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Acho que me perdi - Capítulo 8

Depois de um tempo no hiato, voltamos!

Eu tinha mesmo caído no sono, acordei no meu quarto. Yumi estava do meu lado, respirando levemente, embaixo da coberta... E eu estava no chão duro e frio, sem lençol, coberta, nada.

- Yumi-san, tá na hora de acordar...

Como uma "vingança", estico o meu braço e começo a mexer no ombro dela, para frente e para trás, tentando despertá-la. Não funciona, parecia uma pedra.

- Que saco, será que ela tomou algo antes de dormir?

Sem outra escolha, faço o que tenho que fazer para despertar, pego uma outra roupa disponível, algo bem parecido com uma calça jeans e camisa branca. Como qualquer coisa e saio por ai.

- Ei, você ouviu? Parece que chegou um templo novo...

- Vovô, aquele templo está lá já faz vinte anos...

Um velho e uma mulher conversam enquanto passam na frente da casa, na mesma hora que eu deixava o local para caminhar e conhecer mais coisas. Sim, o grimório está aqui comigo, não vou esquecer algo tão precioso. Acho.

- Com licença. - Abordo a mulher, devia ter por volta dos 25 anos. - Posso perguntar onde fica esse templo?

- Ah, sim. - Ela se curva quando falo, acho que é do tipo que se apresenta antes. - Meu nome é Takahana, moro com meu avô e costumo cuidar da loja de brinquedos infantis lá do outro lado da Vila. - Esse povo é muito previsível. - O Templo Shinoda fica para aquele lado, e sua deusa residente é uma raposa branca de nome Kuzunoha. Uma garota estranha e exibida costuma cuidar do lugar, a Aki, e eu acho que ela deve estar por lá hoje.

- Obrigado pela informação, e meu nome é Leo Tsukasa, estou morando com Yumi-san por um tempinho, só até saber para onde vou.

- Em que sentido? - Um brilho relativamente familiar ilumina os olhos dela.

- No sentido... de amigos... - Não acho que vá adiantar falar qualquer coisa depois do que eu disse. - Sabe, ela se propôs a me arrumar um teto enquanto estou por aqui, sou meio que estrangeiro...

- Oh, ela se propôs... - Ela leva a mão á boca e dá uma risadinha, parecia uma velha fofoqueira. - Uhum, entendi. Bom, preciso ir logo, até outra hora! - Ela acena e vai embora, ainda com o sorriso no rosto.

Ignoro, mesmo sabendo o que ela quis entender, e volto ao trajeto. O caminho é bem comprido, tive de sair da Vila Humana e passar por grande parte da floresta noroeste sem nem saber que trilha usar. O engraçado foi que vi alguém vindo mais ao longe, na direção inversa. Cabelos loiros com um tipo de roxo no topo da cabeça, roupas negras e brancas e um ar de verdadeira santa... Assim que ela está perto o suficiente...

- Bom dia, Byakuren Hijiri-sama. - Falo com um grande sorriso no rosto. - A senhorita está sozinha hoje?

- Oh, bom dia. - Com uma expressão interrogativa. - Nós nos conhecemos?

- Não não, só sua fama que se espalhou rapidamente, sabe? - Rio um pouco, coçando a nuca. - Bem, eu só estava de passagem, indo conhecer-

- Sua aura... não, acho que algo que você tem que me é familiar. - Ela me analisava, séria, tentando descobrir o que era de tão estranho em mim, até ver o grimório. - Posso ver isso?

- Ahn... é só um...

O olhar sério dela era preocupante. Eu sabia que estava num nível de poder monstruosamente abaixo do dessas garotas, por isso... Achei melhor correr! Me virei e danei carreira sem nem olhar para trás. O problema era que ela voava, e rápido, me alcançou sem demora, me jogou no chão e aplicou alguma chave de luta livre, colocando a perna no meu pescoço e segurando meu braço com força, quase quebrando.

- AAAAAAAII!! Desisto, desisto! - Batia no chão, imitando o povo que não aguentava esse tipo de golpe.

- Por que tentou fugir?

- Vo-você tava com cara de quem ia me matar! - Me afasto assim que ela me solta, deixando o grimório no chão.

Ela o pega e começa a ler, mas a cara que fazia só piorava: parecia estar lendo um livro de piadas sem graça. Depois passa a mão na capa e recita algumas palavras, fazendo várias runas e círculos mágicos aparecerem por todos os lados do livro. Assim que identifica de onde vieram, joga o grimório para cima e dispara uma rajada de danmaku branco, rapidamente. Mesmo com o meu desespero, ela continua atirando, até que o livro cai no chão, sem muitos arranhões.

- Tá bom de tentar destruir as coisas dos outros! - Me jogo na frente do grimório, tentando protegê-lo.

- Quem te deu isso?

- Quem... Não sei se seria uma boa ideia...

- Ela? Foi ela quem te deu? - Ela parecia decepcionada com algo, tentando não acreditar na possibilidade. - Tão imprudente, tão covarde...

- Estou boiando nessa "conversa"...

- A pessoa que te deu esse grimório é-

Antes que Byakuren terminasse sua frase, alguma garota grita seu nome lá longe. Eu tento ver, estava muito atrás dela, e era Alice. A aparência dela era a mesma de sempre, mas o olhar de alívio e tristeza era facilmente lido de longe. Byakuren vira e encara a garota, acaba perdendo a pose assustadora e reconhece Alice. Nós esperamos até que a garota venha correndo em nossa direção; na verdade, eu estava paralisado de medo, Byakuren me atacou do nada!

- Você... - Alice se curva, segurando os joelhos e recuperando o fôlego. - Eu finalmente... Finalmente... Tive tanto medo... Você tinha voltado... Eu não...

- Calma, calma, descanse um pouco e depois você me diz o que houve, Alice-chan. - Ela se vira, me vendo tentando sair de fininho dali. - E você, parado.

- Saco. - Foco meus olhos nos dela, decidido. - Certo, me diga por que me atacou do nada e tentou destruir meu livro sem aviso. Não minta.

Por algum motivo, o meu "não minta" deve tê-la tirado do sério, pois ela tentou avançar mas se contera, lembrando que Alice estava ali sentada no chão. Após respirar profundamente algumas vezes, Byakuren se ajeita e responde o meu olhar com um ainda mais penetrante e agressivo.

- A pessoa que te deu essa coisa te disse "que tal ter um familiar", não foi? Essa coisa é um selo, algo muito ruim está preso ai dentro, aguardando que algum homem incauto tenta retirá-la dai.

- Ué, só isso? Simples: vou tornar essa pessoas minha escrava.

Ambas ficam boquiabertas com minha resolução. Na verdade, é algo bem simples: se eu tiver um contrato com esse ser não importa o quão forte seja, ele terá de me obedecer. E continuo falando.

- Óbvio, pode não ser tão simples, mas é o que posso fazer agora. E se eu puder ajudar Gensoukyo com esse "sacríficio", não tem por que vocês negarem, não é?

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