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A nova política de uso do Google me fodeu legal, agradeçam a ele quando virem o que aconteceu com os posts antigos.

My Sweet Little Witch - Capítulo Final: Together

Não importam as adversidades, pois se é amor verdadeiro, não existe meio de impedi-lo.”

– POV: Alice.

Uma nova manhã já nascia do lado de fora da minha casa. Um feixe de luz já entrava pela pequena brecha que havia entre as cortinas, que por mais irônico que poderia parecer, estava exatamente em direção a meu rosto.

Meus olhos se abriram lentamente, como se estivesse dormindo há tanto tempo e só resolve-se despertar agora. Um sonho ruim que havia acabado naquele instante. Com um pequeno impulso, consegui ficar sentada na cama. Olhei minhas roupas, uma camisola azul clara, mas não tão transparente como a cor deveria sugerir, com uma das alças já caída do ombro, revelando parte de um dos meus seios. Levantei a alça, e logo em seguida removi o cobertor de cima de mim, fazendo um movimento para colocar os pés no chão.

Nesse momento, eu parei para refletir, tudo que passei ate agora... Quero dizer, o que nós passamos ate agora.

Sim, estava pensando no que eu e a Marisa passamos durante esses últimos dias, ou talvez nesses últimos tempos.

O começo foi quando nos conhecemos, que por sinal fora por um grande acaso do destino.

Depois de um tempo nos conhecemos melhor e ficamos amigas.

Comecei a nutrir sentimentos pela Marisa logo depois, porém, minha doença começou a dar os primeiros sinais e pelo conselho da Eirin, tive que suprimir qualquer sentimento forte por qualquer coisa, me deixando cada vez mais isolada do mundo.

Acabei me acostumando a isso, e comecei a me fechar ainda mais, criando um “outro eu” como um muro que protege o frágil castelo de um rei.

Mesmo depois da construção desse “muro”, a Marisa nunca deixou de fazer piadas ou de ficar alegre ao meu lado, mesmo que as vezes eu ignora-se e não dê-se bola.

Mas de uns tempos para ca, esse muro foi lentamente se quebrando, se desfazendo. A parte engraçada, é que a Marisa ficou como aquela pessoa que está do outro lado e que não desiste da gente, mesmo que ainda não possa nos alcançar. Eu acho que destruí o muro de dentro para fora, pois queria ficar com ela, queria poder abraça-la, e tudo mais.


Firmei os pés no chão, mas tive um outro pequeno devaneio. Lembrei que a Marisa deveria estar preocupada comigo por tudo que aconteceu nessa ultima semana. Ela não deveria me ver toda pra baixo na cama, já que agora estou um pouco melhor, certo?

Peguei impulso e fiquei de pé. Andei até a janela, agarrei as cortinas e as abri com um pouco de entusiasmo visível, afinal, a Marisa viria me ver hoje, e finalmente eu poderia dizer o que sinto por ela.

Minha cabeça já não doía mais, nenhuma dor, nenhum remorso, apenas um sentimento alegre, o qual eu nunca senti antes, fluía por cada célula do meu corpo. Senti a brisa daquela manhã refrescar o quarto, acabei soltando uma risada, que deve ter chamado a atenção de Shanghai, que logo entrou no quarto.

Mamãe! Se sente melhor? – Seu ar inocente, porém preocupado, sempre me deixava de certa forma feliz. Andei até ela, e acariciei seu cabelo, soltando um sorriso.

–Até demais. – Respondi.

Shanghai sorriu pra mim, ela gostava de me ver bem afinal.

Enquanto ainda sorria para ela, tive uma pequena idéia.

–Shanghai, o que acha de fazermos um lanche especial para a Marisa? – Perguntei para ela.

–Eu acho uma grande idéia mamãe! Ela tava tão tristinha por sua causa... Ela talvez se anime mais com isso! – Shanghai deu um grande sorriso, ficaria feliz em ajudar.

Com um aceno de “sim” com a cabeça, andei até a porta, abrindo-a e andando até a cozinha, deveria preparar algo mais alegre para a Marisa, já que ela é a “Bruxa do Amor” afinal.

Ao chegar à cozinha, Hourai estava preparando algo que deveria ser uma xícara de chá. Ela ouviu meus passos e se virou, voou até mim com um sorriso no rosto.

Mãe, você está melhor, fico feliz. – Seu sorriso era sincero.

Dei-lhe um abraço, junto com Shanghai. Estava feliz, e nada poderia estragar aquele dia que tinha que ser perfeito.

Shanghai, meio abafada pelo abraço, avisou a Hourai sobre a festa que eu planejava fazer para a Marisa.

Uma festa? Eu também acho uma ótima idéia, ela parecia estar muito preocupada com você mãe...

Novamente eu me sentia feliz, até mais do que o normal. Eu não conhecia a mim mesma de verdade. Parece que um outro eu, e talvez o verdadeiro, tivesse despertado naquela manhã ensolarada.

–Acho melhor começarmos a organizar a nossa festa, o que acham? –Abri um grande sorriso no rosto, esperando a reposta das duas.

Ambas apenas assentiram com a cabeça em um movimento afirmativo e abriram um leve sorriso, já indo arrumar algumas coisas para a nossa pequena comemoração particular.

Eu continuei na cozinha, e com a ajuda de mais algumas bonecas que controlava por meio do meu poder, comecei a fazer alguns cookies e também alguns bolos que a Marisa gostava de comer quando passava por aqui antes.

Pois é... Ficávamos conversando horas e horas, tanto sobre magia, como sobre a vida, nos perdendo nessas conversar, esquecendo do tempo que “não passava” para nos, de certa forma.

De alguns dos cookies que fiz, um deles era um pequeno em forma de quadrado, que imitava um mini tabuleiro de xadrez feito de apenas quatro lados, dois brancos e dois pretos. Se não me engano, era o que a Marisa mais gostava. Lembro-me de que ela disse que era o cookie que eu botava mais amor, e que adorava o jeito doce e leve que ele ficava. Eu acho que esqueci como era “botar amor” em algo há muito tempo...

Para me garantir, dei uma mordida em um deles, e também achei doce e leve, finalmente eu voltara a ser o que era antes.

Abri um leve sorriso novamente, agora um pouco mais bobo, e soltei uma risada, eu estava sendo de certa forma “romântica”, isso era um pouco engraçado.

Acho engraçado também o fato de que estava doente ate noite passada, mas agora não sentia mais nada, estava ali, apenas fazendo biscoitos para a pessoa que amo, sem dores de cabeça, sem pesadelos. Eu finalmente devo ter encontrado a cura para meus males. Bom, encontrar eu já havia encontrado, o problema é que eu não via, ou não queria vê-la.

Por mais um tempo, fiz outra leva de cookies e logo em seguida limpei a cozinha. Eu não precisava fazer mais nada até a Marisa chegar...

...O problema era que estava morrendo de ansiedade, não conseguia ficar parada em um canto, eu realmente estava diferente por causa da Marisa.

Olhei para a sala, e resolvi fazer uma pequena faxina. Com a ajuda de minhas bonecas, fiz uma geral no chão e nas paredes e limpei as janelas, isso tudo só para poder tomar meu tempo um pouco.

Logo após terminar a sala, fui para meu quarto e arrumei a cama, abri as janelas e limpei o chão. Agora tudo estava perfeito.

Quando terminei já havia passado um bom tempo, resolvi parar para comer um pouco.

...

Após terminar o almoço rápido, resolvi escrever um pouco no meu grimório para matar o tempo. Convidei Shanghai e Hourai para se juntarem a mim com a desculpa de que era para todas nos esperarmos a Marisa na sala.

...

Ainda estava escrevendo no grimório, já até havia me esquecido do tempo que estava ali fazendo isso. Olhei para o lado de fora e notei que já estava um pouco “tarde”.

– Talvez a Marisa não venha hoje. – Meu rosto ficou desanimado.

Eu já começara a fechar o grimório e já estava indo para a cozinha guardar os biscoitos para uma outra ocasião, porém, naquele exato instante, eu pude ouvir tímidas batidas na porta.

Eu parei, antes das batidas se repetirem. De repente meu deu um pequeno “estalo”. Talvez fosse a Marisa!

Corri ate a porta, quase tropeçando em meus próprios pés, estava nervosa, ansiosa, e principalmente, com muita vontade de vê-la!

Eu pensei então, que deveria ir com um pouco mais de calma, para não deixa-la mais preocupada do que já deixei, isso caso fosse ela mesma.

Lentamente abri a porta, e pude confirmar, realmente era a Marisa.

Seus olhos se arregalaram a me ver em pé ali, na porta. Sua boca ficou tremula, e ela levou a mão ao rosto. Eu apenas fechei os olhos e sorri, dizendo:

–Estou de volta, Marisa. – Fiz um rosto de quem pede sinceras desculpas.

Logo após aquele momento, eu apenas me entreguei para aquele sentimento, que me acolhia com carinho e amor.

– POV: Marisa.

... Um pequeno calor no meu rosto, o que seria...?

Abri os olhos lentamente, mas logo os fechei por causa do sol da manhã que batia fortemente pela janela que estava sem a cortina.

Virei para o outro lado da cama e abri os olhos, estava menos claro naquela parte. Lentamente sentei na ponta da cama e botei os pés no chão. Cocei os olhos e fiz um pouco de esforço para levantar.

Caminhei de forma calma até o banheiro, onde me espreguicei e comecei a fazer as necessidades matinais. Abri a torneira e comecei a me olhar no espelho para pensar.

Estava com o cabelo desarrumado, com os olhos marejados, e com a face um pouco vermelha. Meus olhos pareciam vazios e sem vida, talvez eu tenha perdido a minha essência.

Logo lembrei do que havia me deixado naquele estado, fora Alice. Ela não estava bem, precisava da minha ajuda, mas... O que eu poderia fazer? Eu precisava ajudá-la, sempre estive ao lado dela, mesmo quando ela mudou... Não posso abandoná-la agora só porque não sei o que fazer! Eu preciso achar um jeito de ajudá-la!

... Agora eu estava pensando mais sobre o porquê de eu querer tanto ajuda-la... É porque eu a amo, por isso, ate mesmo quando ela ficou totalmente diferente, eu não deixei abalar, continuei do mesmo jeito, com a esperança de que ela voltaria a ser como antes, que apenas era uma fase, mas isso durou tanto tempo...

Eu ainda persisti ate hoje, para que? Para ela ficar assim? Eu preciso ajudá-la, me redimir de alguma forma!

Com uma quebra de pensamentos, pude notar que a água da torneira continuava a correr e então eu resolvi começar a escovar os dentes.

...

Após terminar, andei ate o meu quarto, e sem muito esforço, tirei uma xícara de chá do meu chapéu que estava em cima da escrivaninha, levei-a boca e tomei um gole. Após isso, fui ate a janela carregando a xícara.

Com um pouco de força, abri a janela que por sua vez deixava entrar todo o calor do sol matinal. Respirei fundo e soltei um suspiro, eu precisava pensar no que fazer, e rápido. Um vento gélido começou a soprar, talvez o inverno se aproximava mais rápido que imaginávamos.

Após fechar novamente a janela, voltei ate a escrivaninha e passei um olho nos livros que estavam jogados em cima da mesma.

Junto com os vários grimórios de magia e outros livros de feitiço, estava o My Little Sweet Witch, lá, parado. Resolvi pega-lo e voltar a folheá-lo um pouco, pois era um livro que me inspirava. Fora o fato de que parecia refletir o que eu sentia pela Alice.

As paginas pareciam ter pouco conteúdo com o meu interesse de achar algo que me ajuda-se com a Alice. Eu comecei a ler tanto que não havia notado o tempo passando junto com as paginas, esse ultimo capitulo realmente estava ótimo, conseguindo me prender tanto tempo.

Chegando a uma parte onde a protagonista finalmente está com seu amor prometido, mas ela sentia que faltava algo para fazer aquele momento ainda mais especial.

–“Aquele momento era perfeito, especial, não poderia ficar mais feliz. Eu era útil para alguém, eu poderia fazer alguém feliz, isso me deixava radiante.”

–“Eu queria fazer algo para deixar aquele momento marcado em nossas vidas. Eu quero poder fazer algo..”

Nessa parte, comecei a estranhar o sentimento da protagonista. Era algo... Espera...

–“Com um movimento lento, coloquei as mãos em sua blusa, e comecei a levanta-la. Sua voz veio tremula, pedindo para que eu não fizesse coisas estranhas. Com uma risada, beijei seus lábios.”

Comecei a corar rapidamente, essa cena me deixava constrangida, mas... Eu estava gostando e de alguma forma... Eu estava pensando em... Eu e a Alice... F-f-fazendo aquilo tudo...

Rapidamente sacudi a cabeça, buscando arremessar esse pensamento longe. No que diabos eu estava pensando? É claro que ela nunca faria isso comigo... E... Novamente esse pensamento vinha a minha cabeça. Voltei às atenções novamente para o livro.

As paginas se estendiam por mais algum tempo, e provavelmente o capitulo já estava acabando. Conferi quantas paginas faltavam, não deveriam ter mais que 10 páginas. Com meu rosto já ruborizado, continuei a ler a cena, pois... Eu estava gostando dessa parte. Era uma pena ver que um livro bom como esse já estava chegando ao fim.

–“Seu gemido me fez querer mais e eu não conseguia parar, só de ouvir sua doce voz repetindo o meu nome... Eu não conseguia me segurar.”

– “Com um movimento, desci minha mão livre para sua intimidade, ela me olhou fixamente, com um rosto de quem tem vergonha de pedir por aquilo”

Nesse momento eu parei e fintei o vazio. Começava a fantasiar estar apalpando a Alice... Lentamente... E... Ela gemer um pouco... Eu sussurrar para ela não fazer tanto barulho porque poderia “acordar” Shanghai e Hourai... AH!

Novamente sacudi a cabeça tentando esquecer esses sentimentos estranhos.

Depois do meu... Pequeno devaneio eu voltei minhas atenções para o livro novamente.

–“Naquele momento, ela me olhou com um rosto tímido, porem decidido, e perguntou o que eu sentia por ela...”

... Calei-me nessa parte, não poderia fazer nada alem de ler, mas era estranho refletir algo que eu queria entender comigo mesma.

–“ Minha boca ficou tremula, meu coração disparou, dependendo da minha resposta, meu futuro seria decidido ali. Então...”

Após ler essa parte desci o olhar para a próxima parte, mas...

... Espera.

Voltei algumas palavras antes, e li a frase novamente. Após esse “então...” não havia mais nada. Folheei as outras paginas restantes, todas estavam em branco.

Uma sensação frustrante me correu por completa, quando eu poderia achar uma resposta para meus problemas, isso acontece, não pode ser!

Fechei o livro e dei um suspiro. Pelo visto eu teria que me virar. Decidi então ir colocar a roupa e sair um pouco para esfriar a cabeça.

...

Após ter acabado de me arrumar, apanhei meu chapéu da escrivaninha e também a minha vassoura. Andei até a porta e dei uma ultima olhada pela casa.

Depois de um leve momento de reflexão interna, eu fechei a porta, deixando a casa. Montei na vassoura e levantei vôo, indo ao encontro da brisa gélida da manhã.

...

Já nos céus de Gensokyo, comece a olhar em volta, procurando um local para poder ir e esfriar a cabeça.

Passei pela Scarlet Devil Mansion, a Youkai Mountain e até mesmo o Moriya Shrine, o dia estava tedioso demais para ir ate esses lugares. Logo após isso, consegui avistar o Myouren Temple, residência e templo da Byakuren Hijiri, uma budista que tivemos que libertar no Makai.

Minha viagem ainda foi mais longe um pouco, e consegui ver o Hall of Dreams' Great Mausoleum, o “Templo” Da Toyosatomimi no Miko, uma “Saint” que consegue ouvir os desejos de dez pessoas.

A viagem estava um pouco chata até então, decidi dar a volta e ir ao Kourin novamente, talvez eu consegui-se pegar algum livro bom dessa vez.

...

Chegando próximo à entrada, pousei a vassoura e desci, indo até a porta. Para variar, ela estava levemente encostada, a empurrá-la, consegui ouvir um pequeno sino que tocara avisando a entrada de um raro “cliente” na loja. O Kourin como sempre estava lendo enquanto organizava seu estoque “intocável” em cima do balcão. Ao ouvir o barulho do sino, ele logo olhou para a porta.

Ah, era você Marisa. – Sua voz pareceu desanimada, mas logo voltou ao normal. –Como se sente?

Eu andei até uma cadeira que estava próxima ao balcão e sentei-me, retirando o chapéu.

–Acho que “normal” seria a palavra certa para expressar.

Hm... – Ele mostrou-se pensativo. – Sinto que há algo errado com você.

Ele não estava errado, mas... Porque eu contaria?

Para disfarçar, comecei a dedilhar os livros de uma grande prateleira que ficava próxima ao balcão, fingindo estar procurando alguma coisa.

Eu te conheço há bastante tempo para saber quando você está preocupada com algo Marisa. – Gesticulou ele.

–Hm... – Fingi estar “muito ocupada” procurando algo para me distrair daquela conversa.

Você realmente não quer falar? –Sua voz agora pareceu um pouco exigente, apenas ignorei. Apanhei um dos livros o qual sequer prestei atenção no titulo, e o abri em alguma pagina qualquer, fingindo ler.

O Kourin então parou de organizar seu estoque e apenas ficou me olhando, esperando que eu esboça-se uma reação de quem realmente queria falar algo, mas me mantive firme no meu jeito.

Com um leve suspiro, ele logo sacou um “golpe baixo”.

É algo com a Alice, certo?

Nesse momento, tive um pequeno calafrio que me fez tremer. Realmente, era algo com a Alice, mas eu não poderia falar, estava com vergonha de pedir conselhos ao Kourin.

Pude ouvir outro suspiro dele, que logo se levantou e caminhou ate onde eu estava “fingindo ler”.

– O que houve?

Mantive-me “firme”.

Outro suspiro, então o Kourin colocou a mão no meu ombro, em um sinal de “é melhor você contar logo”. Continuei a ser teimosa, mas eu realmente teria que contar se quisesse sair daquela situação, era contar ou contar, não havia uma terceira opção.

–Tudo bem, eu explico.

Eu então abaixei o livro e comecei a contar a ele sobre o que havia acontecido com a Alice, da doença, do nosso beijo, de como eu queria fazer algo para ajuda-la e tudo mais.

Ele apenas “analisou os fatos” por alguns segundos, em uma falsa pose que lhe deu um ar de “Acho que já vivi algo parecido antes”. Após um breve momento calado, ele sorriu para mim, rindo da situação.

–Q-qual é a graça nisso tudo?! – Perguntei, fiquei indignada com aquela reação.

Após algumas outras risadas, ele parou para falar.

Você está apaixonada, é apenas isso. - Ele então me olhou sorrindo. – Não há nada de errado nisso.

Meu rosto corou, pois na hora que ele pronunciou a palavra “apaixonada”, a cena do beijo entre eu e a Alice veio na minha mente. Os lábios doces, a sensação de calor, o nervosismos... Tudo estava ali, se misturando.

– O amor é como uma poção, ela pode funcionar de vários jeitos, só precisa ter os ingredientes e as condições necessárias para que ela no final, funcione. – Desde quando o Kourin virou filósofo? – Vocês “criaram essa poção” juntas. Está na hora de experimentá-la.

O Kourin tinha razão, estava na hora de colocarmos “as cartas na mesa”. Eu teria que dizer, com todas as letras, que amo a Alice. Mas eu não sei se isso seria o certo a se fazer, já que após nosso beijo, ela ficou daquele jeito...

–E-eu tenho medo... De fazê-la ficar ainda mais doente... –Falei, com os lábios trêmulos.

Ele apenas se aproximou de mim e colocou a mão no meu ombro.

– O medo não pode te impedir de fazer algo, sempre temos que correr riscos, são eles que fazem as situações serem ainda mais valiosas para nós, pois é nessas horas que vemos o valor dos nossos esforços.

Eu apenas olhei para ele e sorri, ele tinha razão.

–Tem razão... Mas... – Olhei para ele com uma cara de “desapontamento”. - Você devia parar de bancar o filósofo, eu vi que você estava lendo um livro sobre frases. - Ele ficou meio sem graça quando eu disse isso.

Bom, elas vieram a calhar afinal. –Ele suspirou.

Eu apenas soltei uma risada, apanhando novamente meu chapéu e caminhando até a porta.

–Então eu acho melhor eu ir... Tenho uma coisa importante para fazer.

Tudo bem, eu entendo. Espero que dê tudo certo.

Ele acenou para mim dizendo um “até logo”. Rapidamente já estava do lado de fora, montando em minha vassoura.

Levei vôo, indo o mais rápido que pude, eu não poderia perder um minuto!

Não sentia mais medo, apenas esperança! Não importa o quão ruim seja a situação, sempre haverá um jeito de mudá-la, e eu vou fazer isso pela Alice, nem que custe a minha vida.

Apenas espere Alice, estou chegando, não vou te abandonar... Por isso... Me espere.

...

Um pouco tempo depois de ter saído da casa do Kourin, já pude avistar a casa da Alice. Pousei próxima a porta e apenas fiquei observando.

Já estava entardecendo. O céu estava alaranjado e a lua já estava anunciando a noite estrelada que estava por vir.

Fiquei estática naquela posição. Seria medo? Nervosismo? Tudo aquilo estava me assustando, eu estava tão nervosa...

Isso tudo era necessário, eu precisava enfrentar a situação. Vou tentar fazer a Alice ficar melhor, vou cuidar dela... Não importa, vou fazer qualquer coisa para vê-la bem!

Caminhei até a porta e continuei sem fazer nada. Tomei um pouco mais de coragem e dei duas batidas fracas na porta. Esperei por um tempinho, sem resposta.

Eu iria bater na porta novamente, porém, ela se abriu lentamente.

Fiquei olhando para a altura da maçaneta, pois deveria ser a Shanghai ou a Hourai que teria atendido a porta, porém...

Não era nenhuma das duas...

Era...
...a Alice.

Ela estava ali, na minha frente, bem, com a aparência de quem nunca esteve doente.

Meus lábios ficaram trêmulos e eu levei as mãos à boca. Pude sentir meus olhos se encherem de lagrimas. Eu pude a ouvir falar algo...

Estou de volta, Marisa. – Ela fez um rosto de quem se desculpa por alguma trapalhada.

Com um impulso dos meus sentimentos, abracei-a fortemente, não poderia deixá-la nunca mais daquele jeito.

Entrei em prantos, repousando minha cabeça no ombro da Alice que apenas afagou meus cabelos. Eu soluçava e meus olhos não conseguiam parar de soltar lagrimas.

– Está tudo bem... Está tudo bem... – Sua voz parecia mais calma do que antes.

Eu estava feliz, muito feliz. A Alice estava bem e estávamos juntas. Nada poderia nos separar agora.
– POV: Alice.

Pude ver as lagrimas da Marisa se escorrendo, e logo após isso, apenas me senti ser abraçada por ela.

Ela soluçava alto e me abraçava cada vez mais forte. Comecei a afagar seus cabelos, em um gesto de “calma”.

–Está tudo bem... Está tudo bem... –Falei calmamente.

Sentia meu ombro cada vez mais molhado por conta das lágrimas da Marisa. Coloquei a mão em seu ombro e comecei a levá-la para dentro de casa.

Sentamos no sofá da sala e ela não me largava de jeito nenhum. Eu não estava incomodada com isso, pois isso mostra que realmente ela gosta de mim...

Continuei a afagar seus cabelos, deixando-a se acalmar primeiro. Com uma das mãos, fiz um movimento para que a Shanghai chega-se mais perto.

–Traga um pouco de água para ela, tudo bem? –Eu apenas sorri como quem conforta uma criança que se machucou.

Shanghai rapidamente foi até a cozinha e voltou com um copo de água.

–Marisa... Toma, beba isso. –Fiz um movimento para que ela levanta-se o rosto.

Seu rosto estava vermelho e os olhos estavam marejados, ela continuava tremendo e quase derrubou o copo com a água.

Lentamente ela bebia a água, sem tirar os olhos de mim. Apenas continue a acariciar seus cabelos, sem me importar quanto tempo demoraria para ela se recompor.

Após ela ter acabado, comecei a tentar falar com ela mais normalmente.

– Se sente melhor agora Marisa?

Ela não respondeu logo, apenas ficou me olhando por um momento, antes de sua voz sair fraca pelo canto da boca.

–... Sim. – Ela se calou por um tempo. -Acho que passamos por maus bocados não é? – Um sorriso tomou conta do rosto dela, me fazendo corar.

...Demorei um pouco para notar que não havia respondido a pergunta dela.

–Oh, sim, realmente... – Como eu parecia boba perto dela... – O importante é que nós estamos juntas agora, não é?

E o sorriso dela se tornou radiante.

– Exatamente!

Eu corei no mesmo instante, pois de quem estava chorando há alguns minutos atrás, já estava sorrindo daquela forma.

Lembrei-me que tinha feito os cookies para ela. Porque não oferece-los agora?

Chamei a Hourai para perto de mim, falando-a para ir pegar os cookies e um pouco de chá.

Pude ver que ela chamou Shanghai para ajudá-la a carregar tudo.

Em pouco tempo, ambas voltaram com uma bandeja cheia dos cookies que fiz de manhã e também um bule de chá com duas xícaras.

A Marisa se impressionou com tudo aquilo.

Você preparou tudo isso? – Perguntou, olhando para os biscoitos.

–Sim, isso mesmo. Quer prová-los? – Eu sorri, pegando um cookie de chocolate branco e chocolate preto e colocando-o próximo a boca dela.

Ela hesitou, mas deu uma mordida. Após mastigar, ela abriu um sorriso, falando:

–Está como antigamente, bem docinho. – Ela lambeu os lábios, e depois soltou uma risada que também me contagiou.

Shanghai colocou o chá para nós naquele momento e em seguida saiu, junto com Hourai.

Qualquer coisa é só chamar mamãe! –Falou Shanghai, indo para a cozinha.

Eu e a Marisa tomamos o chá e comemos os biscoitos juntas, rindo do gosto doce que eles tinham.

Naquele momento, fiquei olhando para seus lábios e acabei lembrando do nosso beijo. Corei por completo, e virei o rosto para ela não notar.

Alice? – Ela me chamou, mas eu não conseguia virar o rosto para falar.

A Marisa então tocou na parte do meu cabelo que tampava a visão dos meus olhos da perspectiva dela.

Pude vê-la pelo canto do olho, eu estava corada e ela notou.

... Você é tão fofa Alice...

Nesse momento, eu baixei os olhos e corei por inteira, era algo muito estranho aquela proximidade entre nos duas.

Notei pelo canto do olho que a Marisa soltou o meu cabelo e também corou levemente.

Com um impulso que tirou totalmente a minha timidez, eu colei minha bochecha na dela. Pude sentir o calor daquele momento em nossas bochechas.

Ela se impressionou com esse movimento.

Nos duas começamos a virar nossos rostos uma para a outra... Nossas bocas ficaram próximas e então...

... Nos beijamos.

Fechei os olhos e aproveitei o momento, aquilo era a prova do nosso amor. Não precisávamos de palavras para expressar isso. Apenas esse gesto já mostrava o que nos duas sentíamos.

Nos paramos o beijo para respirar, e nos olhamos. Estávamos ofegantes e totalmente coradas. Novamente meus lábios se encontraram com os da Marisa, em um beijo francês, de língua.

Novamente separamos os lábios, e a Marisa ajeitou meu cabelo, fazendo minha orelha ficar exposta. Ela chegou mais perto, e começou a lambê-la, me fazendo ficar ainda mais corada. Pude sentir meu corpo começar a ficar quente e com isso, apertei minhas mãos no meu vestido.

A Marisa continuava a lamber minha orelha, e então eu soltei um leve gemido.

Naquele momento, ela parou e botou as mãos na minha blusa, desabotoando-a. Parece que iríamos ainda mais longe com aquilo tudo...

Coloquei as mãos para trás, desabotoando o sutiã e tirando-o.

– Seja gentil tudo bem? –Falei para ela, com uma voz tímida.

Ela apenas me olhou com ternura, e me beijou novamente.

Nesse momento, ela começou a apalpar meus seios por cima da blusa, e as caricias começaram a ficar mais quentes.

Alice... São tão grandes... E macios... –Pude ouvi-la dizer.

Em pouco tempo, ela já estava apalpando meus seios que estavam descobertos. Outro gemido escapou da minha boca.

A Marisa novamente parou de me beijar, e foi com a boca até o bico dos meus seios, lambendo-os.

Novamente um gemido escapa de mim e eu a sinto me chupar com um pouco de força.

–Eu não quero ser a única a sentir prazer, me deixe fazer isso também... – Falei, olhando para a Marisa enquanto meu rosto queimava.

Ela começou a tirar um colete preto que ela usava, e eu desabotoei sua blusa. Seus seios eram de um tamanho médio e pareciam ser macios também.

Isso é embaraçoso... – O rosto da Marisa estava corando.

Joguei-me sobre seu peito e ela apenas me abraçou. Comecei a chupá-la e pude ouvir vários gemidos vindo dela.

Novamente nos beijamos com ternura, e pude olhar no fundo dos seus olhos. Me senti um pouco mal pela rapidez de como tudo estava indo.

–Desculpa... – Falei, olhando para ela. – Você não está gostando não é?

A Marisa me olhou preocupada.

Não é isso... Eu estou gostando... – Ela então colocou a mão no meu rosto, acariciando-o.

Coloquei minha mão sobre a dela, e sorri.

–Isso é bom. – Falei, mostrando meu sorriso para ela.

Alice... – Ela retribuiu o sorriso.

Naquela hora, senti meu corpo ficar quente novamente.

–Ah...

Encostei-me no sofá, levantando meu vestido.

– Eu preciso disso aqui... – Falei, cobrindo meu rosto com parte do vestido.

A Marisa me olhou e aproximou suas mãos da minha intimidade. Com movimentos lentos, ela começou a me masturbar por cima da calcinha.

Eu apenas podia gemer cada vez mais, era uma sensação muito boa. Eu então tirei a calcinha, e a Marisa notou que eu já estava toda molhada.

Os dedos dela se aproximaram novamente da minha intimidade, e agora me penetraram lentamente.

Meus gemidos ficaram mais altos. Eu me sentia bem, e meu corpo ficava cada vez mais quente.

A Marisa então me abraçou, e continuou a me masturbar, eu só podia gemer próximo ao ouvido dela e abraça-la fortemente.

Seus dedos penetravam cada vez mais fundo, me deixando louca.

–Ahhhh...! - Nesse momento, soltei um gemido alto e então tive um orgasmo.

A mão da Marisa ficou totalmente suja, e eu só pude me desculpar.

–Me desculpa... –Falei, com o rosto corado e então pegando a mão dela.

Levei a mão dela a boca, “limpando-a”.

A Marisa corou totalmente me vendo chupar os dedos dela daquele jeito.

Ela me abraçou forte, e eu me impressionei.

–Obrigado.

Recostei-a no sofá, tirando o resto do seu vestido.

Seu corpo era pequeno e “infantil” de certo modo, mas era muito lindo.

Ajoelhei no chão, próximo a ela, e tirei sua calcinha.

Ela me olhava com o rosto totalmente ruborizado, e então eu me aproximei da sua intimidade.

Comecei a lambê-la devagar, e só conseguia ouvir ouvi-la gemer alto para mim.

A... Alice... –Sua voz era linda, principalmente daquele jeito.

E então comecei a chupá-la, e isso só serviu para que os seus gemidos ficarem mais freqüentes e mais altos.

Voltei meus olhos para ela, estava encolhida no sofá, com as mãos cobrindo a boca e com o rosto ruborizado. Era uma visão muito fofa dela.

Em pouco tempo a Marisa chegou ao seu orgasmo com um gemido alto.

Cheguei perto dela, para ver s estava tudo bem, e então, ela agarrou o meu braço e me beijou. Novamente um beijo de língua.

Esse beijo foi mais longo e quente, me deixando ainda mais excitada com aquilo tudo.

–Marisa... Vamos tentar fazer isso agora? –Perguntei enquanto ficava em cima de uma de suas coxas.

Tudo bem... –Ela fez o mesmo que eu, sentando em uma de minhas coxas.

Começamos a mexê-las devagar, uma masturbando a outra.

Nossos gemidos eram quase sincronizados, era uma sensação sem igual. Nos abraçamos e deitamos no sofá.

A Marisa estava começando a ir mais rápido, e então ela começou a chupar o meu pescoço, me deixando ainda mais excitada.

–Mari... sa... –Só consegui dizer isso antes de gemer novamente.

Eu comecei a também ir rápido, e podia ouvi-la gemer alto, deitando-se por cima de mim e gemendo no meu ouvido. Isso só servia para me fazer ir ainda mais rápido.

Ela também continuou a aumentar a velocidade, e nos entramos em sincronia.

A... Alice... Eu vou... Ah... – Ela gemeu no meu ouvido.

–Vamos... J-juntas... Ahh...!

Nesse momento, nos duas tivemos um orgasmo.

Ficamos deitadas no sofá, ofegantes. Para terminar, a Marisa me beijou novamente.

...

Após tudo aquilo, fomos para a banheira para nos limparmos.

Já dentro da banheira, nos entre olhamos e coramos na mesma hora.

–Nos realmente fizemos isso... –Pensei.

A Marisa me olhou sem graça.

–B-Bom... Eu acho que aquela xícara não tinha chá, era Sake, hehe... - Ela tropeçava nas próprias palavras. –Mas... –Seu rosto agora ficava ainda mais corado. – Você realmente é tão fofa...

Meu rosto ficou ruborizado.

E naquele momento, eu me aproximei dela, dando-lhe um beijo na bochecha.

Alice...?

Eu repousei minha cabeça sobre os seios dela, e apenas disse:

–Eu amo você Marisa...

Não pude ver seu rosto, mas pude sentir o afeto o qual ela me abraçou.

Eu também te amo Alice...

Para nós, apenas isso já bastava.

Esses movimentos são puros.
Esses movimentos são ideais.
Esses movimentos são nossos.
Desejar não é errado.
Por você, nada é errado.
Minha mão se moveu sozinha.
Agora estaremos juntas.
Para sempre.
– Atmo.

3 comentários:

  1. Ja postei o Epilogo faz algum tempo... Então acho que é só posta-lo mesmo xD. *autor da Fic aqui*

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