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A nova política de uso do Google me fodeu legal, agradeçam a ele quando virem o que aconteceu com os posts antigos.

RAL - Início e Novidade



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Início e Novidade
Fazia uma bela manhã ensolarada naquele dia. Myuri varria a fachada do santuário, como sempre fazia desde que lá chegou. Ela não se preocupava muito com o que acontecia a sua volta, e isso era algo que ela entendia como uma fraqueza.
-Como você é diligente, Myuri-chan.
Myuri toma um grande susto. Olhando para a direção da voz, vê Daiyousei observando-a com um leve sorriso no rosto; a fada já estava acostumada com a personalidade alheia de Myuri.
-Um dia eu vou morrer do coração! – fala Myuri, tentando ajeitar os pelos da cauda.
-Hi hi, você sempre se isola do resto do mundo, por isso acaba se assustando fácil.
-Como ela está? – Myuri olha para o templo.
-Bem, Yuzu está cuidando do desjejum, mas não parece que ela tenha melhorado. Duvido que aquilo não tenha causado um trauma permanente...
-Trauma? Para uma fada você sabe umas palavras bem difíceis.
-Eu costumo interagir muito com os humanos que entram em Gensoukyo por engano, ai acabo aprendendo bastante coisa. Um dia desses me deram um livro de física quântica!
-Física? É sobre como manter seu corpo sensual como o meu?
-Não começa, Myuri-chan!
As duas começam a rir da conversa fiada, até que ouvem passos cansados de alguém subindo as escadarias do templo.
-Arf, arf.
-Arf? – fala Daiyousei, confusa.
Os passos continuam até que a figura de um jovem homem surge no topo da escadaria. Não muito alto, magro, e visivelmente exausto. Suas roupas sujas denunciam que ele passou por uma série de atividades estressantes até chegar naquele lugar. Ao ver as duas garotas a uma certa distância, o jovem aproxima-se quase que arrastando os pés, sem forças, e, alcançando uma distância segura de conversa ele diz.
-Aqui... aqui é o Templo Hakurei?
Daiyousei se apressa a falar.
-Sim, é aqui. Você veio fazer alguma doação?
Antes mesmo que Daiyousei termine sua frase, o jovem despenca.
-Isso é contigo, Daí-chan. – diz Myuri – Eu ainda não terminei de varrer aqui.
-Como você pode ser tão fria! – protesta Daiyousei – Ele pode morrer!
-Quem vai morrer?
Outra garota, que acabara de sair do templo, aproxima-se da confusão. Daiyousei explica apressadamente e as duas levam o jovem para dentro do templo. Myuri continua varrendo, como se nada tivesse acontecido.
...
-Então, Yuzu-chan? – pergunta Daiyousei, preocupada – Como ele está?
-Numa condição ótima! Nunca vi um tão bonito! – Yuzu parece estar salivando.
-Não é isso! Estou perguntando se ele vai ficar bem! – Daiyousei fica vermelha.
-Ah, isso. –Yuzu para de fantasiar – Sim, ele vai ficar bem. Parece que ele teve que correr bastante, e acabou se cortando com a vegetação, mas não teve nenhum ferimento grave. Você disse que ele perguntou se esse é o Templo Hakurei, não foi?
-Será que alguém espalhou como entrar em Gensoukyo no Munto Externo?
-Pode apostar nisso! – Yuzu faz um sinal de positivo para Daiyousei.
-Odeio apostas.
Uma garota que estava sentada na varanda se levanta e anda até onde os três se encontram, e observa o humano com um certo desprezo.
-Assim que ele se recuperar, tratem de fazê-lo esquecer de tudo e mandem-no embora. Se ele continuar aqui só conhecerá o desespero.
Ela anda até um quarto e desliza a porta de correr, fechando-a.
-Aimu-san acordou com um péssimo humor hoje. – sussura Yuzu para Daiyousei.
...
-Obrigado pela comida.
O quarteto está sentado à mesa. O jovem termina e vai se sentar na varanda, perto de Aimu.
-Você devia ir embora logo. – fala Aimu.
-Eu acabei de chegar. E, falando nisso, preciso saber como chegar no Makai.
As três param tudo o que faziam e observam a conversa da dupla. Aimu toma uma posição agressiva.
-O que você quer com o Mundo dos Demônios? Quer se tornar um deles?
-Eu preciso aprender magia.
O trio sentado à mesa a levanta e se afasta o máximo possível dos dois.
-Um humano que quer aprender a magia do Makai bem aqui, na minha frente. Parece que os deuses querem testar minha fé. – uma aura branca começa a emanar de Aimu.
O homem se levanta e posiciona-se a frente de Aimu, com os braços abertos.
-Se quer me matar, vá em frente. Vai ser bem mais fácil assim.
-Terei o maior prazer em fazer isso, humano. – Aimu se levanta.
-Meu nome é Tsubaki Korikumo. Perdi meu irmão porque fui fraco e preciso de magia para me tornar mais forte.
-Seu... irmão? – a aura ao redor de Aimu se dissipa.
-Sim. Ele foi morto por um youkai daqui.
-Quem? – Aimu abaixa a cabeça, escondendo o olhar.
-Uma garota com orelhas e cauda de lobo branco. Ela empunhava uma katana e não teve pena em retalhar meu irmão na minha frente.
-Vingança, não é?
-Ela sorria enquanto ele gritava de dor e implorava para que terminasse logo.
-Eu não vou te matar, Korikumo. – diz Aimu, ainda escondendo o olhar – Na verdade, acho que posso te ajudar.
O homem abaixa os braços e se aproxima de Aimu.
-Existe uma garota que vive isolada na Floresta da Magia. Ela é originária do Makai e pode te indicar o caminho.
-Floresta da Magia? – pergunta o homem – Como chego lá?
-Yuzu te mostrará o caminho. Mostre isso para a garota, ela vai entender.
Aimu entrega um tipo de prendedor de cabelo em forma de borboleta vermelha, quebrado. Yuzu se aproxima.
-Leve-o até Alice. – fala Aimu.
-Desculpe pelo trabalho, Hakurei-san. – diz o homem.
-Era o mínimo que podíamos fazer. – Aimu levanta a cabeça e um sorriso honesto preenche seu rosto.
Yuzu e o homem partem na mesma tarde para o local indicado por Aimu.

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