AVISO

A nova política de uso do Google me fodeu legal, agradeçam a ele quando virem o que aconteceu com os posts antigos.

Diário de uma Vilã - 01




E então entro naquela bagunçada loja de armas, de nome estranho e estrangeiro. Haviam decorações do festival que tinha terminado esses dias, várias delas pendendo das muitas lâmpadas que iluminavam o local; será que o dono era um obcecado por luz? Isso existe?

Vejo algumas pessoas circulando e verificando as ofertas: um jovem homem-gato que sorria para um par de manoplas com espinhos, um casal humano observando glaives, vários kemonos checando lanças e um único anão ancião sentado num elmo grande o bastante para acomodar a cabeça de um gigante enquanto preparava seu cachimbo com fumo e algum pó verde.

Não parecia ser um lugar tão seguro, logo que me passa do lado uma humana de avental com o nome da loja e colocar uma nova lança, mal feita, ao lado do brasão que ficava do lado de fora da loja. A anterior eu tinha visto ser roubada momentos antes de entrar, por algumas crianças orelhudas… Talvez fosse por isso que a dona do lugar, uma elfa de nome Sareris, estivesse conversando com um guarda de aparência entediada e cansada.

Falando nisso, soube o nome da dona da loja assim que perguntei se tinha desconto em algo para a ajudante e ela me disse que só perguntando para a “atarracada da Sareris”. Evitei soltar uma gargalhada e me dirigi à mulher e esperei que terminasse sua conversa, até que ela me abordou mudando de atitude assim que viu minha pele morena, tratando-me cordialmente e me oferecendo o desconto do dia: uma adaga de seiva por quase a metade do preço. Vi que estava em bom estado logo que ela me arrastou para ver a arma, separada numa almofada de camurça e posicionada num lugar que era facílimo de pegar e sair correndo da casa.

Me despedi cordialmente e fiz questão de memorizar tanto o nome da dona quanto a localização da loja para evitar de voltar lá por engano.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Post urls = spam.