AVISO

A nova política de uso do Google me fodeu legal, agradeçam a ele quando virem o que aconteceu com os posts antigos.

Love And Peace - Seirensen Another Angle

Se você tem problemas de coração, não gosta de darkfics ou adora muito as personagens descritas, é melhor voltar.
É um aviso para sua mente.
Se insiste em continuar, seja forte e aguente o ponto de vista.

Escrita por Shisuke.


Youkais e Humanos. Dois lados opostos, dois extremos de um mundo distorcido, regido por regras desiguais. Uma extrema luta para sobreviver, matar ou morrer, não há como escapar. Porém, a Sagrada Luz de Dharma é a única coisa que pode salvar esse mundo do caos eminente. E eu, sou apenas o vetor para tal objetivo, “A Pacificação”.

Mudar o mundo causa perdas, mas estas são necessárias e precisam ser iguais...

“Deixe-me ajuda-los.”
“Sob a Luz de Dharma, não é possível distinguir o que é ou não certo...”
“... Mas se for preciso fazer o “errado” para salvar esse mundo distorcido...”
“... Eu o farei...”
“... Para que a igualdade...”
“... Seja uma realidade a ambos os lados.”
“Oh, o mundo será iluminado pela Luz de Dharma.”
...
Certa vez, em uma hora quando estava a meditar dentro do meu Templo, pude ouvir os passos apressados de um humano, um patético ser humano.

“Nos ajude! Por favor!” Ele disse. Como é patético como os humanos são fracos. Só pude ver como as lagrimas de dor escorriam por seu rosto já massacrado pelo tempo.

Aquele homem me informou que um youkai estava atacando a aldeia dos humanos, destruindo as plantações de arroz e suas fazendas, além de massacrar as pessoas sem piedade.

A igualdade não é conseguida através do medo ou da intimidação. Porém, algumas vezes elas são medidas necessárias, e podem se tornar o “certo”.

O grande youkai realmente estava destruindo todas as coisas da aldeia, quase nada restara, apenas o que se podia ver era um campo feito apenas de corpos mutilados pelos dentes daquele youkai.

Ao ver-me, ele não hesitou em me atacar... Apesar de ser em vão.

“Vamos viver em harmonia...”

Ele não deve ter ligado para as minhas palavras, porém, isso não era uma sábia decisão.

Com sua grande mão, ele tentou me agarrar para esmagar-me lentamente, e quebrar meus ossos. Porém, a força da ignorância dele não era nada contra a minha verdade, o meu caminho, e meus ideais.

Lentamente, comecei a abrir sua mão, fazendo pouca força. O youkai aos poucos cedia a minha força, até notar que eu não era uma humana fraca como aqueles patéticos aldeões.

Com um movimento rápido, quebrei um de seus dedos, e o youkai urrou de dor, fora tão fácil fazer aquilo, e os humanos não conseguiram ao menos fazer algo mais útil que morrer de maneira tão patética.

Enquanto ele se distraia com a dor, eu lentamente aproxime-me de seu rosto, e posicionei minha mão próxima a ele. Murmurei algumas palavras, e uma energia fora formada em minha mão.

Uma luz brilhante, tão linda como a de Dharma, atravessara seu crânio, fazendo com que sangue fosse jorrado para varias direções. Um cérebro imaturo e totalmente primitivo, não conseguiria entender os meus ideais, então... Não havia outra opção a não ser a morte.

O por do sol, brilhava intensamente naquela tarde, o sangue fresco em minhas roupas e também na minha pele, faziam com quem eu pudesse visualizar uma luz carmesim, tão linda...

“Oh... O mundo está sendo iluminado pela Luz de Dharma.”
...
Tempos depois após esse incidente, muitas pessoas ainda choravam pelos mortos. Era notável as lagrimas em seus rostos, a dor, o sofrimento pelos parentes perdidos, a dor de uma mulher que perde seu marido, ou os filhos que perdem os pais.

Mas todos não vêem que assim, eles alcançaram o Nirvana, a vida eterna, a dor fora esquecida por eles, era motivo de festa. Porém, os humanos têm uma mentalidade ruim, repudiam a morte, com isso, repudiam a salvação.

Todos os mortos daquela vez foram sacrifícios necessários para o equilíbrio, para a igualdade. Espero que o grande santo, Buddha, possa acolhê-los em sua divina luz, e mostre-lhes o caminho para que suas dores sejam curadas, e sua mente seja limpa de todos os males do mundo físico.

A Luz de Dharma os guiara a nova era do mundo, A Pacificação, e que essa noite seja o começo, da Paz Absoluta que todos procuram.

...
Algumas semanas se passaram desde então. E novamente, outro humano veio pedir ajuda por causa de outro problema envolvendo youkais.

“Por favor, precisamos da sua ajuda.” A pessoa se ajoelhou, e implorou.

Contou-me que ultimamente muitos navios foram afundados e afirmou que isso era obra de youkais.

Fui checar o acontecido. Soube que outro navio havia partido do porto há pouco tempo a fim de exterminar o youkai que atormentava os marinheiros e afundava seus navios.

Uma tempestade se formara no local, o mar talvez ficara bravo por causa do desafio dos humanos contra um oponente que eles não poderiam vencer, afinal, os seres humanos são fracos e não tem nada de especial além de sua própria ignorância a ponto de fazer as coisas sem pensar nas conseqüências.

Logo o youkai se relevara para os humanos, e, usando o poder das ondas, tentava afundar o barco.

Os humanos apenas viam um monstro, algo a ser temido e exterminado, um demônio, um mal que nem mesmo poderia existir. Porém, os meus olhos apenas viam a alma frágil e triste de uma garota.

Talvez, em um tempo distante, tivesse feito parte de uma tripulação, tinha objetivos, expectativas, talvez fosse feliz, mas fora traída por sua própria tripulação, fora afundada junto a seu navio, e morreria como uma capitã honrada, porém, abandonada.

Os seres humanos são realmente ignorantes, não conseguem ver o que está a dois palmos de seus rostos, pois os tapam com a mascara do medo, medo de machucarem a si mesmos.

Os sentimentos mais puros estavam naquela garota, que apenas protegia o local onde jazia seu corpo, seus legados estava ali, e não poderia deixar ninguém se aproximar. Suas memórias estavam naquele lugar, não importa quem chega-se perto, ela não deixaria que as levassem dela.

Levantei minhas mãos, e conjurei uma magia, eu não deixaria que ela morre-se, era um símbolo dos meus ideais, a salvaria desse cruel destino, dessa maldição. Por isso, precisava acabar com tudo. Um grande raio caíra das nuvens negras do céu noturno, atingindo o pequeno navio que era tripulado por essas criaturas horríveis.

Humanos tolos nunca entenderiam tais sentimentos, pois são fracos de espírito, não conseguem proteger nada além de suas vidas e seus bens materiais. Por isso, esses humanos que tentam erroneamente destruir a alma dessa criança, nunca alcançaram o nirvana, e vagaram pela terra como demônios, para serem exterminados, da mesma forma que tentaram fazer com ela.

A paisagem novamente se mostrava caótica, os corpos boiavam, o navio afundara lentamente, iria para o fundo do mar. Talvez fosse esse o desejo da garota, apenas fazer com que paguem por traírem sua confiança, como sua antiga tripulação.

Ela me olhara sem entender, talvez pensasse que eu iria exterminá-la junto com os humanos, e ficou confusa com minha ação.

Novamente, conjurei uma magia, e conseguir invocar, por meio das fortes lembranças de sua época de ouro como uma capitã, o espírito do seu navio. Parte de sua alma estava ligada a ele, por isso ele pode se materializar nesse plano.

A garota ficara pasma, e começaram a rolar lagrimas por seus olhos. Aproximei-me, e dei-lhe um abraço.

Os grilhões que a prendiam naquele lugar agora se quebraram, e eu apenas poderia dar suporte e torna-la minha capitã, uma seguidora.

“Deixe-me te ajudar...”

“... Torne-se capitã novamente, e terá uma tripulação fiel desta vez.” Falara para seu conforto.

Ela se mostrara admirada, e me abraçara mais forte. Assentira ao nobre pedido com lagrimas de felicidade nos olhos.

A tempestade passara, a lua começara a brilhar novamente no céu que agora estava estrelado. Sua luz refletia na água, formando uma linda cor prateada, uma luz tão linda como a de Dharma.

E sob aquele céu estrelado e abençoado por Buddha, eu ganhara uma seguidora.
“Oh... O mundo está sendo iluminado pela Luz de Dharma.”
...

Novamente se passaram algumas semanas, e outra vez, minha ajuda fora necessária. Porém, desta vez, era uma youkai, uma fraca e patética youkai.

Pedira-me ajuda, pois muitos youkais estavam vindo para as montanhas por causa do medo de Bishamonten, o chefe dos Quatro Reis Celestiais, que estava matando todos que tentassem entrar em seu templo. Era de se esperar que meros demônios não fossem páreos para um deus como ele.

Mas estava tudo bem, eu ajudaria a todos.

Fora até o local onde supostamente estava Bishamonten, e ao chegar lá, notara o salão principal do templo revestido de corpos, tanto de humanos como youkais.

Todos talvez tivessem tentado “domar” o espírito de Bishamonten, sem sucesso. Mas era o único jeito de fazê-lo parar.

Comecei então a convidar vários youkais para tentar tal façanha, caso conseguisse dominar o espírito dele, viraria meu braço direito e um segundo líder para meus ideais. Um youkai com moral e excelência, era isso que precisava.

Muitos deles tentaram, e quase todos morreram antes mesmo de mostrarem suas verdadeiras habilidades. Patético, e ainda pensavam que apenas com essa força poderiam aguentar o fardo de carregar a vontade de Buddha.

“... Failure...”
“... Failure...”
“... Failure.”

Até que finalmente, um deles se destacou. Uma garota que apesar da aparência, tinha espírito predador como a de um tigre. Ela matou até mesmo seus companheiros de “exame”, e com isso conseguiu a aprovação de Bishamonten e tornou-se seu discípulo.

Seus olhos avermelhados de predador, sua velocidade e sua inteligência, era isso que eu procurava.

“Você Passou.” Disse-lhe.

A fera dentro dela fora domada, assim como o espírito do grande deus, e se tornara minha discípula, seguindo meus ideais e servindo a Buddha, na luta para limpar o mundo da discórdia.

...

Tempos depois, conseguira outra seguidora, que ficaria como ajudante da discípula de Bishamonten, e vigiaria para que ela seja “moral” e excelente como se deve ser.

Uma pequena youkai que tinha alma de um rato tomara conta de nosso tigre, sendo sua discípula fiel.

“Como seria um youkai “justo”?” Ela me perguntara, curiosa.

“O mesmo dos tempos antigos, ataca quando é atacado, para proteger seus ideais e seus sentimentos.” Respondi-lhe calmamente.
...

No mesmo dia eu passara no templo de Bishamonten, para conferir com meus próprios olhos se tudo correra bem. Todos que desafiassem os ideais de Bishamonten e sua discípula estavam condenados.

Ao chegar lá, o cenário nada mudara, corpos e mais corpos, sangue fresco, e a silhueta de olhos avermelhados, deliciando-se com a carne daqueles que se opuseram a ela.

“Está fazendo um bom trabalho como discípula de Bishamonten?” Perguntei-lhe.

“Sim, tudo como você pediu!” Sua voz animada, e ao mesmo tempo abafada pela carne que ainda ficara em sua boca.

E a luz do sol, que entrara pela porta do templo, e refletida nas ruínas douradas e na estatua do próprio Bishamonten, formara um brilho dourado, tão lindo como Dharma.

Tudo estava indo como se deve ir, e novamente...

“Oh... O mundo está sendo iluminado pela Luz de Dharma.”
...
Há algum tempo atrás, eu agi como uma tola e me comportava como tal. Vendo que o caminho que eu havia escolhido estava errado, desisti de tentar apenas pensar em minha proteção, e por isso, salvei muitos youkais da morte.

Porém, eu notei que eles estavam famintos e doentes, e por isso atacavam os humanos a sua volta.

E por isso, levei-os para o vilarejo humano, para mostrar aos humanos que eles e os youkais podem viver de maneira pacifica sob a Luz de Dharma.

Muitos dos humanos estranharam e ficaram com medo, porém, ao me verem, sabiam que nada de mal aconteceria, pois eu estava ali, e era a mais forte dos dois lados, o pilar mais alto.

Um dos youkais maiores aproximou-se de uma menininha, que resolveu tirar todo o medo de seu coração e aceitar de bom grado a companhia de seus novos irmãos de existência.

E com isso, começaríamos a existência pacifica, a paz absoluta, a igualdade em ambos os lados...

O grande youkai acabara por, ao não aguentar sua fome, mordera a garota, comendo metade de seu corpo, e puxando o resto para dentro de sua boca.

Todos os humanos olharam espantados com a cena, talvez fosse um choque, mas...

“... Se você está com fome, que mal há em mordiscar uma maçã?”

E naquele momento, começara a “compensação” para os youkais.

Os humanos pregam a “lei do mais forte”, então, vamos seguir isso, para tornar as coisas iguais para ambos os lados.

Coelhos são caçados, mortos e depois transformados em comida, assim como o arroz que é plantado, o peixe que é pescado e a maça que é colhida para que o “mais forte” possa sobreviver e procriar.

Eu apenas busco esse mesmo ideal para que humanos e youkais vivam em igualdade.

Todos devem pensar na idéia de que humanos e youkais são diferentes, é tão mal quererem comer até ficarem satisfeitos?

Porém, ambos compartilham da mesma dor...

Ou vocês acham que está tudo bem em apenas os humanos viverem na felicidade?

“Quantas contradições.”

Os humanos pegam em armas, e matam a si mesmo para conseguirem o que querem. Só por conta disso já era para não viverem na felicidade.

Ambos os lados devem sentir o gosto da dor, da tristeza, assim como o da felicidade, isso os torna fortes e os ajuda seguir em frente, lutando por tudo que acreditam.

Tanto youkais como humanos podem ter ideais diferentes, mas compartilham do mesmo desejo: Existir e perpetuar sua espécie.

Apenas os tolos pensam que o mundo é só deles para fazerem o que quiserem e nunca sofrer as conseqüências.

Por causa dessas atitudes fúteis, o mundo se tornou o que é hoje, um lugar corrompido por pecados e pela ignorância.

Porém, Buddha, irá mudar isso e criara um mundo onde todos possam viver em paz, felizes.

Tantos humanos

Como youkais.

Porém, parece que nossos pontos de vista são diferentes.

Sou totalmente impotente para negociar com o seu jeito fútil e primitivo de pensar.

“Entretanto...”
“... Se vocês insistem em mostrar que estão certos...”.
“... Eu irei resistir com tudo que tenho.”
Love and Peace – End.


Agradeço aos que leram, apesar de eu gostar muito da Byakuren, eu sempre pensei nisso de ela ser um pouco paranoica e homicida.
Mas né, espero que tenham gostado, e comentem!

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