dei um sorriso bem largo dizendo:

–Até outro dia!

A porta então foi fechada. Virei de costas para ela e saí bem satisfeita, mais livros para ler.

Mas de repente vi algo que rouba totalmente a minha atenção, muito mais que tantos livros: CO-GU-ME-LOS. E são de um tipo que nunca vi! Rapidamente coloquei os livros no chão, e comecei a observá-los.

–São tão... Lindos... –Meus olhos brilhavam. Os cogumelos eram esverdeados do tipo florescente. Rapidamente arranquei um deles e comecei a cheirá-lo.

Tinha um cheiro peculiar, era um odor “doce”, digamos assim. Arranquei mais alguns e guardei para minhas futuras pesquisas.

–Isso vai me ajudar no Danmaku! –Meu sorriso se abriu.

Juntei minhas coisas, mas provavelmente não conseguiria carregar tantos livros enquanto voava, e caso eu perde-se algum dos livros da Alice, ela provavelmente usaria a Spellcard War Command "Dolls of War" em mim, e não seria muito legal ser perseguida por 84546854548424584218 bonecas assassinas sabe?

–Bom, vamos usar um pouco de magia! –Movimentei um pouco os dedos enquanto tirava meu chapéu. Passei a mão por cima do mesmo, e uma aura brilhante se formou em volta dele. O brilho passou e eu resolvi ver se a magia havia dado certo. Apanhei os livros e joguei-os dentro do chapéu. Sorri satisfeita, eles não fizeram “peso”. Meu “chapéu sem fundo” foi um sucesso!

Essa magia consiste em fazer que um recipiente abrigue infinitas coisas, mas ainda sim parecer que não tem nada dentro, e quando você resolve tirar algo de dentro dele, ele parece nada mais nada menos do que uma sacola comum.

–Sucesso! – Coloquei o chapéu novamente e apanhei minha vassoura. –Hora de ir! – Subi na vassoura como se fosse surfar. Engraçado, nós não precisamos de coisas desse tipo para voar, mas eu gosto de ter meu próprio estilo, entende?

Levantei vôo em direção a minha casa que não ficava muito longe da casa da Alice. Durante minha volta, consegui observar a Floresta Mágica do alto, eu não me cansava daquele lugar. Cheio de belezas, e cogumelos~, é simplesmente um lugar perfeito.
Avistei minha casa logo de cara, a viagem não foi tão demorada assim. Pousei perto da porta da frente, e parei para olhar a frente da casa. Ela estava meio suja, muitas trepadeiras estavam tomando conta das paredes... Fora as rachaduras muito aparentes. Tudo bem, eu preciso arrumar a minha casa algum dia, e precisa ser logo antes que ela desabe em cima de mim.

Peguei na maçaneta e girei, abrindo a porta. Logo de cara, já vi que o interior estava bem pior, muitas coisas espalhadas e uma poeira danada dominavam o ambiente. Olhei bem para o chão para não pisar em nada e acabar escorregando.

–Realmente preciso arrumar isso. –Falei para mim mesma enquanto tentava chegar pelo menos até o meu quarto.

Com passos cuidadosos, consegui chegar a porta do quarto. Suspirei enquanto girava a maçaneta. A porta então abriu, mas... Pela metade?

–Hein? –Algo estava no caminho da porta, impedindo-a de ser totalmente aberta. –Geez...

Me espremi e consegui entrar, fechei a porta e olhei o que estava impedindo-a de ser totalmente aberta... Ah... São livros...

–... Haha... - Dei um sorriso meio bobo e comecei a colocar os livros em outro canto do quarto.

Terminando de fazer isso, olhei melhor o quarto... Cheio de livros para variar. Alguns estavam no chão mesmo, outros abertos em uma mesa que eu normalmente fazia as minhas pesquisas, e alguns grimórios de magia aberto na cama ou marcados com alguma fita vermelha. Dei outro suspiro após olhar os livros e comecei a fechá-los e empilhá-los em uma ordem organizada no canto do quarto, deixando apenas os que estavam na mesinha.

–Pronto, menos bagunça... – Sentei-me na pequena cadeira que fazia conjunto com a mesinha.

Tirei meu chapéu e coloquei-o com o buraco para cima. Comecei a retirar os livros da Alice de dentro, tirando-os de dois em dois. Olhava os títulos um a um, eles variavam de “Técnicas mágicas”, “O Grimório de Alerth Valkon – Os segredos da aura de objetos inanimados”, “Botânica Mágica” e... Hmm?

–Que livro é esse...? – Apanhei o livro com a mão direita.

Ele tinha uma capa de um tom de azul escuro, era um pouco grosso, mas não muito, parecido como esses livros casuais. Olhei para o titulo, feito com letras em auto relevo num tom branco.

–... My Little Sweet Witch... – Pelo visto, estava escrito na língua humana. –“Minha Pequena Doce Bruxa” hm...

Olhei para o nome do autor, porém, estava escrito algo como “Unfounding”. Pelo visto era a tradução de alguma historia antiga. Abri o livro na primeira pagina. Nele estava escrito o titulo apenas, assim como a capa. Virando a página, encontrei o Índice de capítulos, deixei essa parte de lado e continuei a virar as paginas chegando a uma parte escrita “Dedicatória”.

–“Dedico esse livro a muitas pessoas, mas dentre todas elas, em especial uma que mudou a minha vida.” –Li para mim mesma.

Folheei mais paginas, chegando ao capítulo um.

–“Capítulo I: Céu Estrelado.” – O nome me cativou na hora, não me contive e fui logo para o começo da historia.

–“O destino pode ser bem engraçado às vezes não acham? Ele nos leva a situações extremamente contraditórias a nossos princípios, e a pior parte é que não notamos isso, ficando conformados com o que ele reserva para nós. Tudo pode mudar de uma hora para outra, assim como você pode mudar sem notar.” – Continuei lendo.

–“Pois é... O destino me levou a essas coisas todas. Começando por uma noite fria enquanto estava no meu quarto me preparando para dormir...”– A historia continuava.

–“Estava ajeitando a cama naquele momento, a lua estava cheia e brilhante do lado de fora, iluminando meu quarto com uma luz prateada. Parecia ser tarde, eu diria que perto da meia noite. O vento batia levemente lá fora, balançando as arvores , fazendo uma melodia que só aumentava o meu sono.”

–“Com os olhos já mortos de sono, consegui terminar de arrumar a cama para deitar. Repousei a cabeça sobre o travesseiro e me cobri com o cobertor. Estava começando a esfriar naquela época, era bom ficar confortável e quente na cama.”

–“Meus olhos já cansados começaram a se fechar lentamente. Como um ultimo reflexo da minha consciência, desejei que tivesse sonhos bons...”- A historia seguia mais ou menos nesse ritmo.

Após ler mais algumas paginas, decidi fechar o livro, pois eu estava começando a ficar com sono. Marquei a pagina com uma fita azul que usava para marcar outros livros.

Comecei a me preparar para dormir, começando por arrumar a cama. Coloquei alguns dos meus travesseiros na ponta da cama e puxei o cobertor. Antes de me deitar, sentei na ponta da cama e tirei meus sapatos e desfiz a Maria Chiquinha do lado esquerdo do meu cabelo. Então deitei na cama e me cobri com o cobertor, era estranha a sensação de dormir em algo fofo porque eu quase sempre dormia em cima da mesinha debruçada nos livros que estava pesquisando.

Tentei não pensar em nada e deixar a mente limpa para dormir. Era difícil dormir sabendo que posso descobrir coisas novas a qualquer momento. Estranho “parar para descansar” de vez em quando. Então lentamente minha mente foi parando de funcionar e minha consciência foi me deixando apagar. Meus olhos se fecharam e eu cai no sono.

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Fanfic de autoria de Shisuke: My_Little_Sweet_Witch

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