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My Little Sweet Witch - Capítulo 2: Sweet Dreams

A noite é uma hora de descanso espiritual, uma viagem ao seu subconsciente. Há quem goste dessa hora, há quem não goste...”

– POV: Alice.



–Não... Não... – Eu me revirava na cama de um lado para o outro, precisava abrir os olhos o quanto antes...

Uma péssima imagem me veio em mente, fazendo-me pular da cama em impulso. Abri os olhos, assustada. Estava suando frio e meus olhos lacrimejavam. Levantei da cama e olhei em volta, ainda parecia estar de noite. Olhei para o relógio, este marcava 03:37, que ótimo.

Andei até a porta e olhei nos corredores vendo se não havia nada de errado. Após a confirmação de estar tudo bem, caminhei lentamente até o banheiro.

Chegando lá, abri a porta e fui direto ao armário. Nele estavam varias coisas para minha higiene matinal, além de alguns... Remédios. Apanhei um que estava com a caixa leve demais. Puxei a cartela que havia comprimidos, observando que havia apenas dois deles.

Espremi a cartela e peguei um dos comprimidos, sendo ele azulado e um pouco maior que os comprimidos comuns.

Caminhei até a cozinha para pegar um copo de água para tomar o remédio. Cheguei até a torneira da pia e enchi um copo com água. Coloquei o comprimido na boca e depois comecei a tomar a água.

Terminando a água, coloquei as mãos na pia e suspirei, pensando em algumas coisas. Porém, meus pensamentos foram interrompidos por um olhar preocupado, olhei para trás, e lá estava Shanghai, olhando preocupada para mim.

–Esta tudo bem mamãe? Tomando essa bolinha de novo...? – Ela tinha uma expressão triste no rosto.

Andei até ela, e a peguei no colo.

–Está tudo bem Shanghai... Não precisa se preocupar. – Afaguei seus cabelos para deixá-la relaxada.

–Estou preocupada com você mamãe... –Ela me abraçou, segurando firme na minha camisola.

–Tudo bem... Tudo bem... Fique calma... – Eu continuei a acariciar sua cabeça, andando até o quarto. –Vamos dormir tudo bem?

–Tudo bem... – Ela parece ter se acalmado.

Deitei na cama novamente, deixando Shanghai ao meu lado. Ela estava mexendo na minha bochecha carinhosamente, tentando me confortar de algum jeito. Suas mãos eram de certo modo macias, e logo meu sono foi chegando, deixando-me inconsciente novamente.

...


Abri os olhos, vendo que o dia já havia clareado. Procurei Shanghai com os olhos, ela continuava ali deitada, dormindo. Era fofinho vê-la dormir.

Levantei com cuidado para não acordá-la, cobrindo-a com o cobertor novamente. Fui até o banheiro fazer a higiene matinal.

Após terminar, andei até a cozinha para fazer o café da manha. O dia estava ensolarado, mas ainda continuava aquele frio de começo de inverno. Comecei a fazer um café, que logo encheu o ar com o seu cheiro gostoso.

Sentei-me à mesa que ficava no meio da cozinha, ela era decorada com algumas flores que havia colhido pela floresta há algum tempo atrás, que com algum cuidado, ela continuava com sua beleza de antes.

Levei a xícara até a boca, o café estava bom, eu o tomava aos poucos porque estava quente demais. Eu comecei a olhar para o lado de fora, o sol estava brilhando bonito naquela manhã, estava bom para sair até.

O vento soprou forte e gelado, fiquei um pouco incomodada e levantei para fechar a janela. Ao chegar até ela, me senti tonta, e minha vista embaçou um pouco, me segurei em uma das partes da janela.

–Parece que o remédio fez muito pouco efeito – Pensei.

Tentei andar rápido até o banheiro e pegar o ultimo comprimido. Apanhei-o e coloquei rapidamente na boca, engolindo em seco.

Rapidamente voltei à cozinha enchendo um copo com água e logo tomando. Suspirei, o remédio deveria durar mais um pouco... Precisava logo ir comprar mais.

Voltei ao meu quarto e comecei a me arrumar, precisava o quanto antes comprar mais do remédio, e sabia onde encontrar.

Coloquei um vestido azul claro, amarrando a cintura com uma fita rosada. Para completar coloquei um coletinho branco que ia até o ombro e amarrei outra fita rosada no pescoço. Enquanto dava os últimos retoques ouvi Shanghai bocejando e olhando para mim.

–Aonde você vai mamãe? –Ela estava limpando os olhos, apesar de ser uma boneca, ela ainda tinha vida.

–Vou à casa da Enfermeira que vive com a Coelha. – Estava me referindo a Eirin e Reisen, respectivamente.

–Posso ir junto? Quero te proteger. – Ela ficou com os olhos brilhando, não poderia resistir.

–Claro, vou deixar a Hourai cuidando da casa então. – Falei enquanto ajeitava a fita rosa do pescoço.

Andei até a porta, levando Shanghai no ombro. Hourai se aproximou.

–Cuide da casa pra mim, tudo bem? –Falei, dando-lhe um sorriso.

–Claro... Mãe. – Hourai sorriu de volta, ela é mais madura que Shanghai por estar comigo há mais tempo. – Até logo, Shanghai! – Hourai sorriu.

–Até logo irmã! – Shanghai Sorriu.

–Obrigada. – Respondi, dando um sorriso novamente. – Vamos.

Shanghai assentiu que sim com a cabeça e saímos pela porta. Dei alguns passos e comecei a flutuar, a Eientei ficava um pouco longe da Floresta Mágica para se ir a pé.

Shanghai se segurava no meu ombro, apesar de saber voar por conta própria, ela adorava ficar perto de mim, e eu também gostava dessa proximidade entre nós duas, tenho um sentimento maternal com ela e com Hourai. Considero-as como “filhas”.

Voamos por cima da Floresta Mágica, vendo a beleza natural do lugar, fizemos bem em viver aqui, era tudo tão bonito, parecia um sonho. Conseguimos avistar o lago que ficava próximo a Scarlet Devil Mansion, casa de Remilia Scarlet. Nele podíamos ver Cirno e outras fadinhas, que deveriam ser Sunny, Lunar e Sapphire, estavam brincando ao redor do lago, eufóricas como sempre.

Voando um pouco mais a frente, consegui ver a pequena vendinha da Mystia Lorelei, que como sempre parecia estar cantando alegremente, e também o Kourindou, a loja de antiguidades de Rinnosuke.

Ao longe pude ver a Montanha Youkai, uma grande elevação no horizonte onde viviam a maior parte dos youkais de Gensokyo.

Algum tempo se passou, e já pude avistar a Floresta Perdida de Bambus, com seus gigantes brotos de bambu. Era o local onde supostamente existia um vilarejo humano protegido por Keine Kamishirasawa e Fujiwara no Mokou da ameaça de outros youkais. Em seguida pude avistar enfim a Eientei. Acelerei o voou.

–Segure-se Shanghai, estamos quase chegando. – Falei calmamente.

–Claro Mamãe! – A Senti segurar firme no meu ombro.

Em poucos minutos estava pousando na frente da Eientei onde pude ver claramente Reisen correr atrás de Tewi. Ao notar a minha presença, Reisen parou e se aproximou de nós.

–Alice? Quer falar com a Mestra Eirin? – Reisen tinha olhos avermelhados como os de um coelho, e claro, orelhas de coelho. Se não me engano, ela era uma do exercito que participou da Guerra Lunar.

–Sim, por favor. – Respondi formalmente.

–Por aqui.

Reisen me acompanhou até uma das entradas da Eientei, o lugar parecia ser maior do que aparentava. Alguém que não conhece o local ficaria rapidamente perdido. Havia grandes colunas pelos corredores, não tendo exatamente um padrão definido de posicionamento. Os corredores sempre tinham varias portas e saídas diferentes, mostrando que o lugar realmente não era o que aparentava por fora.

Passamos por vários outros corredores, até chegar a uma porta que estava entre aberta, ela tinha um papel colado escrito algo como “laboratório”. Reisen empurrou a porta e pediu para eu acompanhá-la. Ninguém estava presente no lugar.

–A Mestra Eirin deve estar na sala de testes. Irei chamá-la imediatamente. –Reisen logo se dirigiu a outra porta que havia na sala.

Enquanto ela saiu, pude observar uma estante com vários frascos que aparentavam serem outros remédios, ou até mesmo misturas criadas por Eirin. Na sala também havia um pequeno sofá e uma mesa com alguns papéis espalhados. O cheiro do local era peculiar, cheiro básico de um “hospital”.

–Mamãe, que cheiro estranho é esse? – Shanghai reclamou um pouco, tapando o seu nariz com uma das mãos.

–Cheiro de hospital, afinal, ela é uma enfermeira. –Sorri para ela, o cheiro não podia me incomodar tanto.

Passaram-se alguns minutos e então Reisen estava de volta, mas sem Eirin ao seu lado.

–A Mestra Eirin está terminando uma experiência. Mandou avisar que daqui a alguns minutos ela aparecera.

–Entendo, o jeito é esperar. – Sorri.

–Sente-se, a viagem deve ter sido longa. A distância entre a Eientei e a Floresta Mágica é um pouco grande. – Falou ela apontando para o sofá.

–Tudo bem, obrigada. – Sentei-me.

Reisen então se retirou da sala, deixando-me sozinha. Agora só me resta esperar pela Eirin.

– POV: Marisa.

O dia clareou. Consegui sentir alguns fios de sol penetrarem nas cortinas da minha janela fazendo um pouco da claridade. Apesar de estar sempre disposta, era uma luta sair de um lugar tão aconchegante e quentinho nesse clima.

Nunca havia dormido tão bem nos meus últimos dias, pois sempre dormia debruçada nos livros enquanto pesquisava, eu não conseguiria parar antes de concluir minhas pesquisas. Lembro até das madrugadas que passei acordada lendo três enciclopédias sobre cogumelos, valeu um quase colapso nervoso, mas não foi em vão!

Sem muitas opções, decidi levantar. Lentamente fiquei sentada na borda da cama, coçando os olhos, tirando a “areia”. Com um pouco de esforço fiquei em pé, cambaleando um pouco até a porta. Lembrei, apesar da “lentidão” de quando acordo, de que a casa estava totalmente desarrumada. Abri a porta com cuidado e visualizei o caminho até o banheiro. Andei com cuidado, olhando exatamente onde estava pisando.

Consegui chegar ao banheiro sem muito perigo. Entrei e comecei a fazer as necessidades matinais de toda pessoa.

Decidi tomar um banho para acordar o corpo. Comecei a tirar a roupa sem muita pressa, o dia hoje seria bem longo, muita pesquisa para colocar em dia e... Ler aquele livro interessante.

A água começou a cair em cima da minha cabeça, senti um pequeno arrepio por causa do calor produzido pelo cobertor. Água começou a ficar mais agradável, continuei a me lavar. Logo já tinha acabado, estava totalmente acordada!

Enrolei-me em uma toalha e fui andando de volta para o quarto, ainda tendo o cuidado para não escorregar em alguma coisa. De volta ao quarto, comecei a me arrumar. Após colocar as roupas intimas, vesti meu vestido negro com seus típicos babados brancos. Meu chapéu se encontrava ainda em cima da mesa por conta do dia anterior. Com um movimento de mãos, fiz o chapéu vir até as minhas mãos.

Como não teria tempo para ir até a cozinha preparar o café, até porque a cozinha deveria ser a parte mais bagunçada da casa, decidi usar a magia novamente a meu favor. Com um estalo de dedos, desejei uma xícara de café. Coloquei a mão dentro do chapéu e comecei a revirá-lo, ate encontrar uma coisa. Puxei e era um daqueles pratinhos usados para apoiar a xícara. Comecei a remexer, puxando a xícara que estava quase transbordando. Um pouco de açúcar também não fez mal, coloquei uma colher apenas. Tomei um gole e depois repousei a xícara na mesa, pegando um dos livros e começando a folheá-lo, parece que esse era o sobre a botânica mágica.

Mergulhei no mundo fantástico que são os livros. Quando estou assim não noto o passar do tempo, mas o tempo era a coisa que eu deveria me importar menos no momento. Deixei esses pensamentos de lado e continuei a ler o livro, despreocupada.
Logo comecei a tentar imitar as coisas que estavam escritas nos livros, fazendo experiências com alguns materiais que eu tinha guardados no quarto, justamente para pesquisas do tipo.

Comecei com algumas reações básicas que eram explicadas nos mínimos detalhes no livro. Elas por um segundo estavam certas, mas fiz algo errado e tive que recomeçar o “experimento”.

Recomeçando, consegui fazer tudo certo, e pude partir para o próximo passo. Estava feliz por conseguir fazer tudo isso, talvez a minha teimosia tivesse me dado um pouco de experiência com esse tipo de coisa. Às vezes me impressiono com meu próprio conhecimento, “como um humano poderia ter tanta informação guardada no cérebro” eu me perguntava.

Isso mesmo, apesar de ter habilidades magicas, eu no fundo era uma humana vivendo no meio de youkais perigosos, mas quem se importa? Perigo era meu nome do meio!

Progredia ainda mais com as experiências a cada minuto que se passava. Eu estava cada vez mais contente com tudo que estava descobrindo, fora que esse conhecimento me ajudaria a criar coisas novas e aprimorar as minhas outras experiências. Essa é uma das coisas que mais amo nessa vida! Agradeço muito a minha antiga mestra Mima por ter me apresentando um mundo tão vasto de conhecimento como esse!

Sim, antes de ser como sou eu tive uma mestra, o nome dela era Mima. Ela que me ensinou a não aceitar apenas o básico de tudo que me fosse explicado no mundo, que o conhecimento é a melhor coisa que alguém pode ter. Seu ditado famoso era: “Não se contente em beber o chá ruim quando você pode saber como ele foi feito e aprender a melhora-lo!”.

Infelizmente, durante o período de caça as bruxas no mundo humano, a mestra Mima me ajudou a fugir para Gensokyo e me entregou a formula da anti-velhice. Ela dissipou a sua alma e desapareceu me falando para não chorar, para sempre continuar indo em frente sem me importar com as adversidades. Eu admito que na hora eu tive que chorar, havia perdido a minha mestra que era como uma mãe para mim.

Eu citei sobre uma formula anti-velhice que a mestra Mima havia me entregado, ela me disse que ela me manteria com a mesma idade do meu estado atual, mas não me tornava imortal e nem imune a doenças comuns. Fiquei feliz por continuar com a minha aparência de sempre.

Eu ainda procuro uma forma de trazê-la de volta ao mundo, para ela ver como eu progredi com as minhas pesquisas. Esse era um dos meus grandes sonhos, uma meta a se cumprir.

Tirei minha cabeça desses pensamentos e voltei a pesquisa, precisava me concentrar ao máximo!

Com um pouco de cuidado, enchi um tubo de ensaio com uma substancia dita no livro que eu por incrível que pareça tinha em casa. Logo após joguei os cogumelos que coletei próximo a casa da Alice e coloquei um deles dentro do frasco. A solução borbulhou por um instante e logo após começou a ficar esverdeada, parece que estava dando certo. Continuei a ler o livro, algo na explicação dessa solução me chamou a atenção.

Nele dizia que a solução em contato com fogo a fazia explodir ou algo como “disparar”. Parece que isso iria me ajudar no danmaku, e muito! Procurei algum recipiente para fazer a experiência do lado de fora, achei uma lata de feijões que havia comprado no Kourindou há um tempo. Achei perfeito. Derramei um pouco da solução dentro dele e tampei, correndo para o lado de fora.

Chegando ao lado de fora, retirei a tampa e procurei fazer fogo com um fosforo que eu havia guardado. Levitei a vasilha com a parte aberta um pouco inclinada e risquei o fosforo. Coloquei a chama no fundo da vasilha, esperando alguma reação. De repente a solução foi “lançada” com violência para a frente, atingindo uma arvore e destruindo grande parte do seu tronco. A explosão me fez cair para trás sentada na grama.

–I-Incrivel!! – Gritei, me levantando.

Sorri novamente com muito prazer de ter descoberto isso. Seria uma baita ajuda nas batalhas de Danmaku! Corri para dentro de casa e fechei o livro. A minha pesquisa estava terminada!

Sorri novamente e olhei a hora, 10:57. Guardei o livro junto com os outros que Alice havia me emprestado até notar um livro em especial...

–My Little Sweet Witch... – Eu o apanhei e sentei na cama, folheando as paginas ate chegar aonde eu havia parado, capítulo 6.


–“ Capitulo VI: Pesadelo”- Li e me espantei pelo titulo, parece que algo de ruim iria acontecer.

–“Talvez fosse apenas algum pesadelo qualquer, mas ele não terminava e era o mesmo de todas as vezes que tive, eu perdia a pessoa que eu amava mais na vida. Eu não poderia deixar isso acontecer, mas esse pesadelo nunca acabava, parecia ser real.”

–“Mas no fundo, mesmo enquanto me via no fundo do poço, eu escutava uma voz que me chamava e até gritava o meu nome. A voz estava distante, mas eu conseguia ouvi-la tentava procurar de onde vinha, mas não obtive sucesso. Talvez fosse outra artimanha do meu pesadelo, ele queria me deixar sem nenhuma esperança.”

–“Porém, parece que algo me puxou de volta para a realidade, me senti ser envolvida pelos seus braços e senti o calor de seu corpo. A voz dizia “tudo bem, foi apenas um pesadelo”. Eu olhei para de onde a voz vinha, e apenas pude ver um sorriso largo e satisfeito. Meus olhos começaram a lacrimejar e eu cai aos prantos”.

Continuei a ler, essa historia estava me fazendo ficar deprimida nessa parte, talvez fosse porque eu tenho medo de algo desse tipo acontecer comigo.

Logo cheguei ao capitulo 8. Marquei a pagina e parei, decidindo ir levar os livros que pedi emprestado para a Alice, afinal, ela iria me matar se não os leva-se de volta logo.

Fiz o mesmo esquema de quando eu os levei, usando o chapéu sem fundo, coloquei todos os livros que pedi emprestado, menos o “My Little Sweet Witch” que eu não iria devolve-lo ate terminar de ler.

Logo estava na frente da minha casa me preparando para ir ate la e entregar os livros. Fiz os últimos retoques na roupa e levantei voo.

Realmente a Floresta Mágica era um lugar fascinante visto do alto. A cada dia que sobrevoava o lugar, sempre me impressionava com sua beleza, foi uma ótima escolha vir morar aqui.

Rapidamente cheguei a casa dela que sempre mantinha aquele aspecto nobre. Me aproximei da porta e dei algumas batidas. Silencio. Talvez ela não estivesse em casa. Senti uma presença atrás de mim e vi que era uma das bonecas da Alice apontando uma lança muito pontiaguda em minha direção, logo após ela, apareceram mais algumas DEZENAS de bonecas da mesma forma.

–O que você quer, Marisa? – Ela me olhou torto, deveria estar pensando que eu iria invadir a casa da Alice.

–Ca-calma! Apenas vim devolver uns livros que pedi emprestado! –Fiz um gesto de “calma” para ela, qualquer mole eu seria perseguida até o fim do mundo!

Ela pensou um pouco e abaixo a lança, mudando sua expressão para a de uma boneca qualquer.

Entendo... – Hourai fez um gesto para que as outras bonecas abaixassem suas lanças também. -Mas minha mãe não está em casa. Ela foi até a Eientei. – Comentou.

–Até a Eientei? Mas o que ela iria fazer naquele lugar? – Perguntei, confusa. Pelo que me lembre, Alice não era de se “socializar” por ai.

Eu também não sei. –Hourai fez um rosto de duvida.

–Será que eu poderia ficar aqui e esperar a Alice? –Perguntei, afinal, o que teria de errado?

Contanto que não se aproxime dos livros da mamãe, não tem problema. –Ufa.

Hourai abriu a porta para mim e me convidou a entrar. Adentrei a casa, que já me era familiar por dentro pelas continuas vindas ate aqui. Logo me sentei no sofá e fiquei olhando para a janela.

–Será que ela vai demorar muito? –Questionei.

Ela mesma disse que não iria demorar. –Hourai respondeu calmamente.

–Entendi... –Muito bem, agora era só esperar a Alice chegar.


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Fanfic de autoria de Shisuke: My_Little_Sweet_Witch

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