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A nova política de uso do Google me fodeu legal, agradeçam a ele quando virem o que aconteceu com os posts antigos.

Diário de uma Vilã - 03


Depois de quase uma semana de viagem, ouvidos doendo de tanto ouvir as conversas sem fim de Pish e vendo o Renael imitar todos os tipos de animais que jamais ouvi falar, chegamos áquela cidade no meio das florestas gêmeas da terra. Eu pulei da carruagem e abracei o primeiro guarda que vi, exigindo que prendesse o Pish pot violar minha sanidade com suas histórias horríveis. Felizmente (para mim) aquele guarda era o primo do padeiro daquela outra vez, e ficou tremendamente satisfeito ao levar o falso anão preso. Rimos por algum tempo e começamos a explorar a região, como pedido pelo cliente.


Começamos a examinar as muralhas pelo lado de fora, notamos algumas rachaduras nas rochas que foram montadas ou encaixadas ali e nos indagamos se eram obra da erosão natural ou se por ação de algum grupo insurgente. No fim das contas, se aquela muralha de rochas artificiais for agraciada com um único buraco, não apenas nobres ou insurgentes mas todas as pessoas da cidade seriam massacradas por exércitos treinados. Marquei as rachaduras mais óbvias com runas pessoais, um claro erro naquela época.

Terminadas as primeiras investigações decidimos chamar o Rodrock, que meditava perto de um pinheiro, e entramos na cidade. O primeiro choque foi o pedágio para cada um de nós. Pensei em reclamar mas a outra elfa disse que seria melhor se pagássemos sem usar nossas habilidades. Tenho costume de ignorar aquela pirralha irritante, mas desta vez cedi ao seu capricho. O segundo choque foi o mercado de escravos a céu aberto e na praça principal. Rodrock não era do tipo que se importava com escravos, mesmo sendo o que era. Eu me senti mal com uma garotinha que estava ali na fila nua, algemada e com uma grande cicatriz nas costas, tão mal que me separei do pessoal e fui compra-la para... nem eu sei. O terceiro choque foi quando encontramos o cliente, um gordo anão sem barba que fedia a pêssegos. Ele me ofereceu o triplo pela nova escrava, no que Rodrock interviu e aceitou o dinheiro; nunca vi tanto medo nos olhos de uma criança quando a entreguei para aquele porco.

Enfim, ele começou a explicar os detalhes do trabalho falando sobre como a ausência de uma religião forte estava enfraquecendo as mentes dos cidadãos, como as relações com as outras cidades estavam se deteriorando por os verem como um circo de arqueiros incompetentes, e vários outros pormenores. Essa conversa levou a tarde inteira, eu quase dormi na cadeira. Também, aquela cadeira era tão confortável que eu me sentia deitada sobre um urso quentinho...Pish me acordou quando falou sobre a escrava, perguntando o que o cliente queria com ela. A resposta foi algo que me deixou com dor de cabeça por semanas.

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