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Acho que me perdi - Capítulo 1



Cansado, costas doendo, bebendo um copo de água com dois cubos de gelo e sentado na frente do PC. Sim, este sou eu num dia anormal, já que o normal é estar apenas cansado e sentado na frente do PC. Eu tinha gravado mais um episódio do podcast de um fórum que participo e me levantei para ir ao banheiro; tinha bebido tanta água que agora o organismo exigia que eu me livrasse dela. 
- Eita dia chato...
Depois que termino meus "afazeres", abro a porta do banheiro e saio. Após alguns passos, noto que a sala está um pouco... diferente.
- Ué, mãe comprou plantas novas? *Olho para os lados, surpreso* - Tem planta demais aqui... droga.
Parando pra pensar um pouco, eu não moro mais com meus pais faz anos. E aquela não era a minha sala, óbvio.
- Tá certo, o que foi que eu fiz agora?! EEEII! *Começo a gritar e andar para os lados* - Eu tenho muita coisa pra fazer, bora parar de brincadeira!
Meu modo de pensar era um só: aquilo poderia ser algum tipo de brincadeira muito bem elaborada por meus vizinhos, já que moramos no mesmo condomínio e eu não tenho o costume de trancar a porta. Péssimo costume, diga-se de passagem. As coisas que eles já fizeram arrepiariam até mesmo o Freddie.
- Pedro, Sérgio, bora parar de sacanagem! *Já estava começando a ficar irritado*
- Oi! 
Uma voz feminina fala "Oi!" atrás de mim. Julgando pela altura e distância, era uma garotinha que tinha falado aquilo. Acho que eles estão levando longe demais a tal brincadeira do "lolicon master" que me fizeram meses antes. Eu me viro, claro, tentando ser o mais calmo e tranquilo possível.
- Você poderia me cham- *Fico mudo*
Assim que me viro e olho quem é, vejo uma garotinha loira de roupas vermelhas, assim como seus sapatos e acessórios. O chapéu me é incrivelmente familiar, assim como suas asas bizarras com cristais pendurados. Isso mesmo, cristais multi coloridos, parecia um arco íris. O sorriso dela, os caninos avantajados, a cara de "vou te matar" que ela me fazia...
- "Cham"? *Ela pende a cabeça para o lado, em dúvida* - Chamar alguém? Pra que?
- Eu... eu...
- Você? *Ainda sorria, zombando da minha cara a cada palavra que eu tentava cuspir*
- Eu acho que sei quem você é... *Como não ia saber?*
- Então fale em voz alta. *Ela sorria mais, mostrando que os caninos eram mesmo diferentes*
Eu sei, EU SEI que parece batido e que foi uma péssima escolha de palavras aqui, mas foi o que ela disse!
- Uma ótima cosplayer. *Recuei alguns passos e começo a andar em volta dela* - Sim, ótima! Os detalhes e o trabalho que teve pra fazer cada peça, cada acessório...
- Cospla... *Praticamente trava, coitada, acho que peguei pesado* - Tá me chamANDO DE CRIANÇA!?!
Sem pensar duas vezes, ela pula em mim e me joga no chão. Da posição que tava, pude sentir suas intimidades roçando com as minhas... E não, não pude evitar de ficar excitado com isso.
- Eu vou te matar aqui mesmo, humano perdido! *Ela chega mais perto de meu pescoço, cheirando e abrindo mais a boca* -  Vou chupar todo o sangue do seu corpo e depois vou roer seus ossos, um por um! *Praticamente espumava de raiva, roçando mais lá embaixo e "piorando a situação"*
- Do jeito que você fala posso acabar entendendo outra coisa. *A única coisa que pude pensar foi em fazer uma piada, nossa*
Sem esperar por mais nada, a garota segura meu pescoço com as duas mãos e começa a me estrangular, provavelmente mudou seus planos.
- Mudança de planos! *Acertei* - Eu vou te matar aqui mesmo, humano porco! *Ela se levanta e depois desce, sentindo meu "mastro erguido"* - E-ei!
Como que se eu tivesse puxado um crucifixo, ou um livro de física quântica, ela sai de perto bem rápido, praticamente voando para cima de uma árvore.
- P-p-por que você me cutucou com a sua coisa?! *Estava vermelha, cobrindo a calcinha com a saia, bem curta por sinal*
- Nem vem, você que ficou se roçando em mim... *Não tinha mais ninguém além de nós dois ali, e ela já sentiu o "mastro", então nem me preocupo em levantar "naquela situação"* - Tá certo, me diz como posso achar o Templo.
- V-v-v-vai se lascar! *Finalmente vai embora, pulando de galho em galho, sumindo naquela floresta enorme*
Eu sabia onde estava, agora tinha certeza. O engraçado é por que acabei ali, mesmo que tivesse praticamente desejado todos os dias que pudesse ter uma chance de vislumbrar aquele lugar. Fico observando as árvores, folhas, grama e cogumelos até o "efeito passar",  e então começo a andar para um lado qualquer, sem pressa, olhando feito um maluco para os lados na tentativa de evitar mais uma surpresa daquelas.
- Boa tarde. *Falho miseravelmente*
Como num piscar de olhos, mais uma doid- mulher me aparece. Sua roupa de empregada azul, cabelos prateados e expressão terrivelmente séria já indicam que ela é quem acho que é.
- Tarde? Era de noite quando eu estava em casa... *Isso é realmente confuso, era praticamente meia noite quando fui no banheiro*
- Sim, de acordo com meu relógio, pelo menos, estamos passando pelas duas horas da tarde. *Dá uma rápida olhada no famigerado relógio prateado de bolso* - Agradeço que não tenha ferido a Senhorita. *Se curva, levemente*
- Não não, acho que a assustei sem querer... Quando a achar de novo, diga que eu peço desculpas pelo meu comportamento. *Cautela nunca é demais* - A senhorita está atrás dela, não é? Pode me-
- O Templo fica naquela direção. *Aponta para o lado completamente oposto que eu estava indo* - Como conseguiu lidar com ela completamente sozinho e sem ajuda, acredito que não terá o menor problema em encontrá-la.
- Obrigado.
Assim que termino a última sílaba, ela some. "Andar é para os fracos", acho. Volto a caminhar para a direção que ela apontara, ainda observando meus arredores e preparado para outra surpresa. Enquanto isso, noto que a quantidade de cogumelos, que antes era notável, reduz drasticamente, apenas um ou dois do mesmo tipo são vistos. Será mesmo que vou encontrá-la por ali?

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