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Sou uma Shinigami - Capítulo 5




- Desculpe, pode repetir?

Atônita com o pedido de Shinki, Yuki pede para a Deusa criadora da dimensão conhecida por Nova Garden repetir seu pedido. Não era algo que alguém esperaria como um teste, mas ainda assim era um teste.

- Ora, ficou confusa? - Shinki pende a cabeça levemente para um lado, interrogativa. - É um pedido bem simples e rápido de se fazer, bobinha.

A Deusa ri um pouco, com a mão esquerda na frente da boca. Yuki fica um tanto irritada com o comportamento da mulher, pensando que "ela é sempre assim, por isso não a levam a sério".

- Ficar de olho numa guerra e ajudar um determinado indíviduo a vencer para que ele se torne seu cozinheiro particular é o tipo de pedido que eu jamais imaginaria, Shinki-sama.

- Por isso é um ótimo teste! - Sorria, irradiando uma inocência característica de seus atos infantis.

- Tá certo, eu faço. Me dê um mapa que eu-

- Já preparei seu meio de transporte, não se preocupe! Tenko-chan!

Shinki chama pela garota que Yuki tinha visto do lado de fora do castelo, mas a cena seguinte é rápida demais para não deixar de ter seu tom cômico. Logo após que recebe sua ordem, Tenko lança uma de suas Keystones em Yuki, derrubando a garota no grande fosso à sua frente. Por causa das barreiras dentro do aposento, magia não funciona direito e Yuki acaba por cair num buraco dimensional, passando por várias outras barreiras e viajando numa "acid trip" psicodélica bizarra e enjoante.

- Alguém invadiu a barreira... Interessante...

A viagem termina em poucos segundos e de uma forma bem escandalosa. Yuki cai no telhado de um casebre, destruindo grande parte da construção e assustando alguns animais próximos. Havia, porém, um homem sentado do lado de fora olhando para o céu. Ele estava encostado na casa e sentiu a garota chegando com algum sentido especial que possuía. Obviamente, ele não estava impressionado.

- Cof, cof, cof! Ei! - Yuki se levanta com dificuldade, muita poeira havia sido levantada e muita tralha serviu de amortecedor para sua queda. - Me ajuda aqui, velho!

- Ooh, ela sabe que estou aqui, acho que não adianta fugir. - O homem fala sem muita vontade de gastar energia; era um preguiçoso. - A senhorita pode se virar sozinha daí de dentro, eu estou cansado...

A lâmina da katana de Yuki atravessa a parede de madeira do casebre, errando a cabeça do homem por trinta centímetros.

- Pedindo com tanta educação, quem sou eu pra recusar?

Após algumas reclamações, gritos, puxões e feitiços de cura, Yuki sai do casebre e contempla o lugar em que se encontrava. Era uma grandiosa planície com poucas árvores e várias pedras antigas de formatos estranhos.

- Acho que a pergunta que vai fazer agora é "onde estou e onde está meu alvo", né?

- Digamos que aquela cabeça de vento esqueceu de dar informações vitais para a missão, sim. Eu não sei que país é esse e nem como é a aparência física da pessoa. - Ela ajeita sua roupa, tirando o pó e verificando onde tinha rasgado para costurar depois. - E ela ainda diz que isso é um teste...

- Na verdade, esse é o objetivo do teste. - Diz o homem, um senhor de 49 anos com cabelos grisalhos, pele queimada pelo sol e trajando um macacão jeans de fazendeiro, com botas e camisa branca por debaixo do traje. - Posso dizer que fazem muitos filmes por aqui, mais recentemente trouxeram umas crianças e as fantasiaram de gente adulta, ou de anões. Sabe, esses filmes de fantasia e aventura...

- Lindo.

Yuki ignora o que o homem fala e escolhe uma direção a esmo, iria andar para tal lado até achar civilização, ou uma praia.

- Ei, você só vai achar mais rochas pra esse lado.

- Isso é um teste, eu tenho que me virar sozinha.

- Será mesmo? Não tá pensando que vai dar cabo disso sozinha, né?

- Você preparou o ponto de aterrisagem e criou uma barreira pra evitar que vissem ou sentissem a interferência etérica, por isso sou grata. Mas não pretendo gastar mais de seu tempo com isso.

E ela começa a andar para onde tinha decidido. O velho suspira, senta de novo no chão e apoia a cabeça nos braços cruzados atrás dela.

- Não esqueça meu nome, senhorita, me chamo Zuriel.

Yuki para de andar.

- O Principado Zuriel? - Fala sem sequer se virar.

- Eu mesmo. - Responde o velho.

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