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A nova política de uso do Google me fodeu legal, agradeçam a ele quando virem o que aconteceu com os posts antigos.

My Sweet Little Witch - Capítulo 3: Collateral Effects

“Sonhos. Eles podem ser bons, eles podem ser ruins. O Problema é quando você apenas tem sonhos ruins, sua vida torna-se um pesadelo.”

– POV: Alice.



A espera continuava e continuava. Comecei a fazer algumas brincadeiras com a Shanghai para me distrair. Eram apenas brincadeiras inocentes, afinal, ela parecia uma criança que ainda não conhecia as coisas ruins da vida e eu queria preservá-la assim. Passamos algo próxima 30 minutos brincando. E nada da Eirin aparecer, isso já estava me incomodando um pouco. Shanghai logo notou a minha preocupação.

–O que houve mamãe?- Ela sempre com sua expressão inocente me desarmava, e não deixava eu contar o que realmente estava acontecendo. Sinto-me mal por isso às vezes.

–Espero que Eirin não demore mais... - Pensei.

Tudo bem... Essa espera já se tornou cansativa. Meu desespero só estava aumentando a cada minuto que se passava.

Mais alguns minutos se passaram, minha paciência estava no limite junto com meu desespero, mas como um presente divino, comecei a ouvir os passos de alguém se aproximando. A porta que ficava do outro lado da sala fez um rangido e se abriu. Finalmente Eirin havia aparecido. Ela estava usando um jaleco branco por cima de sua roupa e também usava luvas, ambas sujas de sangue em alguns pontos.

–Desculpe a demora, mas às vezes não é fácil lidar com cobaias. – Ela retirou as luvas e as jogou em um tipo de bandeja. De certo modo, eu ainda desconfiava do que Eirin tanto fazia nesse laboratório, havia boatos de que ela fazia experiências em humanos que se perdiam na Floresta de Bambus para melhorar alguns remédios e outros tipos de experimentos.

–Bom, esperar não custa nada né? Afinal, você está me ajudando. – Detesto dizer isso.

–Bem, então, o que deseja? – Perguntou

Dei um suspiro, seria difícil falar isso na frente da Shanghai. Mas seria pior se eu não fala-se.

–Preciso de mais “Wonderland”. – Fui direto ao ponto.

Ela deu um suspiro rápido.

–Então seu quadro deve estar se agravando... – Ela me olhou e colocou a mão no queixo, pensativa.

–Elas não estão durando tanto quanto antes... O que será que está acontecendo? – Perguntei, aflita.

–Provavelmente elas não estão dando mais conta de todos os sintomas e fazem um “esforço” a mais para conter os sintomas que ainda são repreensíveis. É como um copo transbordando, ele não pode se esforçar para conter mais liquido e ao mesmo tempo suportar o que ainda tem dentro dele. –Ela explicou, com calma.

– Mas eu já estava preparada para ouvir algo do tipo, então... –Eirin começou a remexer em algumas prateleiras e pegou um envelope com um pouco de volume. – Pegue.

Apanhei o envelope, estava um pouco pesado. Retirei o que havia dentro, eram cartelas com mais wonderland.

–Essas são cartelas com “Wonderland 2.0”. Eu já suspeitava que apenas a primeira Wonderland não fosse funcionar para sempre, então fiz algumas pesquisas e consegui criar esta. Ela tem efeito maior para os piores sintomas, mas para os “mais leves”, ela deixa um pouco a desejar. Mas isso é até melhor para você.

–Entendi... – Falei enquanto observava um daqueles comprimidos.

–Acho melhor você tomar uma agora, para seu corpo se acostumar.

Assenti e retirei um dos comprimidos da cartela e coloquei-o na boca. Eirin logo me deu um copo de água para me ajudar a engoli-lo.

–Elas devem durar bastante. –Eirin sorriu para mim, apesar da sua notável insanidade quanto a experiências, ela ainda era uma médica de respeito e se preocupava com seus pacientes... Bom, pelo menos eu acho.

–Bem... Obrigada. – Eu sorri de volta, apesar de não gostar de depender de ninguém como eu disse, ajuda sempre é bem vinda.

–Então, você já está indo? –Ela perguntou. Talvez ela sentia-se culpada por “dar alta para um paciente” tão cedo.

–Sim, já estou indo, pois deixei uma das minhas bonecas cuidando da casa e eu falei que não iria demorar.

–Compreendo, compreendo. –Ela sorriu novamente e deu com a mão - Até a “próxima consulta”. –Apesar da situação delicada, essas piadas estavam tornando ela menos estressante.

Caminhei até a porta que foi aberta como um reflexo, lá estava Reisen, para me acompanhar até a saída.

–Siga-me, por favor. –Ela sorriu também.

Segui Reisen para fora da sala e fizemos todo o caminho de volta até a entrada. Chegando lá, pude ver Tewi correndo atrás de alguns coelhos que ficavam próximos a Eientei, eram de certa forma fofinhos e... Espera o que eu estou dizendo?

–Algum problema Alice? – Tewi chegou perto de mim e me olhou, ela era bem mais baixa do que eu e Reisen, seus olhos eram vermelhos iguais ao de sua irmã.

–Estou sim, apenas me senti um pouco tonta. – Coloquei a mão na testa e tentei mostrar que não estava sentindo nada... Apesar de ser estranho esse sentimento que eu estou sentindo agora.

–Então, até logo! – Tewi rapidamente voltou a correr atrás dos pequenos coelhos.

Reisen deu um suspiro.

–Você quer que eu te acompanhe até sua casa?

–Não, não precisa, eu estou bem. – Tentei parecer natural, mas acho que não consegui.

–Tem certeza?

–Tenho sim, tenho sim! – Não sei por que, mas eu me sinto muito nervosa!

–Hã... Então ta... – Reisen fez um olhar meio esquisito e... Por algum motivo eu comecei a olhar para as grandes orelhas de coelho da Reisen, e por algum estranho motivo eu queria tocá-las! Pareciam tão macias!

–Posso tocá-las? –Falei e corei ao mesmo tempo. O que eu acabei de falar?!

–Hã...?! – Reisen se espantou

–N-não é nada! – Eu voei rapidamente e sai daquele lugar, estou me sentindo estranha muita estranha!

Voei rapidamente para longe enquanto Shanghai ainda segurava firmemente em mim

Está tudo bem, mamãe? – Ela perguntou com um olhar tão fofo...

–Está tudo bem Shanghai... – Eu corei por um instante.

A mamãe realmente fica bonita quando está com vergonha! – Ela deu uma risada como uma criança feliz e eu corei por inteira.

–Como você é malvada com a mamãe! – Eu sorri para ela, estranhamento eu estava ficando “meiga” demais!

Hahaha! A mamãe ficou corada! – Bem... Típica brincadeira de criança... Acho que estou feliz por estar assim, pelo menos alguém está feliz com a mudança.

Continuamos a sobrevoar Gensokyo de volta para casa, sempre fazendo brincadeiras no ar, até que Shanghai Repousou sobre o alto da minha cabeça, de uma forma um tanto quanto fofa.

Hihi! – Ela deu um grande sorriso, estava mais feliz do que nunca e já devia ter esquecido do que ouviu na Eientei.

A volta foi mais rápida que a ida até a Eientei, ainda bem, porque do jeito q eu estava, não iria querer encontrar com ninguém! Eu poderia começar a agir estranho de novo!

Continuamos até chegarmos à porta de casa. Pousamos e nos aproximamos da porta sem antes olhar pela janela se estava tudo bem. Tudo por dentro estava ótimo até que... Espera.

–Ma-Marisa!? –O que ela estaria fazendo na minha casa?! Minha bochecha queimou e eu levei as mãos ao rosto. Realmente estavam queimando!

Marisa! –Shanghai logo abriu a porta e foi para cima de Marisa, por algum motivo ela admirava a Marisa.

Opa! Olá pequena Shanghai!– Marisa estava lá brincando com Shanghai enquanto eu ainda continuava estática na porta, com minha bochecha queimando demais.

Recuei alguns passos, me sentia estranha, meu coração batia mais rápido e minha bochecha estava ardendo demais! Eu pensava na Marisa de uma forma totalmente diferente... Isso devem ser os sintomas que a Eirin falou! Os Quais a Wonderland não pode dar muito foco. Só pode ser isso, mas... Eu não entendo esses sentimentos! De onde eles vieram?! Não parece que sou eu! Eu não gostava da Marisa, eu a odiava, mas... Por algum motivo esse ódio, não parece ser ódio! Alguém me diga o que está acontecendo!

Ouvi-as rirem e eu não sabia o que fazer, até que ouvi Marisa pergunta:

Certo, onde está a Alice? – Não...

A mamãe está lá fora! –Shanghai!

Consegui ouvir alguns passos vindo de dentro da casa, e se aproximando.

Hm? Hey! Alice! – Não, não, não! Ela está vindo! O que eu faço?!

Ela começava a chegar mais perto, e eu ainda recuava sem saber o que fazer. Consegui a ver sair de dentro da casa e me olhar, me fazendo recuar ainda mais e...

–Ahhh!! -... Cair no chão. Um leve tropeço me ir ao encontro do chão, caindo meio sentada.

Mamãe! – Shanghai gritou da porta, indo me ajudar.

Alice! – Marisa correu para me socorrer. –Está tudo bem?! –Ela segurou na minha mão, nossos dedos se entrelaçaram por um instante... Por algum motivo eu me sentia protegida...

–... – Me calei, apenas olhando para seu rosto preocupado...

Está tudo bem? – Ela perguntou de novo.

–... Sim, está tudo bem. – Respondi, passivamente.

Ela apertou minha mão e a levantou em uma altura mediana, próxima a linha de nossos rostos.

Que bom, fico feliz por não ter se machucado. – Um longo sorriso se formou... Aquele sorriso... Um sentimento crescia, mas... Mas... Tudo do nada se “apagou”. Não sobrou nada daquele sentimento, e minha situação era no mínimo constrangedora. Marisa ainda segurava a minha mão daquela forma e aquele sorriso no rosto... O que eu iria fazer?! Eu não sabia... Mas... Algo me dizia para fazer algo... Algo totalmente contra meus princípios... Minha reação foi...


– POV: Marisa.

O tempo passava cada vez mais enquanto esperava a Alice voltar. Para matar um pouco do meu tempo, resolvi admirar a decoração por um tempo, mas de que adianta? Venho aqui quase todos os dias, sei de tudo, ou quase tudo, sobre a casa da Alice. Sei onde ela guarda os melhores livros, sei aonde ela normalmente vai para se preparar para uma batalha, sei quase tudo!

Comecei a andar pela sala da casa, pensando no que fazer para não ficar entediada, pensei em pegar algum livro da Alice, mas lembrei que com certeza Hourai mandou algumas bonecas ficarem de guarda na frente da porta “só por precaução”.

Derrotada, eu sentei no sofá que Alice costumava a tratar de suas bonecas, ela sempre estava sentada aqui quando eu chegava, era praticamente rotina, vê-la sentada aqui e ficar com raiva de eu chegar do nada. Era realmente engraçado. Por ela ficar muito aqui, o sofá mantinha o perfume dela, era um pouco forte, mas deixava um aroma doce depois de um tempo. Dizem que os perfumes que as pessoas usam dizem muito sobre elas, mas não consigo encaixar esse perfume com a Alice, ela era sempre tão séria, mas o engraçado era que ela perdia a compostura quando eu estava por perto, mas deve ser apenas um “reflexo”, afinal, ela sempre está acostumada a ficar aqui, sozinha.

Eu comecei a pensar nisso, realmente, só moraria na Floresta da Magia quem realmente quisesse ficar sozinho, pois ela era uma floresta um pouco temida pelos “perigos” que muitos falavam existir. Quando eu vi para cá, Alice já morava por aqui, e boatos diziam que ela gostava de ficar sozinha, na dela, apenas com suas bonecas de companhia. Eu passei a tentar puxar conversa, mas sempre chegava próximo a janela e a via com uma expressão vazia, ou talvez triste, e isso me deixava meio desarmada e eu não conseguia continuar.

Um tempo depois descobri que ela também adorava livros, e tive a idéia de passar enquanto ela estivesse do lado de fora da casa. E não demorou muito para eu fazer isso, cheguei a pensar que não adiantaria, mas não desisti e continuei levando o plano a diante.

Flash Back Área ~

Ela estava sentada na varanda da casa, apenas observando Shanghai e Hourai brincarem, com uma expressão um pouco diferente da habitual. Shanghai e Hourai voltaram para perto dela, e aquela foi a primeira vez que vi a Alice sorrir daquele jeito. Eu me senti estranha por vê-la sorrir daquele jeito, e os livros que estavam na minha mão caíram, fazendo um barulho que chamou a atenção das três.

Elas me olharam um pouco confusas, Shanghai se aproximou de mim, e voou até o alto da minha cabeça, se debruçando no meu chapéu.

É macio! Hahaha! – Ela soltou uma risada de uma criança.

Logo depois Hourai e Alice se aproximaram. Hourai fez um gesto de quem diz um “olá”, eu rapidamente respondi com um “oi”.

Alice me olhou e deu um sorriso amistoso.

Qual é o seu nome? – Ela perguntou com o mesmo sorriso de antes.

Fiquei estática por um instante e com um reflexo respondi.

–Ma-Marisa! Marisa Kirisame!

Ela riu junto com Shanghai que ainda estava no alto da minha cabeça.

Sou Alice Margatroid. Muito prazer em conhecê-la. – Ela foi tão formal, nem parecia ser aquela pessoa que sempre estava com uma expressão vazia. – Aceita uma xícara de chá?

Pensei um pouco e assenti, confirmando o pedido. Ela sorriu novamente e me convidou para entrar.

A casa dela era bem aconchegante e bem arrumada, muito diferente da minha...! Ela pediu para eu me sentar no sofá. Jogamos conversa fora por um tempo e rimos muito juntas, ela para mim era uma pessoa totalmente diferente agora.

Então, você veio para cá por causa dos cogumelos? – Ela parecia gostar de aprimorar as próprias magias também.

–Sim, isso mesmo! –Respondi, animada. Uma nova amiga para conversar! – E você, porque veio para cá? Boatos dizem que era porque você gostava de ficar sozinha.

Na verdade eu odeio ficar sozinha! Tanto que tenho a companhia das minhas bonecas. –Realmente, ela era bem diferente do que falavam. –Aqui parece ser mais calmo, pois quase ninguém vem para cá arrumar confusão.

–Entendo... Fora da floresta é bem movimentado mesmo.

Alice olhou para um relógio que ficava no alto de uma das paredes da sala.

Se não se importa, acho que está ficando tarde. –Ela fez um gesto de quem se desculpa.

–Tudo bem! Eu realmente achei que já estava começando a ficar tarde. – Eu levantei e apanhei meu chapéu que estava em cima de uma mesinha.

Andamos até a porta para a pequena despedida.

–Você pode voltar quando quiser. Pode até ler alguns livros se quiser. – E novamente aquele sorriso dela.

–Eu voltarei, com certeza! –Respondi, dando o mesmo sorriso. – Até outro dia! – Falei enquanto subia na vassoura e voava pelos céus.

Flash Back Área End ~

Foram tempos legais aqueles, agora a Alice ficou mais “frígida” por algum motivo que desconheço. Mas seria legal, voltar a vê-la daquele jeito, toda sorridente.

Deixei esses pensamentos de lado e lembrei que havia trazido o “My Little Sweet Witch”. Apanhei-o de dentro do chapéu junto com os outros livros e comecei a folheá-lo até achar onde eu havia parado, capítulo 8.

–“Eu não sei se deveria, mas essa pessoa não sai da minha cabeça... Não consigo parar de pensar nela, o que será que estaria havendo?!”.

–“ Eu começo a ter um sentimento diferente por aquela pessoa... Algo não compreensível. Apenas sentia que deveria estar com essa pessoa o tempo todo.”

Algo me chamou atenção nessa parte da historia, eu comecei a novamente lembrar da Alice, naqueles tempos. Realmente tinha algo estranho. Só não sabia o que era. Não era amizade que eu sentia, era outra coisa da qual nem eu mesma conseguiria entender naquela hora.

Por alguns minutos não conseguia manter a cabeça na historia, por algum motivo, a Alice não saia da minha cabeça. E outra coisa que eu havia pensado o que será que ela iria fazer na Eientei? Só iria lá quem estivesse precisando dos remédios da Eirin ou algo assim, mas a Alice parecia normal para mim.

Eu acho que estou preocupada no fim das contas. Era melhor não me preocupar! Alice era forte, não é de se dar por vencida facilmente. Ela deve ter ido fazer uma visita casual, apesar de isso ser bem estranho.

Meus pensamentos pararam por um segundo. E se a Alice realmente estivesse doente e estivesse escondendo isso? Ela deveria ter me contado! Afinal, ela não precisaria ir até a Eientei e se arriscar!
Não, acalme-se Marisa, ela não estaria doente, afinal ela é muito dura na queda, apesar da aparência! É. A Alice não está doente! Isso mesmo! É apenas uma suposição.

Resolvi esvaziar a mente e deixar isso de lado, e voltar ao livro o quanto antes. Mas eu não conseguia parar de pensar na Alice. Isso me lembra que algum tempo atrás as atitudes dela mudaram drasticamente. Nessa época que ela se tornou tão frígida. Mas, isso não importa agora! Tenho que esvaziar a mente...

Fechei os olhos e tentei não pensar em nada. Tentei pensar em uma coisa de cada vez, até fechei o livro para não pensar nele por um instante. Respirei fundo.

Um tempo se passou e eu abri os olhos lentamente, acho que estou melhor agora. Respirei fundo novamente e abri o livro aonde havia parado.

Comecei a ler, e esqueci do tempo.

...

Parei um pouco de ler e olhei em volta, parecia já estar entardecendo. E nenhum sinal da Alice.

Porém, escutei a porta abrir e alguém vir em minha direção.

Marisa! – Ora, era Shanghai vindo para cima de mim.

–Opa! Olá pequena Shanghai! – Eu sorri para ela.

Se Shanghai está aqui, então quer dizer que Alice também deve ter chegado.

–Certo, onde está a Alice? – Perguntei, dando o mesmo sorriso de antes.

–Ela está lá fora! – Shanghai apontou para o lado de fora.

–Hm? Hey! Alice! –Chamei por ela, mas parece que ela não havia me ouvido.

Caminhei até a porta e vi Alice me olhar de um jeito estranho, o rosto dela estava avermelhado demais, e ela mantinha as mãos perto da boca.

Ela recuou um pouco, e parece ter tropeçado nos próprios pés, caindo.

Mamãe! –Shanghai gritou, indo acudir Alice.

–Alice! – Corri também. – Está tudo bem?!

–... – Ela não falou nada, apenas ficou estática.

–Está tudo bem? – Perguntei novamente.

–... Sim, está tudo bem. – Ela respondeu de um jeito passivo.

Por algum motivo, apertei a mão dela e entrelacei os nossos dedos.

Que bom, fico feliz por não ter se machucado. – Sorri para ela, vendo que talvez isso a conforta-se.

–... - Ela ficou um tempo calada. Eu realmente não entendi o que estava acontecendo com ela.

Senti ela apertar ainda mais a minha mão, realmente tinha algo estranho.

–Marisa... – Alice se aproximou do meu rosto, eu não entendi na hora, mas... Eu senti ela pegar minha outra mão e apertar.

–Alice...? Mas o q... –Não consegui entender a situação até a Alice... Me beijar.

Foi uma sensação estranha no começo, mas depois eu fechei os olhos e retribui por algum motivo! No começo foi um selinho demorado, mas eu não conseguia parar, e nem a Alice! Senti nossas línguas se entrelaçarem... Era uma sensação gostosa... Meu rosto começou a queimar.

Separamos nossas bocas, e ficamos olhando uma para a outra. Notamos que Shanghai e Hourai estavam nos observando. Eu corei ainda mais pela situação que elas acabaram de ver.

Alice levantou-se rapidamente e entrou em sua casa, batendo a porta. Eu fiquei ali, estática, sem entender o que havia acabado de acontecer. Foi tudo muito rápido, minha mente não conseguia processar essa informação!

Levei a mão até a boca, conseguia me lembrar do momento com um pouco de clareza. Meu rosto se ruborizou novamente, e como um reflexo, peguei minha vassoura e voei, voei o mais rápido que pude! Não conseguia entender o que estava acontecendo! Minha mente estava confusa, muita confusa! Nada vinha na minha mente sem ser aquele momento, eu sorri por um segundo, apesar de não entender o que havia acabo de acontecer!

Eu acho que gostei... E um sentimento estava crescendo dentro de mim... Alice...

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Fanfic de autoria de Shisuke: My_Little_Sweet_Witch

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